Muitos aconselham aos pais a vasculharem a vida do filho para saberem
por onde anda, com quem anda, o que fala, o que posta, enfim. Observar e
controlar o filho para de certa forma protegê-lo. E muitos, na surdina,
vasculham mochilas, gavetas, diários, mensagens. E encontram esperadamente, o
inesperado. Claro! Ao procurar o escondido, sem perceber, ensina-se que é
preciso esconder. Este tipo de ação nem protege, nem é efetiva e ainda é
destrutiva, pois não é relação de confiança, a única que funciona. Não devemos
controlar os filhos, mas ensiná-los, dia a dia, a bem cuidarem de si na própria
vida. E precisam de muito apoio para desenvolverem a personalidade, os valores,
os princípios, para enfrentarem os medos, as dúvidas, os desafios. Não é de
controle ou que os vasculhemos o que precisam! Quando os filhos confiam e
encontram em nós apoio e orientação, eles se abrem. Mostram as mensagens que os
inquietam. Pedem conselho de como agir nas situações conflitantes. Contam as
maravilhas e os “podres” dos amigos, das baladas, das aulas, de si. Perguntam
sobre sexo, drogas, o que for. Mas para isso, é preciso saber ouvir sem
julgamento, ter cautela com a reação, ajudar a pensar junto (não pensar por
ele), aproximar-se dos amigos com abertura, ser legal sem deixar de ser pai/mãe,
não ser subserviente, participar com interesse e responsabilidade. Pois, conhecer
o filho em vida e ajudá-lo a melhorar nela é melhor que vasculhá-lo e gerar farsa
e aborrecimento. Invista na confiança, na relação de vocês e deixe os olhos da
alma sorrirem descontroladamente.
Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
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1 de abr. de 2017
22 de mar. de 2017
196. QUANDO O FILHO MENTE E DESOBEDECE.
Conta uma mãe. “Ele me disse que ia para a casa da tia, mas foi para a
casa do amigo. Localizei-o, dei uma bronca e mandei que voltasse para casa
imediatamente. Ele disse “Não!” e desligou o telefone na minha cara.” Histórias
como estas estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano. O que fazer? Pare
tudo e analise a sua relação com o seu
filho em vários aspectos e desde os primórdios. Não basta olhar a situação de
forma isolada. O que costuma gerar isso? Vou apenas citar 3 atitudes, que já é
um grande começo. 1. Mães que fuçam (e esta é a melhor palavra) as coisas dos
filhos, os desrespeitam e abrem espaço para serem desrespeitadas. Há maneiras
mais nobres de saber o que e com quem seu filho fala e anda. Além disso, esta
ação faz da relação um jogo, um jogo tenso, pois a mãe irá usar os dados sem
que o filho perceba que ela fuçou nas suas coisas. E assim, o teatro de
mentiras começa com a própria mãe. 2. Mães repetitivas e com discursos de “blá
blá blá” são cansativas. Parecem torneiras que pingam e irritam. E o cérebro
descarta a mesmice. Há maneiras mais agradáveis e úteis de dizer o que se quer
dizer, de chamar à responsabilidade e à confiança. Ter um diálogo agradável
(ouvir e ser ouvido) ainda é a melhor forma. Seja firme com o que tem que ser,
mas sem fechar o canal de comunicação entre vocês. 3. Mães que cobram e fazem
chantagem emocional. Isto afasta qualquer filho. É chato. Perguntei ao filho o
porque ele mentiu. Ele respondeu: “Por que minha mãe não deixaria eu ir. E eu
teria que ficar ouvindo todo o seu mimimi.” Recado dado.
11 de mar. de 2017
195. DIREITOS SIM, DEVERES TAMBÉM.
No pátio de uma escola, dois meninos brigavam de arrancar o couro,
enquanto as outras crianças pareciam soprar brasa, inflamando-os. A servente apenas
berrava, sem cessar, para que parassem. Até que duas crianças seguraram os
conflitantes e desta vez sopravam para esfriar. Perguntei à servente: “Por que
não os separou?” E debruçada na vassoura respondeu: “São os direito da criança.
Aqui mandam a gente não tocá nelas. Já pensou se vou apartá e deixo o braço do minino
roxo? Eles me processam, sabia?”(sic) Direitos das crianças. São tantos! Mas
muitas vezes, mal usados, seja pelos adultos que deixam de agir por
autoproteção, seja pelas próprias crianças, que muitas vezes se aproveitam deles
e ainda citam o Estatuto (ECA), em geral, de forma autoritária e
sócio-emocionalmente desequilibrada. Vi, li, ouvi diversas histórias destas. Não
nego aqui a importancia dos direitos da criança e do adolescente. Esta é uma
vitória de dar alegria. Mas, os direitos só fazem sentido se os deveres
estiverem sintonizados, caminhando junto. O problema é que as crianças e adolescentes
aprendem mais dos direitos do que de deveres. E fica desbalanceado, inclusive os
seus desenvolvimentos. Já é hora de valorizar e ensinar também os deveres. Que
tal começarmos pelo respeito ao direito do outro, o respeito às pessoas,
inclusive as que são ou pensam diferente de nós evitando brigas. O dever de
estudar, de cuidar, de cooperar, de aprender a ser responsável pela própria
vida e de assumir as ações. São tantos ainda, mas já temos um bom começo.
Direito sim. Deveres também!
1 de mar. de 2017
194. NÃO SE PERCA DE MIM!
Assisti ao tocante filme “Lion:
uma jornada para casa.”. Trata da história real de uma criança que se
perde e não tem informações suficientes para ser ajudada a retornar. E por aí
segue a história que é de arrepiar! Mas, quão fácil é perder uma criança! Quem
já não perdeu ou não foi perdido? Ser ou estar perdido pode deixar uma violenta
marca de medo, abandono, solidão, insegurança, vazio, que provavelmente
acompanhará o ser ao longo do tempo. É uma experiência regada de instintos e
poucos recursos para enfrentar a situação, que podem gerar ene possibilidades
de destinos. Melhor evitar que a criança (e você) passe por este estresse, trauma
ou mude completamente o seu destino como o de Lion.
Segue algumas dicas mesmo
que o seu filho seja muito pequeno.
1- Faça-o memorizar o seu número de
telefone ou o nome da rua ou do condomínio. Crie uma musiquinha do tipo: “Qual
o celular da sua mãe? É XXXX-XXXX”. As músicas ajudam a memorizar e os gestos
também. Exagere neles, as crianças gostam. “Perca” tempo com a memorização. E
sempre repasse a música com a coreografia criada.
2. Ensine o nome dos pais e
peça para a criança os descrever e já corrija o que for necessário. Pois se o
seu filho se perder, a primeira pergunta que farão a ele será sobre vocês.
3.
Quando sairem, independente de celulares, marquem sempre um ponto de encontro
caso alguém se perca. Deixe as crianças o escolherem e avalie se está bom. De
vez em quando reforce-o. Melhor prevenir do que remediar, já dizia o velho
ditado.
15 de nov. de 2016
189. CRIANÇAS FRANCESAS FAZEM BIRRA SIM.
Passei alguns dias em Paris e ouvi muitas crianças fazendo birra. A
gente reconhece quando é choro de manha, não? Logo lembrei-me do livro de
Pamela Druckerman, “Crianças francesas não fazem manha.” Fazem sim. Porém,
Pamela tem razão. Realmente a educação delas é bem diferente da nossa. Destaco
alguns pontos. Não se vê criança comendo porcaria e apesar das panificadoras
maravilhosas, quase todos são magros. Educa-se desde pequeno a comer bem, pouco
e na hora. Também se alimentam da cultura bem melhor que nós. Vê-se criança com
os pais em museus, concertos, espetáculos diversos. E as crianças tem muita
curiosidade para tais eventos e se comportam muito bem. Claro, aprendem de
pequena a relacionar-se com a cultura e a manter a arte no olhar. Vê-se ainda
pais e filhos juntos em restaurantes, parques, lojas. Não há a cultura da babá
como nós. Sorte das crianças e dos pais. Mas, neste processo vê-se e se ouve
muita birra sim. Afinal, educar é complexo em toda e qualquer cultura e há
processos de desenvolvimentos que acontecem em todas elas. A diferença está em
como se lida. No quesito manha, os franceses também parecem lidar melhor. Não
ficam negociando ou cedendo como vemos muito por aqui. Eles resolvem logo para
não incomodar, encaram a criança, dizem algo e seguem andando. Ela para o
choro, “cai na real” e os segue. E nesta hora dá vontade de esmagar a criança de
tanta fofura. E aí entra a cultura brasileira. Extremamente afetiva como quase
nenhuma outra.26 de ago. de 2015
162. TIRINHAS QUE DIZEM DE NÓS: PUNIÇÕES
A criança precisa desde pequena ter limites claros e saber porque eles
estão sendo colocados. Quando descumpre o combinado precisa saber que há
consequências. Muitos pais dizem da boca prá fora o que acontecerá e depois têm
dificuldade de fazer o filho viver a consequência. Cuidado! Isto acaba com
qualquer autoridade e respeito. Há outros que preferem fazer vista grossa e
deixar para lá, afinal já são tão ausentes! Perigo! Seu filho pode interpretar
esse desleixo como falta de amor e cuidado. Há ainda os que nem percebem.
Atenção! Você tem grandes chances de ser punido por seu filho. Há ainda as
punições que atrapalham como a que vemos na tirinha. Castigo na biblioteca?
Evitemos associações deste tipo.
Punir é palavra forte demais, mas orientar a criança levando-a a tomar
consciência do que fez e a buscarem juntos alternativas dela reparar o que fez,
pode ser uma grande ação educativa.
23 de abr. de 2015
144. QUE TIPO DE PAI/MÃE EU SOU NA ESCOLA?
Aposto que você já ouviu na escola do seu filho a palavra “parceria”. Por que as escolas têm insistido tanto nisso?
Voltemos um pouco no tempo. Pais trabalhavam fora e eram os
provedores. Mães cuidavam da educação dos filhos, enquanto a escola instruía. Rapidamente
essa realidade ficou para trás. Pais e mães viraram profissionais e coube à
escola todo o resto. Há vários anos, quando eu era professora de crianças, uma
mãe veio reclamar que eu não estava ensinando o seu filho a rezar (e a escola
era laica!) nem a amarrar o tênis. Fiquei pensando nas mudanças que estavam
ocorrendo e nas que estavam por vir. A escola, diante da nova realidade, viu-se
com papéis acumulados e com obrigações que não eram dela. Com o tempo e com o
desenvolvimento das ciências, a escola percebeu que o seu papel era bem maior
que a instrução, mas se viu sobrecarregada e começou a falar em parceria,
explicitar os papéis de cada um e a colocar limites, ainda que escutasse injustas
reclamações de incompetência. Pense: você tem um filho para educar. A escola
tem muitas crianças! Não dá para terceirizar a educação dos filhos! Mas
complementar as educações, escola e família, pode ser uma proveitosa e
maravilhosa parceria. Então vamos lá. Que tipo de pai/mãe você está sendo? O
que cabe a você e à escola? Pode melhorar o seu papel? Pode ser mais parceiro?
Pense cuidadosamente, pois entre a escola e a família há o seu filho. E lembre-se
que reflexão sem ação pode levar à tomada de consciência. Que já é bom, mas não
é muito.
18 de nov. de 2014
128. PENSAMENTO INDIANO E A EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS.
![]() |
| Meu pai e minhas filhas. Foto com várias interpretações. |
Essa postagem foi pré-programada, assim como as anteriores. Hoje escrevo no presente
imaginando a possibilidade do futuro.
Nesse momento, devo estar do outro lado do mundo há 10 dias, fazendo mais uma
pesquisa educacional, cultural e pessoal. Visitando escolas, universidades e
tendo encontros com mentes brilhantes que percebem a educação de modo bem
diferente do mundo ocidentalizado. Devo ainda estar conhecendo mais uma cultura
e alimentando os meus sentidos num país tão diferente, país dos contrastes,
onde parece se perceber simultaneamente o caos e a paz.
Dizem que quem vai a India volta transformado. E sei que assim
voltarei, pois quando nos abrimos às novas aprendizagens, e elas acontecem,
nossos circuitos mentais já não são os mesmos, transfomando nossa visão de
mundo e de gente, incluindo a nós mesmos. Além disso, lá farei 50 anos, o que
será bem significativo para mim.
Por ora, deixo-lhes um pensamento indiano que, a mim, muito diz dos
filhos e das possibilidades que a educação irá gerar. E na volta trarei as
novidades já vividas e as transformações experimentadas.
Para refletir:
A semente carrega em si a
memória do passado e a possibilidade do futuro.
Até a volta!
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10 de mar. de 2014
96. SOU MODELO DO MEU FILHO, E AGORA?
Num salão, a manicure conta que o programa favorito da filha de sete
anos é ir à livraria e comprar livros. Uma das clientes exclama: “Que sorte a
sua! Meu filho odeia ler!” A manicure indaga: “Mas você gosta de ler?” E de
pronto, ela responde: “Odeio, mas sempre falo pro meu filho ler.”
Educação não é sorte e nem falação. É ação, e somos por um bom tempo os
principais modelos dos filhos. Claro que ação fundamentada e orientada traz
melhores benefícios, pois ações dizem mais que palavras. A criança inicia o seu
processo de desenvolvimento pela imitAÇÃO. Conheço a manicure e a sua paixão
pelos livros. Não é sorte. Sua filha gosta de ler, pois vê a mãe lendo com
prazer. A criança vê, observa e aprende. Já a outra mãe, sem perceber, ensina o
oposto. Importante notar que se a criança imita o bem, imita também o que não
convém. Todavia, não somos modelos perfeitos e nem a criança é capaz de
analisar as ações dos pais com criticidade, selecionando só o que é bom. Eis o
perigo da infância: as crianças são como esponjas. Absorvem a tudo, o bem e o
mal de todos nós. Mas e agora?
Rever-se.
1. Olhar-se sempre de frente, sem medo de ver e de se modificar.
2. Enxergar-se nas ações do filho e rever as próprias.
3. Aprender (você) e ensinar
ao filho, desde pequeno, a ter criticidade com humanidade, a perceber as
falhas, os erros, a construção do ser, a criar base para ser seu próprio
modelo.
Misture tudo com dedicação, leveza, sabedoria, paciência, amor, lon-ga-ni-mi-da-de... E, saboreie.
4 de fev. de 2014
92. O JOVEM DE HOJE FOI A CRIANÇA DE ONTEM E SERÁ O ADULTO DE AMANHÃ: ESTAMOS EM BOAS MÃOS?
Participei de um debate no programa “Espaço Livre” da TV Assembléia
Legislativa da Bahia com doutores em Sociologia e Psicologia. O tema: Quem são
os jovens de hoje? Defendi que é impossível falar de uma geração sem
contextualizá-la. O jovem de hoje vive numa transição de paradigmas, e já
iniciou uma revolução cultural. Ainda despreparados e desbussolados vão fazendo
o caminho ao caminhar, enquanto constroem uma nova ordem social, não há como
negar. Como melhor prepara-los?
Até a minha geração havia uma ordem hierárquica, um mundo padronizado
e disciplinado. Como filhos do iluminismo buscamos em tudo uma “razão de ser” e
em todos um “deve ser”. O futuro previsível era a projeção do presente. Ordem e
progresso com esforço, dedicação e competência. Os rebeldes iam contra aos
padrões pré-estabelecidos, com luta e responsabilidade coletiva, não é
companheiro? Mas hoje, é possível ser rebelde? Ir contra a que padrão? Vivemos num
mundo despadronizado, sem bandeira comum, com monólogos articulados em redes
sociais. Um mundo mix, viral, do espetáculo onde a ‘demonstração’ foi
substituída pela ‘mostração’. Sem um caminho pré-estabelecido, cabe ao jovem inventar
uma vida singular e imprimí-la no mundo. Que tarefa! Todavia, faltam-lhe várias
referencias e base. Que recursos possui para se inventar?
Generalizando, esta geração nasceu em época de prosperidade econômica,
da globalização e novas tecnologias. Nativa digital, foi educada na infância e
adolescência com muitas atividades, facilidades e consumismos, e acostumada a
ter e a fazer tudo o que quer, na hora que quer. Teve poucos exercícios de
responsabilidade e autonomia, inclusive com a própria vida, mas inúmeros
reforços para elevar a autoestima, criando-lhe a ilusão de que pode ser tudo o
que quer. E que não lhe façam críticas! Tornou-se uma geração multitarefária, imediatista,
impaciente, individualista, impulsiva, insaciável, anisosa. E, com visão
inflada de si, feroz ambição e certa arrogância, sai ao mundo sabendo que o seu
futuro é a invenção do presente, confiante de que por merecimento, e sem esforço,
destacar-se-á na multidão. “Curte lá no instagran!” Mas, logo percebe que suas
expectativas estão fora da realidade, sente-se distante do seu sonho de
felicidade e ainda percebe-se em inúmeros conflitos nas relações pessoais e
profissionais. Óh céus, óh vida, óh azar! Que tédio!
Mas há como evitar e ajudar. Basta educar seu filho para o mundo real,
para viver o processo, que nem sempre é feito de flores e/ou é imediato. Se
hoje é preciso inventar-se, é preciso criatividade. Para tê-la é preciso
conhecimentos experimentados, que requerem liberdade de ação e com ela, responsabilidade
e autonomia, e consciência de que não se é o centro do mundo.
Aproveitemos do inventar criativo e responsável para melhor formar nossos
filhos! Ajudemos a bem canalizar as tantas ideias e energias. Preparemos o
futuro cuidando do presente e façamos como Fleming: Onde todos viram fungo, vejamos
penicilina. Fé na vida, fé no homem, fé no que virá... vamos lá fazer o que
será.
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6 de ago. de 2013
74- EDUCAÇÃO PELO MUNDO. EDUCAÇÃO NA CHINA: IV. A INTERNACIONALIZAÇÃO E AS MUDANÇAS NECESSÁRIAS
Diferente da nossa falsa modéstia e descrença em nosso país, os
chineses são autoconfiantes, elogiam a si mesmos, valorizam seu país e seus
cidadãos. Analisam-se sem medo, buscam os erros e as melhorias necessárias.
Planejam, colocam prazos definidos para resolvê-los e não perdem tempo. Reconhecem
que o processo de internacionalização requer mudanças, e iniciam pela educação.
Se hoje é raro encontrar um adulto chinês falando inglês, é fácil se deparar
com uma criança fluente na nova língua. Além disso, começam a ampliar a visão dos
estudantes à diversidade cultural, e os enviam para estudar fora do país
tornando-os mais globalizados e mundialmente competitivos. E, ainda que quase
tudo o que temos seja “made in China”, e que eles tenham contribuído com
grandes invenções como o papel, a pólvora, a bússola, a pipa, o dominó etc,
hoje percebem que têm carências para inovar e criar e que a rigidez na educação
não tem contribuído.
Então, sem perder a qualidade e a disciplina, tornam aos poucos as aulas mais dinâmicas, criativas e problematizadoras, e claro, investem
na qualificação docente. E nos próximos 10 anos o foco será na Educação
Infantil. Já notaram, e muito bem, que
esta é a base para o desenvolvimento humano e, por conseguinte, ao
desenvolvimento do país. Não é a toa que a China é hoje a 2ª maior potencia
econômica e a 1ª no PISA, um respeitado teste internacional de qualidade
educacional. No próximo post, veja que interessante o que priorizam na formação
da criança.
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17 de out. de 2011
39- MEU FILHO NÃO ME RESPEITA!
Tem tido este problema? Você não é o único. Basta olhar em volta e verás o que tem acontecido. Em geral, quando não se respeita pai e mãe, não se respeita mais ninguém. É o que se observa em escolas, clubes, igrejas, shoppings, em espaços comuns. Ter respeito por si e pelos outros se aprende. Ninguém nasce sabendo isso. E se o seu filho não te respeita é porque assim ele aprendeu. Mas sempre há jeito. Veja algumas dicas.
* Respeite-se e se valorize. Só assim conseguirá ser respeitado.
* Respeite. Só assim poderá ser respeitado.
* Deixe claro e faça ajustes dos comportamentos do seu filho que não se alinham ao modo como você quer ser tratado. Mas faça isso com calma, persistência e sem medo. E é muito importante explicar à criança quais os princípios e/ou valores que estão por trás do comportamento desejado.
* Você é modelo do seu filho. Assim, fique atento também ao seu modo de agir. Seu filho aprende mais por suas ações do que por suas palavras. Como ele percebe o respeito que você tem pelo outro, por ele e por si próprio. É coerente com o que você diz?
* Reflita diariamente como você tem sido respeitado e como tem respeitado, para ir fazendo os ajustes necessários.
* E, não se consegue real respeito por decreto, chantagem ou vantagem. E nem de repente. Mas sim por aprendizagens provindas das experiências diárias. Invista sempre. Com consciência, respeito e paciência. Adianto: dá trabalho, mas vale!
3 de out. de 2011
37- A OBESIDADE DO FILHO E A PERDA DA GUARDA DOS PAIS.
13 de jun. de 2011
14- A PROTEÇÃO QUE DESPROTEGE.
Dr. Alexandre é um pediatra muito querido, que cuidou de minhas filhas quando moramos em Fortaleza. Em toda consulta, eu levava uma lista de perguntas sempre óbvias, cujas respostas, no fundo, eu já sabia. Mas, surpreendi-me ao perguntar sobre as vitaminas essenciais à criança. “Vitamina S.”, ele respondeu. Vasculhei o “S” na memória, em meu repertório de letras vitamínicas, mas não o localizei. E logo investiguei: “Em que fruta ou verdura a encontro?” E o Dr riu: “É “S” de Sujeira!” Dizia que proteger demais o filho, não cria imunidade. Ou seja, assim como na vida, proteger em excesso, acaba desprotegendo. Não dava medicamento em vão, dizia que também desprotegia, e cuidadosamente tratava de tudo. Mas parabenizava coisas engraçadas, que me faziam pensar cada vez mais na relação entre a experiência da criança e a super proteção do adulto. Elogiava se a criança estivesse com piolho, pois era sinal de que estava interagindo com outras crianças. O bicho de pé também era bem vindo. Sinal de que interagia com animais. Dor de ouvido? Muito bom. Garantia de que a criança nadava. Parabéns até para os pontos embaixo do queixo. Sinal de que a criança brincava, vivia, era ativa. Entre outras, Dr. Alexandre me ensinou que os filhos sobrevivem apesar de nós, que a proteção exagerada desprotege e que ter oportunidades de vivencias diversas é fundamental ao desenvolvimento deles. Colocá-los numa redoma, não irá protegê-los. Pelo contrário. Mas isso o Dr. já sabia!
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