27 de jun de 2018

216. AS EMOÇÕES DOS PAIS MUITO DIRÃO DAS EMOÇÕES DOS FILHOS.

Se você não leu a postagem anterior, sugiro que a leia, pois fundamenta a emoção e o sentimento, que servirão de base para o melhor aproveitamento desta postagem.

Por que as emoções dos pais dizem das emoções dos filhos?
Photo by Nathan Shively on Unsplash
Porque os filhos sem maturidade suficiente para gerir as emoções, imitarão seus pais. E esta experiência será registrada em suas memórias e servirá de base para futuras experiências semelhantes.Vamos a um exemplo: Cada vez que o pai da criança interpreta como injusta a ação do árbitro, ele bufa, gesticula, berra com a TV o xingando. O que acontece? A ação do árbitro entra sem “colorido” no cérebro do pai através dos seus sentidos. É codificada e interpretada pela emoção a partir de suas memórias emocionais registradas em experiências anteriores. Neste caso, esta interpretação ativa nele a emoção da raiva, e a informação contaminada e colorida pela raiva será então racionalizada. Esta, por sua vez, mostra neste caso que, mal analisada e gerida, transforma aquela ebulição causada pela emoção em sentimento de injustiça, irritação e de revolta com um comportamento explosivo. E a criança aprenderá com esta experiência, e quando achar que um árbitro foi injusto, ou o professor, ou futuramente o seu chefe, terá como forte influência estas memórias guardadas. Quando dizemos, “ele puxou o pai, pois é explosivo como ele” estamos de fato dizendo que o pai, sem se dar conta, ensinou o seu filho a ser explosivo.  Assim como ensinamos tantas coisas sem nos darmos conta. Cuidemos das nossas emoções, pois assim estaremos também cuidando das emoções dos nossos filhos. Boas emoções! Vamos lá Brasil!

24 de jun de 2018

215. A COPA DO MUNDO NO MUNDO DAS EMOÇÕES.

Photo by Dan Gold on Unsplash
Os jogos da copa afloram e potencializam em nós muitas emoções e sentimentos, o que facilita com que tomemos mais consciência deles para melhor SENTIR, NOMEAR, PENSAR, GERIR e bem AGIR. E o melhor modo de educar as emoções é conhecendo mais deste mundo, que por séculos foi tão preterido em prol da razão. Todavia, pesquisas, em especial das neurociências, revelam o oposto: a emoção precede a razão e interfere fortemente em nossos processos perceptivos, emocionais, cognitivos e comportamentais. Quando um jogador erra um pênalti, sabemos que não foi por falta de treino. Mas, na maioria, a emoção mal gerida contaminou os demais processos impedindo o gol. Assim como, quando metemos os pés pelas mãos, ou agimos sem pensar e nos damos mal. Sim, isto é má gestão das emoções, isto é, quando não as usamos a nosso favor. Importante diferenciar emoção de sentimento para que aprendamos a agir sobre eles com maior eficiência, assim como ensinar aos filhos para que desde a primeira infância consigam identificar as suas emoções e a cuidar delas. As EMOÇÕES são o que nos move, o que dá vida à vida e são manifestadas por reações fisiológicas, como sudorese, taquicardia, aumento das pupilas, entre outros. O SENTIMENTO é a racionalização deste movimento no corpo que a emoção causou. E ambos irão se pautar em experiências anteriores registradas na memória. Observe que todo estímulo que provém do meio não vem carregado de emoção, mas somos nós, cada um de nós, que interpretamos e damos um “colorido” ao que entra a partir das nossas memórias emocionais construídas em experiências anteriores. Por isso, uma barata pode parecer um dinossauro para um, enquanto que para outro ela é apenas um inseto. Alerta! As memórias da infância são muito poderosas e importantes e muitas delas acabam servindo de base interpretativa às novas situações até quando já adultos. Cuide das do seu filho. Assim, os estímulos que entram em nossos cérebros passam pelo centro das emoções, são interpretados a partir de memórias registradas gerando um colorido e um movimento à informação e preparando o corpo para uma ação baseada nesta análise. Todavia, antes de agirmos primitivamente, temos a chance de interpretar todo este movimento de modo racional, lembrando que a informação já foi contaminada pela emoção. Mais um motivo para ficarmos alertas às memórias emocionais das crianças. A racionalização da emoção acontece em nossa área cortical mais nobre: pré-frontal, onde se processam as funções executivas, a gestão das emoções, a moral, o certo e o errado, o justo e o injusto, o bom e o mal entre tantas outras funções essenciais à nossa sobrevivência e ao nosso progresso, além de serem muito requisitadas ao assistirmos aos jogos da copa. Afinal, haja coração! Ou melhor, haja sistema límbico e pré-frontal! Atente-se, pois o pré-frontal começa a se desenvolver entre 3 e 4 anos e precisará muito aprender para isso. Logo, precisará ser ensinado. E, conscientes ou não, a nossa interferência dirá muito deste desenvolvimento e nosso comportamento também. Pois, a criança, com seu sistema nervoso ainda imaturo e suas poucas experiências de aprendizagens, tem dificuldades para lidar com as emoções e com todas as novidades à sua volta. Então, utiliza-se de um grande recurso para aprender: a imitação, que acelera (ou retarda) processos.  E esta aprendizagem, cognitiva, psicomotora, emocional, servirá de base a outras novas aprendizagens como vimos. Por isso, é bom cuidarmos de nossos comportamentos, pois eles dizem de como usamos a razão em benefício da emoção (ou não). E nossos filhos nos imitarão. Assim, fique de olho na copa do mundo sem perder o foco também no mundo das emoções. Afinal, sabemos bem: em jogo do Brasil, haja emoção!
Vamos lá, Brasil!
No próximo post, trarei um exemplo bem prático para que fique ainda mais claro o poder das emoções e o quanto as emoções dos pais dirão das emoções dos filhos. Inscreva-se e receba por email. Até a próxima!


12 de mai de 2018

214. NO DIA DAS MÃES, CHOREI PELO FILHO.

Há vinte anos, fui a uma festa descontraída, de dia das mães, na escola de Educação Infantil de minhas filhas. A escola caprichou muito mais em emoções do que em aparências, tanto é que não esqueci de cada detalhe. Afinal, a emoção é a cola da memória. A festa foi no pátio da escola e começou com um coral composto por crianças de 1 a 5 anos. As minhas filhas tinham 3 e 1 na época. As crianças começaram, com aquelas vozes infantis que pareciam anjos, a cantar Vinícius: “Eu sem você não tenho porque, porque sem você não sei nem chorar. Sou chama sem luz, jardim sem luar, luar sem amor amor sem se dar. E eu sem você, sou só desamor, um barco sem mar, um campo sem flor...” E claro que quase todas as mães se debulharam em lágrimas. Devo até ter puxado o coro. Mal havíamos recuperado e mais atividades e mais atividades do tipo que você se pega agradecendo: “Meu Deus! Obrigada por eu ser mãe!” E, para finalizar veio a entrega dos presentes, que eu achei incrível além de muito bem contextualizado e útil. Nesta época, morávamos em Fortaleza/CE. As crianças pintaram cangas de praia, e como era escola construtivista, elas mesmo pintaram. Não era aquela coisa para pai ver. E é claro que as tenho até hoje. Eu estava em festa, abraçando minhas filhas, nos enrolando nas cangas, agradecida por tudo e pelo tanto, quando uma mãe puxando o seu filho interrompeu este meu momento sublime e perguntou: “Você pode me fazer um favor?” Nunca a tinha visto, embora a escola fosse pequena, mas disse que sim, se estivesse ao meu alcance. E ela prosseguiu, enquanto puxava uma de minhas cangas: “É que vi esta sua canga e ela está perfeita para o meu biquíni. Você troca comigo?” Atordoada com o pedido, olhei imediatamente para o filho dela, que cabisbaixo esticava o seu braço para me entregar a canga que ele havia pintado para a sua mãe. Abaxei-me e fiquei da sua altura. Segurei a sua canga, envolvendo o menino nos meus braços e fiz com que nós dois a esticássemos juntos. E olhamos e conversamos como ela estava linda! Beijei o menino, levantei, respirei fundo e disse a mãe: “Posso te pedir um favor?” Ela animada, balançou a cabeça afirmativamente. Segurei-lhe as mãos, olhei bem fundo em seus olhos e disse com calma: “Compre um biquíni que combina com a sua canga? Por favor!” E busquei dizer com os olhos tudo o que eu queria dizer, mas não queria deixar ainda mais claro ao menino. E continuei: “Eu tenho certeza que você ficará linda nesta canga e o seu filho muito feliz ao te ver usando.” E chorei por aquele menino. E mais agradeci à vida e ao privilégio de viver, feliz e em intensidade, todos os dias, a tão maravilhosa maternidade. E mesmo as filhas já terem batido asas, eu sei que a maternidade permanece e permanecerá para sempre.
Felizes dias da mãe! Sim, dias, assim como são.
Desejo que seja feliz e intensa na maternidade, assim como na vida. Desejo que seja feliz cada dia, sendo ele bom ou não. Pois se teve dia, teve vida e isto já é mais do que bom.
Parabéns, Mãe!

Parabéns Mães!

16 de mar de 2018

213. COMO TRANSFORMAR UMA HISTÓRIA INFANTIL EM APRENDIZAGENS E DESENVOLVIMENTOS À CRIANÇA.


Há várias maneiras de transformar um livro numa experiência de aprendizagens e desenvolvimentos. Trarei sugestões e cuidados fundamentados no desenvolvimento da criança, que ajudam a criança a pensar, a se autoconhecer, a identificar suas emoções, sentimentos, conhecimentos e comportamentos, bem como a gerí-los. Claro, que a experiência de leitura dependerá do mediador/leitor e do desenvolvimento da criança ou do jovem. Especificarei quando necessário.

1. Peça ao seu filho para escolher um livro ou escolha você um que tenha uma mensagem que considere importante discutir com ele. Ou que a personagem viva um problema semelhante ao que ele vive, pois perceber no outro é sempre mais fácil. E quando o filho percebe no outro fica mais fácil fazê-lo perceber em si. E percebendo em si, fica mais fácil mudar e/ou gerir seja comportamento, pensamento ou emoção.

2. Ao ler para a criança de qualquer idade é bom que estejam em um lugar confortável, iluminado, tranquilo, sem muitos distratores. Se ela for maior, deixe-a ler.

3. Leia devagar página por página, mostrando em cada uma a gravura. Não comente nada, apenas leia para que você possa perceber e entender como o seu filho percebe e entende sem a interferência da sua interpretação.

4. Se ele fizer algum comentário no decorrer da leitura, apoie-o e o ajude a organizar o seu pensamento e a fala, sem pensar ou dizer por ele. Se ele fizer alguma pergunta, responda com a mesma pergunta que ele fez e o deixe responder. Segure-se mesmo que saiba a resposta. Pois, a pergunta e a resposta da criança nos dão dicas de como está organizada a sua cabeça e como e onde podemos contribuir.

5. Ao final, conversem sobre a história e não economizem perguntas. O que entendeu? O que aprendeu? Onde a percebe na vida? Em que a história se parece com a sua vida? Como usá-la na vida? Uma pergunta por vez. Formule e deixe a criança também elaborar seus questionamentos.

6. Cada um entenderá a história a partir do que já construiu em si e com a maturidade que lhe cabe, inclusive do sistema nervoso. Importante! Antes de você dar a sua interpretação, escute muito a criança ou o adolescente. Provoque-os para que expressem, sem medo, o que apreenderam. Ótima maneira de conhecer o filho, o que e como pensa, o que e como sente, e como age.

7. A criança menor compreenderá mais pelo concreto, ao pé da letra, de forma simples, mas muitas vezes com verdades complexas aos olhos dos adultos que conseguem ver com olhos de criança. Por isso, atenção ao que ela diz, pois sabe dizer saberes incríveis! Porém, ainda apresenta o pensamento confuso e lento, o que é normal. Então, quando ela for explicar ou dizer algo, calma. Não se apresse para completar o pensamento dela como quem adianta ou adivinha o que ela vai falar. Não! Deixe-a ter o esforço de pensar, de pensar sobre o que pensa, de sentir e falar. Segure-se, pois isso ajudará muito no desenvolvimento do autoconhecimento, da linguagem e de suas funções executivas, fundamentais na escola, e essenciais para a vida. E é de pequenininho que a gente começa e só aprendemos a fazer fazendo.

8. Os pré-adolescentes e os adolescentes conseguirão abstrair mais a mensagem e vê-la de modo metafórico, reflexivo e mais profundo. Provoque estes diferentes olhares e as formas de pensar, pois eles estão em ótimo momento para isso. E o desenvolvimento não acontece por um acaso. Precisa ser bem estimulado e trabalhado. Aproveite a história, façam-se perguntas mais profundas sobre ela, busquem analogias com a vida, enfim, FILHOsofem e explorem os deliciosos diálogos entre pais e filhos.

9. Importante cuidar da comunicação. Preste atenção à maneira como você reage ao que o seu filho diz e pergunte-se sempre: “Esta minha reação favorece que ele me conte o que sente, o que pensa e o que faz?” Simples assim.

10. Além da leitura, os pais podem criar outras atividades como desenhar o que achou mais importante, mudar o final da história, criar uma história diferente com a mesma mensagem, fazer novas ilustrações, fazer a personagem com argila etc. Importante é sentir o momento, estimular bom desenvolvimento e aproveitar-se do nosso poder criativo, bem como o da criança.

Estas dicas, testadas e aprovadas com filhas e alunos, proporcionam inúmeros benefícios ao desenvolvimento da criança, do adolescente e da relação entre pais e filhos. Além disso, a leitura do livro com diálogo, cuidados e uma boa dose de atenção, ajuda os pais a conhecerem melhor seus filhos, suas dificuldades, o que sentem, o que pensam e como agem. Tendo a história como apoio e deixando a criança se colocar, estamos ajudando-a a por para fora o que às vezes ela nem percebe que tem dentro. E  identificar como está sendo é a melhor forma dela se conhecer, refletir sobre si e aprimorar-se. Isto também vale a nós e para todos de qualquer idade. Só mudamos aquilo que temos consciência. Por isso, use e abuse das histórias para as crianças se autoconhecerem, pois isso será de grande valia para o hoje e para o amanhã.
Boas leituras. Bons diálogos. Boas inspirações. Felizes encontros.

Até a próxima!

15 de mar de 2018

212. POR QUE LER "A PARTE QUE FALTA" E “A PARTE QUE FALTA ENCONTRA O GRANDE O.”?

“A parte que falta” e “A Parte que falta encontra o grande O”, ambos de Shel Silverstein, são livros infanto-juvenis (e para toda a idade) que tocam, pois tratam da natureza humana, da nossa incompletude e da nossa busca por plenitude, chamando-nos ao autoconhecimento. É de se supor que pais que tenham esta preocupação consigo favorecem maiores oportunidades aos filhos de se autoconhecerem também, o que é fundamental ao seu pleno desenvolvimento como apregoam tantas pesquisas. Além disso, são livros que chamam ao diálogo e várias questões podem ser trabalhadas de acordo com a idade do filho. Ajuda ainda a perceber a compreensão da criança para a mensagem, identificar as suas “faltas”, ajudá-la a lidar com elas, perceber como estão suas habilidades sócio-emocionais entre outras, além de muitas vezes nos surpreender com suas deliciosas interpretações, que mostram bem que o menos é mais. Ai as crianças! Como ensinam! Mas voltemos aos pais.
“A parte que falta” foi primeiramente lançado em 1976, mas inquietou a muitos, graças à Companhia das Letrinhas que o relançou este ano e ao vídeo cheio de vida da youtuber Jout Jout. Ouvi jovens, adultos, crianças comentando o livro aparentemente simples no texto e nos desenhos. Como se o autor não quisesse nos distrair com detalhes, mas sim nos fazer rolar junto com a personagem, que afinal rola para dentro de si e nos leva junto, fazendo brotar indagações de autoconhecimento na revelação enigmática da mensagem. Nele, a personagem é como uma pizza faltando um pedaço que rola em busca desta parte que falta. Interage com o meio, aprecia o entorno e até elege alegrias, enquanto tenta ajustar-se às partes que parecem ser a parte que falta. Mas elas sobram, faltam, sufocam, quebram, limitam, não encaixam. E, quando parece ter encontrado a parte perfeita, a “pizza” plena passa a sentir falta da vida, de seu ser e da sua falta. Então, coloca com cuidado a parte no chão e segue a rolar em busca da parte que lhe falta. Não, não tem um final feliz. E, talvez por isso, fiquem a ecoar em nós as tantas  perguntas: Falta em mim? O que falta? Por que falta? Como falta? Deve faltar? Fico com a sensação de que a falta nos move e nos faz avançar. Mas, até que ponto nos falta o que cremos faltar?
Perguntas que nos levam, também, ao autoconhecimento na relação com os filhos. Escuto mães dizendo: “Meu filho é minha vida!” “Meu filho deu sentido à minha vida.” “Meu filho me completa!” É bonito, mas será saudável e justo fazer do filho a parte que nos falta e moldá-lo para tal? Será que o meu filho quer ser a parte que me falta e me completa? Ou será melhor que ele seja inteiro? E eu?
E é esta a reflexão, ser parte ou inteiro, que me tocou em “A parte que falta encontra o grande O.”, lançado em 1984. Afinal, a ideia do outro ou de algo a nos completar é mais antiga que Cristo e está incorporada em nós pela cultura. Aprendemos a buscar a nossa metade, a achar a tampa da nossa panela, a fazer do filho uma parte de nós ou o todo de nós. E o livro trata bem esta questão: a ideia da união de inteiros e não de metades. Acho que vale pensar. Neste, é a parte que sente a falta e na sua busca encontra a “pizza”, agora um círculo completo. A parte crê que encontrou o seu complemento e quer rolar com o círculo. Mas este a nega pois já se encontra completo. Sugere, então, num diálogo cru(el) e de impacto, que o pedaço role sozinho. E assim a parte segue, aos trancos e barrancos, arredondando suas arestas com esforço e determinação, até que rola por si, tornando-se livre para rolar junto sem precisar rolar com. E assim seguem ambos inteiros rolando juntos num final bem mais feliz.
Resumindo em uma palavra, eu diria que um livro é PIECE e o outro PEACE. O primeiro trata de PIECE (pedaço), e nos faz refletir o que falta, seja em relação a nós, aos filhos, a outros, a objetos, a desejos diversos. Já o segundo, remete-nos a PEACE (paz), estado que nos permite sentir a completude, ainda que nos falte, mas que nos faz cientes de que cabe a nós completarmo-nos. Creio que só assim poderemos em todos os nossos papéis rolar junto sem precisar rolar com, o que propicia relações mais saudáveis e de desenvolvimentos. E creio que só assim poderemos ajudar nossos filhos em suas faltas e completudes: rolando e ensinando a rolar junto, sem rolar com.
Dito tudo isso, como explorar estes livros com a criança ou adolescente? Leia, escute, indaque, leve seu filho a pensar sobre o livro, sobre si e sobre o que pensa, sente e age: O que é a parte? O que falta? O que está por trás da falta? Traga exemplos do seu cotidiano como a falta daquele celular, tênis ou jogo que todo mundo tem menos ele. Ou faça uma analogia com os amores, amigos, manias. Como eles completam? Por que completam? Deveriam? E deixem fluir perguntas e respostas que lhe tragam informações importantes para ajudar o seu filho a constituir-se por inteiro.
No próximo post, trarei sugestões e cuidados fundamentados no desenvolvimento da criança e adolescente para proporcionar ao seu filho uma rica experiência de leitura e autoconhecimento com a ajuda dos livros infanto-juventis.
Boas leituras! Continuemos a rolar.