- A escola próxima de casa facilita em todos os sentidos. Não cansa a criança no trajeto, nem a familia. E a maioria dos amigos mora próximo.
- Conhecer a filosofia da escola. Quando levamos a criança para a escola é bom saber para onde a escola leva a criança.
- Criança precisa brincar, colocar a “mão na massa”. Verifique se há espaço para atividades lúdicas. Escolas muito tecnológicas vão deixar de desenvolver habilidades fundamentais à criança.
- Muitos alunos em sala de aula dificultarão a criança a ser olhada como um ser único, além de dificultar a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades e competências importantes. E, plataformas e aplicativos que dizem do seu filho estão muito baseados em algoritmos. Gosto muito mais do olhar humano e complexo para o desenvolvimento da criança.
- Verifique se a escola está mais interessada na memorização dos conteúdos ou na construção deles. Pois só aprendemos a fazer fazendo e só faz sentido aprender quando identificamos e utilizamos o aprendido.
- Certifique-se como a criança será avaliada. O ideal é que a avaliação seja processual. E se há muita ênfase em provas averigue melhor, pois prova não prova muito.
- Parceria família e escola é fundamental. Veja se a escola tem esta abertura real.
- Observe as famílias, os alunos mais velhos que lá estudam… veja se estão afinados com o que você espera de seu filho.
Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
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15 de dez. de 2020
8 DICAS PARA ESCOLHER A ESCOLA DE SEU FILHO.
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19 de mai. de 2020
230. PÉ DE GALINHA
Certa vez, estava em um parque de São Paulo, que mais parece um sítio em meio aos concretos da pauliceia. Há galinhas, pintinhos, gansos, patos, pavões todos soltos compartilhando o espaço conosco sem cerimônia. O sol começava a se despedir e as galinhas começaram a se empoleirar em uma árvore. Cacarejavam sem parar e eu as observava feito criança, imaginando o que tanto falavam. Neste momento, chega uma criança de cerca de cinco anos, fixa o seu olhar para a árvore com encantamento e exclama a mim a sua grande descoberta: “Agora que eu entendi o que minha mãe sempre fala!!! Já sei o que é um pé de galinha!!!!” E saiu todo importante, com o peito empinado, sorriso largo, sem nem se preocupar com o que eu pensava. Além da fofura da sua conclusão, e de como funciona a mente infantil (leia postagem anterior), fiquei a pensar no quanto muitas vezes saímos assim, como se tivéssemos descoberto a pólvora sem nos atentarmos aos enganos de nossas verdades e conclusões.
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8 de mai. de 2020
226. A AULA VIRTUAL E OS PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM
Além de formar professores, ORIENTO FAMÍLIAS, interagindo tanto com crianças e jovens, como com os seus pais. Creio ser mais efetivo envolver a todos. Nesta quarentena, meu maior foco tem sido com as famílias cujos os filhos têm dificuldades de aprendizagem. Pois estão aí, pais e filhos, com esta difícil tarefa do “homeschooling”. Tem sido um desafio deixar os encontros virtuais com a METODOLOGIA que acredito e que vai a favor dos MECANISMOS CEREBRAIS DE APRENDIZAGEM da criança. Mas tenho amado desenvolver-me também. Hoje, uma das crianças, entre outros tantos conteúdos, precisava entender os gráficos de barras. Olhamos no seu livro os vários exemplos que tinha. E ela começava a entender a função dos mesmos. Mas a criança APRENDE bem melhor com coisas que estão em sua REALIDADE e que lhe são SIGNIFICATIVAS. E não faz sentido “aprender” por aprender. É preciso IDENTIFICAR no seu cotidiano e saber USAR o que se aprende. Então, pensamos juntas em uma pesquisa a fazer e a escolha foi sabores de sorvete. TRANSFORMAR A CRIANÇA EM PROTAGONISTA DA SUA APRENDIZAGEM AJUDA A DAR SENTIDO e SENTIR ao que se aprende. Pedi que ela fizesse a pesquisa com os seus familiares, pois envolver quem se gosta FACILITA A ATIVAÇÃO DA EMOÇÃO, QUE É EXTREMAMENTE FUNDAMENTAL AO PROCESSO DE APRENDIZAGEM. O resultado da pesquisa foi: 4 pessoas preferiam o de chocolate, 2 pessoas o de morango e 3 pessoas escolheram o de flocos. Se eu estivesse na presença da criança teria várias possibilidades. Mas virtualmente? Não! Não queria vídeos explicativos, embora haja alguns bem bons. Mas ela se DESCONCENTRA muito e nem sempre os entende. Apreveitei meus dedos e fiz os eixos do gráfico e nele coloquei os dados conforme já havíamos visto. E pedi que ela fizesse o mesmo em sua mão. E lá fomos construir, primeiramente o gráfico com o nosso corpo e com os materiais que tínhamos. AS MEMÓRIAS MOTORAS SÃO EXCELENTES PARA A APRENDIZAGEM, ASSIM COMO ENVOLVER O MÁXIMO DOS SENTIDOS. Uso e abuso deles. Aproveitamos ainda para ver qual foi o sabor mais escolhido, qual o menos, qual a diferença entre a quantidade de um sabor com o outro, qual a soma de todos eles, aproveitando para revisar e reforçar conhecimentos que ela havia aprendido. Depois disso e de algumas risadas, a criança fez o registro no papel. ESTÁ APRENDIDO? Não há garantias. AS NOVAS CONEXÕES NEURONAIS NÃO SE ESTABELECEM ASSIM FACILMENTE. É preciso REFORÇAR tal aprendizagem. Vamos então às novas pesquisas. Como também ORIENTAR AOS PAIS, de forma significativa, todos estes princípios de aprendizagem para que possam colaborar com o progresso do processo de seus filhos.
3 de mai. de 2020
223. ACERTE NA MOSCA COM A CRIANÇA
Certa vez, uma professora preparava as crianças para o feriado: “Não teremos aula amanhã, pois é dia de TIRADENTES.” Uma criança começou a chorar, levantou-se e saiu em desespero pelos corredores da escola. A professora assustada foi conferir o que ocorria. E a criança, aos soluços, clamou: “ Eu não quero tirar meus dentes!!!!”
Esta é uma dica a nós adultos. A criança, por conta de seu desenvolvimento cerebral, percebe a realidade de modo muito concreto e leva tudo ao pé da letra. Ops! Aqui ela já perguntaria: “Como é o pé da letra?” Assim, tudo o que falar à criança lembre-se que o mundo interno do adulto é completamente diferente do da criança. Procure não falar pelos cotovelos, não pise na bola, nem meta os pés pelas mãos, mas faça das tripas coração para não dar um tiro no pé e acertar na mosca. E agora releia esta última frase como se tivesse a mente concreta da criança e veja como é difícil a ela compreender muito do que falamos. Vamos dar o braço a torcer. Ui! Torci! Doeu!
5 de set. de 2019
219. MÃE, O QUE É SEXO?
A criança tinha 8 anos, mas a mãe já estava a postos para a pergunta. Havia lido blogs, comprado livros, conversado com psicólogas. Sabia exatamente o que responderia à filha, o que os seus pais não a conseguiram responder: “O que é sexo?” E este tabu ela não queria repassar. Queria poder falar abertamente com a filha, o que não conseguiu com os seus pais.E eis que chega o dia. A criança fazia as suas tarefas, quando perguntou:
- Mãe, o que é sexo?
Naquele momento a mãe corre ao quarto, volta carregada e expõe livros infantis sobre o tema, espalhando-os pela mesa. O olhar curioso da criança avança e logo a mãe se propõe a explanar. Ao final, faz algumas perguntas e a filha responde sem tanto envolvimento e interesse para frustração da mãe. Logo volta à sua tarefa e lança mais uma pergunta:
- Mãe, mas o que eu coloco aqui na ficha. Sexo F ou M?
Ou seja, era preciso contextualizar antes a pergunta da criança. Às vezes criamos tantas expectativas em algo e o planejamos tanto, que esquecemos de observar o mais importante. Quer uma dica que não falha às perguntas? Sonde o que a criança quer de fato perguntar. Busque entrar no mundo dela, que aliás é bem diferente do seu, pois cada um percebe o mundo à sua maneira de acordo com os recursos que tem. Deixe o diálogo fluir, deixe a criança se expressar. E busque ampliar sim o mundo dela, mas com cuidados. Afinal, são tantas possibilidades de assuntos e diálogos! Entre tantas, pode ser sobre o questionário, sobre a diferença de sexo e gênero, dar até esta aula sobre sexo se a conversa assim fluir. Mas é bom que os assuntos partam da necessidade da criança e não da nossa.
Que tal assim?
- Mãe, o que é sexo?
- Onde está aparecendo a palavra, Filha? Deixe-me ver com você.
E assim contextualizando, e em diálogo, você pode melhor ajudar seu filho(a) a compreender a si e o mundo ao seu redor.
5 de nov. de 2016
188. DICAS QUE FACILITAM ENSINAR A CRIANÇA.
Quando eu tinha cerca de 4 anos, achava que já era independente como
quase toda a criança desta idade. Minha mãe quis se previnir ensinando-me a
atravessar a rua. Morávamos numa ladeira, pista para tantas brincadeiras.
Deu-me a mão, caminhamos até o meio-fio, mas fixei o olhar na sarjeta por onde
navegavam nossos barcos de papel nos dias de chuva. Como eu era feliz com tão pouco!
Ela chamou-me a atenção e disse: “Antes de atravessar a rua você deve olhar bem
para cima e para baixo.” E repetiu isso várias vezes e me fez repetir para ter
certeza de que eu havia entendido. Observou o entorno, viu que era seguro e soltou
a minha mão para eu ir. E conta que fui toda importante, olhando
para baixo e para cima. Literalmente, para o céu e para o chão incansáveis vezes até o outro
lado da rua. (rsrsrsrs)
Valeu, mãe, pelo carinho e cuidado. Todavia, hoje, com o avanço das ciências
temos novas dicas de como agir em situações como esta. Ei-las.
1. Coloque-se no
lugar da criança, como se fosse possível esquecer o que você sabe e pensar com
o pensamento dela.
2. A criança pensa no concreto e ao pé da letra. Um trânsito
engarrafado pode significar carros dentro da garrafa.
3. O movimento é um
grande aliado na aprendizagem da criança. Neste caso, atravessem juntos e
exagere ludicamente os movimentos da cabeça orientando-a para ambos os lados da
ladeira. Repitam e a ensine também a analisar o entorno.
4. Quando ambas
sentirem segurança, deixe-a ir, mas sem tirar o olho. E, num instante, já estarão
prontos para novos desafios.
Te amo, Mãe! Grata pela linda história.
19 de out. de 2016
187. FILHOS À DERIVA
Se você está lendo este texto, eu diria: você não é do tipo que deixa o
filho ao sabor do vento, entregue a si mesmo ou a terceiros. Mas aposto que
você conhece crianças, e até amigos de seu filho, que são criados assim, à
deriva. E podemos pensar: que sorte que tem o seu filho em ter pai e/ou mãe
preocupados em aprender sobre a educação e aprimorá-la. E que azar da outra
criança ter nascido em lar sem comando e responsabilidade. Mas não é bem assim,
pois vivemos de relações e o seu filho convive com outras crianças. Então,
importa sim como elas são educadas, uma vez que as relações influenciam muito o
desenvolvimento do seu filho, para o bem e para o mal. Mas o que fazer? Colocá-lo
numa redoma? Não, mas ensiná-lo o que convém e o que não convém deixar
influenciar. Não é fácil com os pequenos, pois são como esponjas que absorvem
tudo. Fique de olho e vá ensinando a partir do cotidiano e das relações que a
criança trava, os comportamentos que você aprova e reprova, dizendo sempre o
porque, mesmo que ela seja bem pequena. E também acolha os amigos fazendo-lhes
bem. Lembro que minhas filhas diziam quando os amigos iam em casa: “Você não é
a mãe deles, tá?” Já me conheciam e sabiam que por vezes eu iria interferir,
não como mãe, pois este não era o meu papel. Mas, como educadora, pensando no
bem deles, no das minhas filhas, no bem comum. Prepotência a minha? Não,
cuidado. E posso dizer que as crianças, e depois os adolescentes amigos
gostavam. E muitos, vinham pedir orientações e colo. Afinal, quem gosta de
ficar à deriva?
26 de jun. de 2016
183. PEÇA TEATRAL: A RELAÇÃO PAIS E FILHOS.
Estive em São Paulo e a convite
de minha filha mais velha fui assistir uma peça do grupo de teatro da faculdade
ESPM. O assunto me interessava e a companhia das filhas mais ainda. O título da
peça, “Cultivando cactos”, já dizia da relação espinhuda e que requer poucos
tratos. O cacto sobrevive em condições precárias e quase sem alimento, assim
como a relação pais e filhos, que existe e é, com ou sem alimento. A peça foi idealizada
e dirigida pelo professor Otávio Dantas. Achei genial o tema e o processo da elaboração
e de catarse. Os alunos através de suas percepções das relações com seus pais e
de cenas de filmes recriaram histórias que apesar de arrancarem risadas, também
espinhavam, pais e filhos. Várias eram as cenas intercaladas com vídeos: recados reais aos
seus pais, daquelas que são mais fáceis de dizer longe dos olhos. Mas que precisavam
ser ditos e ouvidos. Apelos, descompassos e abismos. Tomara que os pais tenham
assistido a peça e que tenham fervilhado muitos diálogos. Chamou-me a atenção como os jovens vêem os
seus pais e suas relações, além da percepção crítica que têm de si mesmos. Ressalto alguns pontos: O
apelo emocional que tanto pais quanto filhos sabem bem fazer. A reprodução de padrões comportamentais de pais para filhos. A dificuldade dos pais para lidarem com a diferença e a dos filhos para verem os pais como humanos. A consciência do jovem de que a vida lá fora não
é fácil e as artimanhas para ampliar a adolescência. O fortalecimento das mães, que empurram os
filhos para a vida e pressionam os pais para as tomadas de decisões. Entre tanto outros recados. Uma peça para entender mais desta relação e de si. Recomendo os
divertidos espinhos. Parabéns ao grupo Tangerina! Bravo!
17 de jun. de 2016
182. NOSSO FILHO DIZ DO MEIO EM QUE ESTÁ INSERIDO.
20 de abr. de 2016
179. INGREDIENTES PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
A criança se desenvolve através
de aprendizagens. E, na maioria das situações ela precisa vivenciar para
aprender, e quanto mais sentidos estiverem envolvidos melhor. Assim, a criança
precisa ter oportunidade, interagir com o que vai aprender e ter motivação para manter a aprendizagem. Por exemplo: Você pode dizer
à criança a definição de vulcão. Ela está tendo a chance de aprender pela via
da audição e de modo bem abstrato, o que para ela é ainda bem difícil. Mas, se
você estiver ao pé de um vulcão e definí-lo, mais sentidos estarão envolvidos,
a definição fica mais concreta e palpável e ela terá mais chances de aprender. O
cérebro agradece. Se ainda for a algum museu de ciências, destes que podem
interagir, e tiver a explicação sobre o vulcão, mais sentidos e mais áreas
cerebrais serão ativadas. E se fizer ainda com a criança uma maquete de vulcão
e colocá-lo para funcionar, mais complexa e prazerosa será a aprendizagem, e
com ela o desenvolvimeto. Isto vale para todas as aprendizagens. Sentir na
pele, como dizemos, é o melhor jeito de aprender. Claro, sei que é difícil criar
tantas oportunidades assim. Nós vivemos com nossas filhas cada um destes
passos. Aproveitamos férias e viagens para ajuda-las a identificar no concreto
o que aprendiam na escola e na vida. Claro que o vulcão é um dos exemplos. Mas,
testei e aprovei que explorar aprendizagens potencializam o desenvolvimento
integral dos filhos. Oportunidade, interação e motivação são os ingredientes
principais para aprendizagens e desenvolvimentos. Que tal criar interessantes
receitas?
3 de mar. de 2016
175. OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA SÃO QUASE TUDO!
Creio que nunca mais vamos conseguir aprender tanto como nos dois
primeiros anos de vida. Passamos de um ser altamente dependente e quase inerte
para um ser, que se tiver espaço, consegue até mandar em toda a família. Em
apenas dois anos! Realmente, a capacidade de aprendizagem nesta fase é
inimaginável e maravilhosa! E há que ser bem aproveitada. A princípio o bebê
fica deitado, e ainda nem enxerga direito. Mas logo, começa a ganhar mais movimentos,
a coordená-los, a explorar o que está a sua volta. Começa a aprender das
emoções e de como interagir com o meio social para ter suas necessidades
alcançadas. Logo senta, e seu mundo ganha nova perspectiva. Quantas coisas a
explorar. E logo engatinham e começam a construir o mundo e suas relações.
Jogam o bola e ela rola. Jogam o copo e ele quebra. Batem a cabeça na mesa e
percebem que dói e machuca. E andam. E o mundo se abre em possibilidades. E
logo correm e viram ótimos personal trainers, fazendo-nos correr atrás. Afinal,
falta-lhes vivências. Nem imaginam o perigo que correm, por isso estamos nós
ali a ensiná-los. E começam a falar e rapidamente ampliam o vocabulário. Quanta
aprendizagem! E quantas há por vir. Mas uma dica é importante. O cérebro humano
é capaz de aprender em qualquer idade. Mas as experiências dos primeiros anos
de vida afetam a arquitetura cerebral e o modo como ele é colocado em ação.
Experiências positivas e felizes constroem uma arquitetura forte para o
aprendizado, o comportamento e a saúde. Invista na boa base.
11 de fev. de 2016
174. AGORA É PRÁ VALER: VOLTA ÀS AULAS!
Estou aqui lembrando os acertos e erros que cometi como mãe de filhas
em escolas. E foram várias delas, pois nos mudamos muito. Destas reflexões, vou
elencar o que de melhor aprendi na relação escola-filhas-família.
1. Conheça bem a escola, os professores, o que ela propõe e realmente faz
em prol do desenvolvimento global de seu filho.
2. Mantenha um contato regular com os profissionais que lidam com o seu filho. Mas não exagere, pois eles têm vários outros pais para lidarem.
3. Não influencie o olhar do professor com uma lista de coisas que o seu filho não é bom. Cada um tem um olhar.
4. Os filhos são bem diferentes em casa e na escola.
5. Você tem um ou alguns filhos, enquanto a escola tem várias crianças. Ela não vai dar conta de ensinar tudo a todos.
6. Pais, filhos e escola devem formar uma parceira comprometida onde
cada um deve ter o seu papel bem definido. Inclusive o seu filho.
7. É incoerente falar mal da escola para a criança e continuar a
levando. Mas não deixe de ir lá conversar se algo incomodar.
8. Não troque estudo por prêmios. Ajude o seu filho a descobrir como é
gostoso estudar, quando se sabe para que se estuda o que estuda.
9. Não assuma as responsabilidades escolares no lugar do seu filho. Só
entre em cena, quando for preciso mesmo.
10. A escola é passageira, o filho é para sempre.
16 de dez. de 2015
173. EU QUERIA SER CRIANÇA PARA SEMPRE.
“Eu queria ser criança para
sempre” foi uma das frases da menina de sete anos. Claro que eu fui investigar o porquê. Acho
uma delícia entrar no mundo da criança. É tão mais lógico, simples e surpreendente!
Logo vi, que era menina como eu fui. Gostava de brincar. E queria ser sempre
criança para poder brincar para sempre. Este era o seu desejo. E só se deseja o
que se conhece? Talvez. E ela conhecia: brincava e sabia o que era brincar. Nossa
conversa foi entrecortada por piruetas, mergulhos na piscina, corrida atrás da
bola, penteados diferentes em mim enfim, uma conversa brincante. Mas continuei nosso
rico diálogo enquanto dava um tapa na bola que não podia tocar o solo. “Adulto
não pode brincar?”, perguntei. Ficou confusa. E então seguimos nossa conversa
enquanto ela ia descobrindo que tinha tios, conhecidos e professores que sabiam
ser crianças para sempre.
Infelizmente, esta menina é minoria. A maioria das crianças com esta
idade já estão ocupadas com coisas de mocinha. Batom, esmalte, chapinha, até
depilação eu já vi! O que é uma pena, pois para manter a criança viva é preciso
primeiro ser criança. E a infância... a infância... passou.
2 de dez. de 2015
172. COM A VOZ... AS CRIANÇAS.
Anotei algumas frases de crianças de educação infantil (3 a 6 anos) para
atentarmos ao quanto as subestimamos e notarmos a diferença de um cérebro bem
estimulado. Elas estudam em escolas na cidade de Reggio Emilia (Itália), que
são mundialmente conhecidas pelas suas
práticas educacionais, que entre tantas outras, leva a criança a pensar, a
criar hipóteses e teorias, a construir individual e coletivamente o
conhecimento ligado ao seu cotidiano. Dá ainda condições para que adultos e
crianças desenvolvam competências de dialogar, errar, construir argumentação,
sequência lógica, fazer perguntas, desestruturar o pensamento e reorganizá-lo, passar
a experiência concreta para uma representação mental, registrar de ene
maneiras, não acumular saber e transformar o que tem já construído. A mente
precisa saber se orientar em meio há tanta informação. E isto lá se ensina e se
aprende muito bem.
As frases estão descontextualizadas, fora de seus projetos que as
originaram, mas vale para perceber a complexidade na simplicidade e aprender
com elas.
“Quando eu desejo minha mente se abre.”
“A lua perfuma as estrelas.”
“O perfume entra no coração e bate de modo diferente.”
“Você pode comprar uma flor, mas não pode comprar o perfume dela.”
“Quando você toca alguma coisa os dedos te fazem perguntas.”
“Para dar um passo para frente precisamos antes perder o equilíbrio.”
“Se as escolas não existissem não conseguiríamos fazer pensamentos.”
“A natureza é secreta porque não sabemos como se faz algumas coisas
como as nuvens, o sol, o céu.”
“Se alguém dá água para a flor quer dizer que deseja a flor e que ela
tenha uma vida serena.”
“A natureza é diferente. Depende do jeito que você olha.”
“A morte é a guerra.”
“Descansa porque já teve uma vida tanta!”
“Quando cai a neve tem um barulho de silêncio.”
“O silêncio é o gato que dorme.”
18 de nov. de 2015
171. VOCÊ JÁ DESENHOU O PERFUME DE UMA FLOR?
Estava em seminário com as educadoras Maddalena Todeschi e Loretta
Bertani de Reggio Emilia (Itália), cidade reconhecida pela sua educação
infantil. Em suas escolas há muita reciprocidade entre adultos e crianças, num
clima de alegria e com liberdade para expressar o seu ponto de vista sem que
haja julgamentos. “Quanto melhor este clima, mais cada um trará o original que
há dentro de si.”, diz Todeschi, e que vai ampliando-se a partir das
experiências. Também não há salas fechadas, mas diferentes espaços que se
interligam possibilitando a construção ampla do que se aprende, bem como a sua
revisitação. Espaços para desenho e pintura, construção, jardim interno e
externo, cozinha, enfim uma escola repleta de possibilidades de aprendizagens e
em movimento. Conto um episódio. Numa determinada turma e momento, discutia-se
o desejo. Citarei duas reflexões dos pequenos. Veja que riqueza: “Quando eu
desejo, minha mente se abre.” “Você pode comprar uma flor, mas não pode comprar
o perfume dela.” Nossa! Como as crianças sabem dizer as coisas! Parei nestas
frases por dias. Mas as crianças continuaram. Foram desenhar o perfume da flor!
Alguém aí já pensou em desenhar o perfume? Eu nunca! Obrigada crianças por esta
aprendizagem! Achei sensacional e os desenhos ficaram maravilhosos. Concluo que
cabe sim ao adulto “provocar” as crianças para que ampliem o conhecimento de
si, do mundo e percebam o que não se mostra ou nomeia. Mas cabe principalmente
deixar-se ser provocado por elas. Vou lá desenhar o meu perfume.
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21 de out. de 2015
169. PARA A BOA EDUCAÇÃO DOS FILHOS BASTA UMA BOA ESCOLA?
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Um pai de duas crianças pequenas perguntou-me qual escola eu indicaria
aos seus filhos. Com menos de cinco minutos descobri que para ele bastava uma
boa escola para que os seus filhos fossem bem educados. Será? Está cada vez
mais comum este discurso e é lamentável, pois a escola tem sim um grande papel
na educação de nossos filhos, mas é na família que eles darão início à
construção de sua identidade e personalidade e onde terão uma importante base
ao desenvolvimento cognitivo, sócio-afetivo e psicomotor, que fará toda a
diferença para o seu progresso na escola. Mas alguns pais reclamam: “Eu não sei
educar, nem tenho tempo e nem paciência!” Entretanto, por melhor que seja a
escola e por mais preparados que sejam os seus profissionais, ela não
conseguirá suprir a carência da ausência familiar. Além disso, se a família não
consegue dar conta de um, dois, três filhos, porque a escola conseguiria com
seus tantos e tantos alunos? Importante ainda ressaltar que aluno tem um fim na
escola, mas filho é para sempre. A escola tem sim o seu papel e que é diferente
do papel da família. Mas são papéis complementares e por isso se fala tanto em
parceria escola-família. Todavia, muitos pais têm delegado os seus filhos à
escola, o que é uma medida perigosa com consequências graves. Não sabe educar? Ninguém
nasceu sabendo. Informe-se. Há cursos, blogs, livros para isso. Não tem
paciência? Aproveite para desenvolvê-la. Não tem tempo? Reflita sobre a sua
agenda. Seus filhos agradecerão. E toda a sociedade também.
2 de out. de 2015
167. PARA CAMILA EM SEU TÚNEL DO TEMPO
Há 19 anos, no dia 1º de Outubro eu estava inquieta. Deitei-me num
banco ao ar livre com uma imensa barriga e fiquei a olhar a lua que estava
cheia como nunca vi igual. Na manhã seguinte, dia 2, a caminho da hidroginástica
notei que a bolsa havia estourado. Era você querendo nascer e logo seus olhos
azuis estavam a me fitar. E nestes 19 anos quanta história boa de contar! Você parece
ter nascido arteira, moleca, independente, criativa, engraçada, justa,
carinhosa, beijoqueira e com personalidade forte. Ficava horas concentrada com
seus brinquedos e atividades desafiando as pesquisas sobre a primeira infância.
Aos 3 meses tomou o primeiro banho de mar com grande alegria. Aos 9 meses
disse: “Mamã”. Ufa! Aos 10 meses deu os primeiros passos e arrastava cadeiras
por todos os lugares. Com um ano entrou na escola e se virava muito bem apesar
dos colegas serem um ano mais velhos. Em seu primeiro ano amava puxar o rolo de
papel higiênico e sair por toda a casa. E quando me via, e sabendo estar
errada, pegava a pontinha do papel e assoava o nariz. Que figurinha! Aos 2 anos, pedi que chamasse o elevador para
adiantar. Foi até ele e gritou: “Elevadorrrr!!!” Lição preciosa a mim. Na mesma
época pulou na piscina funda argumentando que sabia nadar. Afundou, engoliu
água, tentou sair até que a resgatei. Arregalou os olhos, cuspiu parte da água
engolida e me disse: “Não falei que eu sabia nadar!” Ai ai! Logo começou a contar
mais do que dez e percebeu algo fantástico. “Dez e seis, dez e sete, dez e
oito, dez e nove, dez e dez!” Viva a lógica infantil! Aos 3 anos inventou uma
mãe. Maria Chiquinha deixava comer doces a toda hora, dormir a qualquer hora e
fazer tudo o que eu não deixava. Um dia, desafiando-me disse que preferia morar
com ela. Eu já estava cansada e enciumada desta mãe. Pedi que arrumasse suas
coisas, pegamos o carro e você foi me orientando. Rodamos, rodamos, rodamos até
que me pediu para parar e disse: “Mãe, a Maria Chiquinha engoliu uma espinha de
peixe e morreu. Vamos voltar prá casa?” Aos 4, ao sair para o trabalho você me
chamou e disse: “Mãe, não se deslembra que eu te amo, viu?” Aos 5, disse-me:
“Mãe, você pode me disciplinar, mas eu não concordo, porque você não está
respeitando as diferenças.” Pode? Com a mesma idade já amarrava seus sapatos,
comia e tomava banho sozinha, andava de bicicleta sem rodinhas e aprendeu a ler
e a escrever, mas sempre gostou de objetividade. Lembro de uma história que
deveria ser escrita em 20 linhas. Deu seu jeito. Na primeira linha colocou o
príncipe e a princesa se encontrando, casando, tendo filhos e nas demais 19 linhas
escreveu um prolongado viveram felizes para sempre. Aos 6, simularam uma
votação na escola para presidente, pois o país vivia esta escolha. Indagou-me:
“Por que não conheço os candidatos?” E eu retruquei: “Não os conhece?” Você
citou o nome de todos, mas disse que não conhecia a proposta e que o voto
deveria ser consciente. Que maravilha! Aos 7, chegando na escola para buscá-la recebi
os parabéns de uma mãe. Logo descobri que você havia ganho uma olimpíada de
Matemática e eu nem sabia que você havia se inscrito. Esta é você. Faz as coisas
para si, para o seu prazer e desenvolvimento e não para se autopromover ou
receber elogios. Como me ensina! Aos 8
voltou da escola indignada com uma injustiça feita a um colega. Lutou
bravamente por ele. Aos 9 fez biscoitos e os vendou pelo prédio para pagar um
picolé que havia comprado fiado. E entrou no time de futebol, mesmo sendo a
única menina. Aos 10, empenhou-se firmemente nas artes e por um bom tempo se
dedicou a ela. Aos 11 passou o aniversário internada sem perder o brilho e sem
se lamentar. Aos 12 concluiu que o par ou ímpar não tinham as mesmas chances, e
que pedir par era vantajoso, pois ímpar com ímpar dá par, par com par dá par e
apenas par com ímpar dá ímpar. Bonito vê-la questionando o que lhe era apresentado
como verdade. Aos 13 ganhou troféu por estar entre as melhores alunas da escola.
Aos 14 fez uma linda apresentação teatral, mesmo não ganhando o papel que
queria. Aos 15 foi para o Canadá e lá brilhou. E a pedidos da coordenação do programa
ficou por mais 6 meses. Aos 17 passou na faculdade e foi morar sozinha,
assumindo todas as tarefas. Aos 18 tirou carta, trabalha, estuda, namora, faz
atividades físicas. Bravo! Aqui estão alguns flashes de sua vida apenas para
dizer: Que orgulho de você! Chorou, sorriu, amou, errou, acertou, brincou, machucou-se,
mostrando em tudo o que fez e faz a sua maturidade, cuidado, afeto, inteligência,
compromisso, dedicação, determinação, justiça, autonomia, responsabilidade e
muita sabedoria. Sou sua fã, Camila. Parabéns pela vida tão linda que tem
construído. Muito feliz pelos frutos que temos colhido. Continue lindamente a
sua história.
Com imenso amor,
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Ligia Pacheco,
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26 de set. de 2015
166. TABLET NA BANDEJA
Fui a um restaurante e na mesa ao lado havia uma criança pequena
chorando. Meu marido comentou: “Isto é choro de dente nascendo!” Achei graça,
pois nossas filhas já estão moças. Como é que ele se lembra? Mas também gostei,
pois ele é e sempre foi um pai realmente atento e participativo. Mas a surpresa
mesmo veio em seguida. O garçon passou por nós com um tablet na bandeja e o
serviu à menina. Colocou-o em sua frente apoiando-o em um tripé e rapidamente selecionou
joguinhos atrativos à sua idade. Ela ignorou, afinal choro de dente nascendo parece
não combinar com joguinhos, mas com afago. Chamei o garçon e lhe perguntei:
“Este tablet é do restaurante?” E ele respondeu afirmativamente,
justificando-se: “Como não temos aqueles espaços para as crianças, então
tomamos esta medida para distraí-las. Foi o jeito!” Entristeceu-me a cena e sei
bem o porquê. Acho o momento da refeição muito especial. Serve para a família
conversar, rir, conhecer-se mais, enriquecer os sentidos com alimentos e
situações diferentes. Serve para educar, ensinar, aprender, fortalecer relações.
Alguém pode dizer: “Mas eles não sabem se comportar na mesa! Eles não páram
quietos e não deixam ninguém conversar!” Verdade. Eles não nasceram sabendo
estas coisas e isto se ensina enquanto
se vive a situação. Aproveitem pais esses momentos tão ricos e cada vez mais
raros com os filhos. Não os deleguem a um tablet ou a uma monitora de
restaurante. Ensine-os a terem prazer em ficar com vocês. Tão bom... tão bom...
tão bom.22 de jul. de 2015
157: MECÂNICAS SÃO AS MÁQUINAS, NÃO O SEU FILHO.
Inicie assistindo ao video.
A criança aprende por modelos. Isto é, imita o que consciente ou
inconscientemente ensinamos. Já temos um alerta: Prestar atenção ao que
ensinamos sem perceber. Além disso, caímos em armadilhas perigosas. É bem comum
ver crianças dizendo bobagens e palavrões sem ter noção do que dizem. Apenas
reproduzem o que ouvem. Mas, como os adultos riem da graça, elas tendem a
repetir. Afinal, quem não quer ser reconhecido e valorizado? A criança também. Mas, aprender mecanicamente não é bom. É mais
fácil deformar a criança do que formá-la. Por que? Porque tiramos dela uma das
coisas mais lindas que ela tem: a capacidade de pensar. A criança precisa
refletir sobre as suas aprendizagens para inclusive construí-las,
ressignificá-las, retê-las. A oração no vídeo abaixo é um bom exemplo. Observe
que a mãe diz e a criança repete. Seria mais interessante se a mãe fizesse a
sua oração e depois pedisse para a criança fazer a dela. A criança aprenderia a
rezar, mas com o que lhe tem sentido. Lembro das minhas filhas agradecendo a
Deus pelo travesseiro. Eu nunca teria esta ideia e grandeza! Mas, a criança do
vídeo não repete tudo, não cede e tenta argumentar. Bravo! Ela está pensando
sobre o que diz. Momento ideal para parar, “FILHOsofar” e entender o porquê da
discordância. Mas a mãe não dá ouvidos, contorna a oração e só piora. Posso
apostar que ela não gostou de estudar e ir à escola! Cuidemos. Criemos espaços
e tempos para a criança pensar. Não a transformemos em máquinas de reprodução
em busca de aplausos e aceitação. Amém?
21 de mai. de 2015
148. CUIDADO COM O QUE SE ENSINA!
![]() |
| The babes in the wood de Thomas Crawford. Metropolitan Museum - NY |
Esses dias ouvi uma história de um adulto que serve de reflexão e alerta
na educação dos filhos. Contava que na infância sua mãe dizia aos filhos que
quando não se arrumava a cama o anjo da guarda não saia dela e portanto não os acompanhavam
durante o dia. Apavorados, eles não falhavam. E a mãe resolveu o seu problema
de reclamar todo dia. Já adulto, um dia saiu sem tempo de arrumar a cama. Bateu
o carro e logo se lembrou do que a mãe dizia. Tentei receber essa informação
como uma criança e tive logo uma angústia: Se o anjo da guarda não levanta da
cama, logo ele dorme comigo. E se assim for, e como não o vejo, posso criar
medos. “O que ele pode fazer comigo?” “E se eu deitar em cima e o machucar?” Mas
pensando como adulta e com o que já construí até aqui, continuei a conversa.
Notamos que várias outras vezes ele não tinha arrumado a cama e nada havia
acontecido. Duvidou então dessa verdade. Mas confessou a angústia que sentia.
Nem sempre queria arrumar a cama, mas morria de medo de não fazê-lo. A questão
aqui não é se o anjo da guarda fica na cama, se ele existe, se é verdade isso
ou aquilo. O fato é que a infância deixa marcas profundas em nossa vidas que
dirão do nosso ser. A ela agradecem os psicólogos e analistas. Muitas vezes
usamos de fantasias com as crianças para facilitar a resolução de um problema,
ou apenas repetimos “verdades” sem pensar. Sugiro fazer sempre uma “faxina” nos
conceitos e ações antes de passá-los adiante. Resolver um problema e arrumar
outro não parece boa pedida. A não ser para psicólogos e analistas.
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