Neste período de confinamento, muitas mães, mais do que nunca, estão berrando por socorro. E é muito comum elas dizerem aos membros da família: “Ninguém me ajuda!” Analisemos esta frase: Ao dizer que “ninguém te ajuda”, você está dizendo que esta tarefa é sua. E é? Creio que não. Que tal começar a desenvolver na sua família o trabalho de equipe? Este é um momento incrível para reeducar toda a família. Que tal todos participarem de tudo, dividindo as tarefas conforme a faixa etária? Todos podem participar, inclusive os pequenos. Você acha que a criança é pequena demais para fazer seu próprio lanche? Ensine-a e verás. Você acha que ela é pequena demais para colocar e tirar a mesa? Ensine-a e verás. Será que é pequena para varrer, lavar, arrumar a cama e o próprio quarto? Ensine-a e verás. Nós subestimamos muito a criança. Muitoooo. Quando pensar que o seu filho ou a sua filha são pequenos demais, lembre-se que uma criança de 2 anos já é capaz de correr, falar, dançar fazer graça e birra. Já é capaz de perceber os seus pontos fracos e estrategicamente cutucá-los. E se tiver espaço, este pequeno ser já é capaz de mandar em toda a família e ainda com o dedo em riste e com autoritarismo. Não é? Reeduque sua família. Fazer atividades domésticas ensina muito, inclusive conhecimentos escolares como escreverei outro dia. E toda aprendizagem leva a desenvolvimentos. Troque a palavra ajuda por trabalho de equipe. No começo não será tão fácil, em especial se todos já estiverem acostumados a serem servidos. Mas leve isto a sério e verás o quanto ganhará, não só você, mas toda a família.
Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
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11 de mai. de 2020
227. TROQUE A PALAVRA “AJUDA” POR TRABALHO DE EQUIPE.
3 de mai. de 2020
223. ACERTE NA MOSCA COM A CRIANÇA
Certa vez, uma professora preparava as crianças para o feriado: “Não teremos aula amanhã, pois é dia de TIRADENTES.” Uma criança começou a chorar, levantou-se e saiu em desespero pelos corredores da escola. A professora assustada foi conferir o que ocorria. E a criança, aos soluços, clamou: “ Eu não quero tirar meus dentes!!!!”
Esta é uma dica a nós adultos. A criança, por conta de seu desenvolvimento cerebral, percebe a realidade de modo muito concreto e leva tudo ao pé da letra. Ops! Aqui ela já perguntaria: “Como é o pé da letra?” Assim, tudo o que falar à criança lembre-se que o mundo interno do adulto é completamente diferente do da criança. Procure não falar pelos cotovelos, não pise na bola, nem meta os pés pelas mãos, mas faça das tripas coração para não dar um tiro no pé e acertar na mosca. E agora releia esta última frase como se tivesse a mente concreta da criança e veja como é difícil a ela compreender muito do que falamos. Vamos dar o braço a torcer. Ui! Torci! Doeu!
18 de nov. de 2015
171. VOCÊ JÁ DESENHOU O PERFUME DE UMA FLOR?
Estava em seminário com as educadoras Maddalena Todeschi e Loretta
Bertani de Reggio Emilia (Itália), cidade reconhecida pela sua educação
infantil. Em suas escolas há muita reciprocidade entre adultos e crianças, num
clima de alegria e com liberdade para expressar o seu ponto de vista sem que
haja julgamentos. “Quanto melhor este clima, mais cada um trará o original que
há dentro de si.”, diz Todeschi, e que vai ampliando-se a partir das
experiências. Também não há salas fechadas, mas diferentes espaços que se
interligam possibilitando a construção ampla do que se aprende, bem como a sua
revisitação. Espaços para desenho e pintura, construção, jardim interno e
externo, cozinha, enfim uma escola repleta de possibilidades de aprendizagens e
em movimento. Conto um episódio. Numa determinada turma e momento, discutia-se
o desejo. Citarei duas reflexões dos pequenos. Veja que riqueza: “Quando eu
desejo, minha mente se abre.” “Você pode comprar uma flor, mas não pode comprar
o perfume dela.” Nossa! Como as crianças sabem dizer as coisas! Parei nestas
frases por dias. Mas as crianças continuaram. Foram desenhar o perfume da flor!
Alguém aí já pensou em desenhar o perfume? Eu nunca! Obrigada crianças por esta
aprendizagem! Achei sensacional e os desenhos ficaram maravilhosos. Concluo que
cabe sim ao adulto “provocar” as crianças para que ampliem o conhecimento de
si, do mundo e percebam o que não se mostra ou nomeia. Mas cabe principalmente
deixar-se ser provocado por elas. Vou lá desenhar o meu perfume.
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6 de nov. de 2015
170. MEU AVÔ VIROU BEBÊ!
Ouvi isto de uma criança de 6 anos: “Meu avô virou bebê!” Claro que
continuei a conversa para saber o porquê ela assim pensava. “Ele usa fraldas e
tem babá!”, explicou rapidamente e com certo desdém. Logo nos vi num ciclo de vida e associei a duas
lembranças. Uma delas foi um vídeo
que circulou pelas redes sociais (clique no link abaixo) que mostra as fases deste
ciclo com os seus surpreendentes desafios. E a outra, foi mais recente. O relato da italiana Maddalena Todeschi,
um dos nomes de referência da educação infantil de Reggio Emilia, cidade que é
referência mundial em educação infantil. Contou-nos de vários projetos, mas
irei focar num pedacinho de um. As crianças de 4-5 anos junto com professores e
também com eventuais participações dos pais, pesquisavam, interagiam,
construíam o conhecimento sobre o ciclo
da vida. Como parte do projeto, colocou-se um vaso com uma planta para as crianças
observarem, questionarem, registrarem as suas construções, entre tantas
discussões sensacionais entre elas e o mediador. Interessante que as folhas
caídas ali ficavam. Nada de vassoura nelas! Pois, ilustrava uma das fases da
vida. Isso queriam ensinar às crianças. “Cada um, no momento que está vivendo,
tem a sua beleza. É uma responsabilidade ética ensinar isso a elas.”, diz
Maddalena. Afinal, se a planta declara seu ciclo vital, nós humanos também.
Importante ajudar a criança a perceber que há fases, há ciclos e há beleza em
cada uma delas. Inclusive nas folhas caídas e no avô que virou bebê. Este
conseguiu viver o ciclo da vida. Bravo!26 de mai. de 2015
149. PEDIDO RAPIDAMENTE CUMPRIDO.
Esta história não fui eu quem escrevi, mas adoraria que tivesse sido.
Tampouco sei quem a escreveu. Mas achei que faz muito sentido e nos coloca em
boa reflexão.
“Um dia, minha mãe e eu conversávamos sobre a vida e a
morte e eu lhe disse:
- Mãe, se um dia eu estiver num estado vegetativo, em
que minha vida dependa unicamente de aparelhos, desligue, por favor, as
máquinas que me mantêm artificialmente em vida! EU PREFIRO MORRER!!!
Então eu vi minha mãe se levantar, me olhando cheia de
admiração... E puxando decididamente os fios, ela desligou: a tv,
o dvd,
o cabo de internet,
o
computador,
o MP3/4,
o playstation,
o wifi,
o fixo...
E ainda me arrancou:
o celular,
o tablet,
o Ipod.
EU
QUASE MORRI!"
Para bom entendedor... uma história basta.
18 de nov. de 2014
128. PENSAMENTO INDIANO E A EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS.
![]() |
| Meu pai e minhas filhas. Foto com várias interpretações. |
Essa postagem foi pré-programada, assim como as anteriores. Hoje escrevo no presente
imaginando a possibilidade do futuro.
Nesse momento, devo estar do outro lado do mundo há 10 dias, fazendo mais uma
pesquisa educacional, cultural e pessoal. Visitando escolas, universidades e
tendo encontros com mentes brilhantes que percebem a educação de modo bem
diferente do mundo ocidentalizado. Devo ainda estar conhecendo mais uma cultura
e alimentando os meus sentidos num país tão diferente, país dos contrastes,
onde parece se perceber simultaneamente o caos e a paz.
Dizem que quem vai a India volta transformado. E sei que assim
voltarei, pois quando nos abrimos às novas aprendizagens, e elas acontecem,
nossos circuitos mentais já não são os mesmos, transfomando nossa visão de
mundo e de gente, incluindo a nós mesmos. Além disso, lá farei 50 anos, o que
será bem significativo para mim.
Por ora, deixo-lhes um pensamento indiano que, a mim, muito diz dos
filhos e das possibilidades que a educação irá gerar. E na volta trarei as
novidades já vividas e as transformações experimentadas.
Para refletir:
A semente carrega em si a
memória do passado e a possibilidade do futuro.
Até a volta!
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7 de nov. de 2014
126. SERÁ QUE CONHEÇO O MEU FILHO/ALUNO?
Sabemos que o conhecimento amplia a nossa percepção e aumenta nossas
possibilidades de ação. Se você é formado, por exemplo, em odontologia, você terá
uma percepção bem diferente do sorriso das pessoas do que a de um leigo. Se é
formado em arquitetura, sua visão para as construções deve ser bem mais ampla
do que a visão de um advogado ou médico. Basta ver quando fazemos faculdade, o
quanto o conhecimento amplia a nossa percepção naquela área, aumentando as
chances de acerto nas ações. Mas e com os filhos? Uma faculdade para pais
ajudaria tanto!
Graças a essa necessidade é que criei esse blog como também tenho
ministrado palestras e cursos pelo Brasil para pais e professores abordando
temas diversos.
Se você tiver interesse em alguma palestra para a sua instituição ou
se quiser fazer um grupo de pais para ampliar os conhecimentos sobre o
desenvolvimento e a educação dos filhos, e poder agir com mais consciência e
assertividade, contate-me. Tenho certeza que você conhecerá muito mais do seu
filho/aluno, de suas potencialidades e possibilidades. E poderá fazer grande
diferença no seu desenvolvimento.
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3 de nov. de 2014
125. BAÚ VERDE
![]() |
| Bel |
Trocando e-mails com Valéria Tavares fui tocada por sua ideia,
profissionalismo e pessoa. Pedi-lhe então que escrevesse um texto para aqui
postar. Ei-lo.
“A Bel nasceu em Londres, e lá era tudo mais fácil. Fiz uma boa rede
de mães e trocávamos não só dicas e conselhos, mas também roupas e brinquedos.
Quando precisava comprar algo, quase sempre escolhia comprar usado. Objetos que
não tinham mais utilidade eram rapidamente passados adiante.
Aí nos mudamos para o Brasil. Foi no susto. Descobri um câncer quando
estava aqui de férias e ficamos para fazer o tratamento. Como não foi uma
mudança planejada, o estranhamento foi grande. Ao olhar a nosso redor, ficamos
assustados com o que vimos: preços surreais e mesmo assim um consumismo
exacerbado. Crianças que de tanto terem tudo não apreciavam nada. Uma cultura
do “é meu” que não dava espaço para uma visão coletiva. Pensamos: não é assim
que queremos criar nossa filha.
Por acaso, essa reflexão se deu na época do aniversário da Bel.
Trouxemos da Inglaterra dois brinquedos incríveis com a certeza de que seriam
um sucesso: um patinete com banquinho e um andador de madeira com blocos. Ela
detestou os dois. Começou a andar só com 16 meses então até lá os brinquedos
não faziam sentido para ela. Viraram decoração. E foi por isso que criamos o
Baú Verde. Alugamos brinquedos para o dia-a-dia de crianças de 0 a 4 anos. São
aqueles brinquedos do dia-a-dia mesmo, super importantes para o desenvolvimento
das crianças mas que são caros e logo são ignorados. O Baú Verde é nossa
contribuição para aqueles pais que, como nós, querem dar diferentes estímulos
para os filhos de uma forma mais consciente e sustentável.
Para conhecer melhor, acesse: www.bauverde.com.br.”
13 de out. de 2014
122- RECOMENDO
Pela primeira vez viajei sozinha com uma das filhas. Camila faria 18
anos e lá fomos nós comemorar em alto estilo: Nova Iorque. Nenhuma das duas
filhas moram mais conosco, e então aproveitar ao máximo cada situação é
fundamental. O mais interessante nesses quinze dias de estreita convivência é
que não vi mais a relação mãe e filha, mas sim de uma grande parceria, em que nos
cuidávamos e colocávamos o nosso talento em prol de melhor aproveitarmos o dia
e a nós mesmos, num roteiro que agradasse as duas. Como diz a canção NY não
dorme e pouco dormimos também, pois há tanta coisa para se ver e fazer nessa
cidade multicultural, tanta vida e ricas experiências, que queríamos aproveitar
cada minuto. E a melhor forma que encontramos foi caminhar por toda (ou quase
toda) Manhattan, e fora dela também. Creio termos caminhado cerca de 15 km por
dia! Foi maravilhoso rever lugares, conhecer novos, reconhecer os locais vistos
em filmes e seriados, alimentar os sentidos nas telas e esculturas dos grandes
gênios da arte nos vários museus que a cidade aloja. Rico foi ouvir as tão
diversificadas línguas ali faladas (mais de 150), ver o mundo todo representado
na Times Square, encantar-se com os shows da Broadway, com o colorido outonal
das folhagens do Central Park, com o canto gospel na Igreja Abyssinian.
Surpreendente
ter encontrado duas gigantes fênix do chinês Xu Bing em plena nave da Catedral
de Saint John the Divine, após uma missa de benção aos cães. Delicioso o menu
do Bistrô La Bonne Soupe (a melhor sopa de cebola eleita por nós), comer cup
cake no The Magnolia Bakery, acompanhar o crescer da lua entre os gigantes e iluminados
arranha-céus e delirar com as fascinantes vitrines da 5th Ave. Um prazer
passear por charmosos bairros como Greenwich Village e Soho, atravessar a pé a
ponte do Brooklyn, visitar tantos parques, centros culturais, igrejas, universidades,
os tradicionais pontos turísticos e ver a cidade do alto e por tantos ângulos. Mas
melhor de tudo mesmo, independente do lugar, foi ter a companhia adorável de
Camila, compartilhar com ela os sentidos e o sentir, educarmo-nos
simultaneamente, enquanto de mãos dadas explorávamos NYC e a nós mesmas. Uma
experiência única e inesquecível. Recomendo.
![]() |
| Rockefeller Center |
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| 5th Avenue |
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| Johannes Vermeer no MET |
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| A melhor sopa de cebola |
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| Local onde ficava uma das Torres Gêmeas |
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| Fênix em St John the Divine |
| Vista de Manhattan da Ponte do Brooklyn |
| Prá quem assistiu Gossip Girl... |
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| Lincoln Center |
PARABÉNS CAMILAAAAA!!!!
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25 de abr. de 2014
100. 100 POSTS
100sibilizada pela aluna Lucinalva dei início a este blog.
100sitiva Gabi, minha filha, ajudou-me a caminhar.
100telhas de luz ampliaram o olhar
100entes romperam em mim
100sores ativaram-se 100das de difícil caminhar.
100ti, 100sibilizei-me, 100eei o que podia.
100tenciei 100 medo e sem 100sura o que queria.
100timentos vieram à tona
100sações relatadas a luz do dia
100trípeta e 100trifugamente
100ti claro o inacabamento em mim
100ário magistral para educar-se ao educar.
100sacional compartilhar ganhei
100elhança em querer acertar
100blante de contentamento
100sação de olhar contente
100tir quando faz 100tido a educação melhorar.
100sibilizada agradeço a cada leitor do Brasil, Estados Unidos,
Rússia, Portugal, Ucrânia, Colômbia, Espanha, Angola, Reino Unido, Peru, China,
Alemanha, Belarus, França, Japão, Bélgica, Romênia, Itália, Suiça, Canadá, Cabo
Verde, Holanda, México, Malásia, Uruguai, Áustria, Índia, Bolívia, Polônia, Indonésia,
Austrália e Irlanda que por aqui deixaram sua marca.
100piterno desejo de continuar
100tuplicar com 100satez (ou não) a maravilha de FILHOsofar.
Ps: Em Maio estarei na Russia e Finlândia para pesquisa educacional. Email
me para quiçá nos encontrarmos.
4 de abr. de 2014
98. AJUDE O SEU FILHO A AMPLIAR MUNDOS.
Nem tudo o que está a nossa frente conseguimos perceber. Isso vale
para os pais, os filhos, para todos. Para que uma informação do mundo externo
(realidade) penetre em nosso mundo interno (cérebro) e possa ter a chance de
ser processada é preciso primeiramente intenção e atenção para
com aquele estímulo. Caso contrário, passa desapercebido. Mas o que nos chama a
atenção? Aquilo que nos interessa, que nos motiva, faz sentido, faz sentir, é
significativo. Ou seja, aquilo que de certa forma já é conhecido e/ou sentido por
nós. Quantas coisas nem notamos e estão bem abaixo de nosso nariz! Mas, aquilo
que não percebemos (ou os nossos filhos), pode vir a ser notado e ser bem
interessante de se notar. Basta alguém ou algo nos ajudar a “ver”. Bingo! Que
coisa importante! Percepção também se ensina e aprende. Mas como?
Darei um exemplo prático, e o farei com você, enquanto dou algumas
dicas importantes para quando for apresentar algo novo ao seu filho. Vou usar a
música que gostava de ninar minhas filhas, e que um dia revelou-me grata
surpresa, ampliando minha percepção e meus mundos. Vamos lá: “Minha canção”, de
Chico Buarque do musical “Os Saltimbancos”.
Siga a leitura passo a passo e observe o que acontece com a sua
percepção em relação a música. Não tenha pressa, desfrute cada passo e se deixe
encantar.
1. Vamos iniciar pela música. Clique, escute-a, sinta-a... só isso.
2. Escute-a de novo, desta vez prestando atenção à canção e aos seus
mistérios.
3. Leia agora a letra, ampliando ainda mais a sua percepção para a
música, buscando compreendê-la.
(É
excelente diversificar os sentidos e processos na apresentação de algo novo.
Iniciamos pela audição, envolvendo sensações, lembranças, emoções. Agora vamos percebê-la
pela visão, enfatizando a razão na análise da letra.)
4. Percebeu algum mistério na letra e na música? Verifique-a
atentamente.
(Observe que agora estou
tentando atiçar a sua curiosidade, para ajudar com que você tenha intenção e
atenção para perceber.)
5. Não? Vou dar uma dica. Observe que a música sobe
e desce na escala musical. Se puder escute-a de novo.
(Note que provoco um desafio, dando uma dica. O cérebro gosta de
desafios.)
6. Des-vendou?
O gênio Chico
Buarque brincou em poesia, e nos brindou com este encantamento, não foi? Que
delicia de canção! E quantas maravilhas há ainda a serem desvendadas por nós e
pelos nossos filhos. Atice o seu filho a querer aprender sempre e a se manter
curioso. Chame lhe a atenção para o novo de um modo significativo. Ensine-o a “ver”.
Instigue-o a ampliar o seu mundo externo e interno. E os mundos se ampliarão
maravilhosamente. Afinal, somos do tamanho do que vemos e não da nossa
estatura.
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