- A escola próxima de casa facilita em todos os sentidos. Não cansa a criança no trajeto, nem a familia. E a maioria dos amigos mora próximo.
- Conhecer a filosofia da escola. Quando levamos a criança para a escola é bom saber para onde a escola leva a criança.
- Criança precisa brincar, colocar a “mão na massa”. Verifique se há espaço para atividades lúdicas. Escolas muito tecnológicas vão deixar de desenvolver habilidades fundamentais à criança.
- Muitos alunos em sala de aula dificultarão a criança a ser olhada como um ser único, além de dificultar a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades e competências importantes. E, plataformas e aplicativos que dizem do seu filho estão muito baseados em algoritmos. Gosto muito mais do olhar humano e complexo para o desenvolvimento da criança.
- Verifique se a escola está mais interessada na memorização dos conteúdos ou na construção deles. Pois só aprendemos a fazer fazendo e só faz sentido aprender quando identificamos e utilizamos o aprendido.
- Certifique-se como a criança será avaliada. O ideal é que a avaliação seja processual. E se há muita ênfase em provas averigue melhor, pois prova não prova muito.
- Parceria família e escola é fundamental. Veja se a escola tem esta abertura real.
- Observe as famílias, os alunos mais velhos que lá estudam… veja se estão afinados com o que você espera de seu filho.
Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
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15 de dez. de 2020
8 DICAS PARA ESCOLHER A ESCOLA DE SEU FILHO.
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19 de mai. de 2020
230. PÉ DE GALINHA
Certa vez, estava em um parque de São Paulo, que mais parece um sítio em meio aos concretos da pauliceia. Há galinhas, pintinhos, gansos, patos, pavões todos soltos compartilhando o espaço conosco sem cerimônia. O sol começava a se despedir e as galinhas começaram a se empoleirar em uma árvore. Cacarejavam sem parar e eu as observava feito criança, imaginando o que tanto falavam. Neste momento, chega uma criança de cerca de cinco anos, fixa o seu olhar para a árvore com encantamento e exclama a mim a sua grande descoberta: “Agora que eu entendi o que minha mãe sempre fala!!! Já sei o que é um pé de galinha!!!!” E saiu todo importante, com o peito empinado, sorriso largo, sem nem se preocupar com o que eu pensava. Além da fofura da sua conclusão, e de como funciona a mente infantil (leia postagem anterior), fiquei a pensar no quanto muitas vezes saímos assim, como se tivéssemos descoberto a pólvora sem nos atentarmos aos enganos de nossas verdades e conclusões.
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16 de mai. de 2020
229. ATENÇÃO, MÃES! UMA SUGESTÃO? PERCAM PARA GANHAR.
Na postagem anterior, escrevi sobre estes meninos de 8 e 6 anos, cuja mãe os ensina às atividades domésticas como um trabalho de equipe. E vimos quantas HABILIDADES estão por trás destas atividades tão necessárias ao HOJE quanto ao AMANHÃ destas crianças. (Leia: O que as tarefas domésticas podem causar aos seus filhos?). Hoje é dia de faxina de novo, e lá estão elas a repetí-las. Quando aprendemos algo novo, NOVAS CONEXÕES NEURONAIS são formadas, mas estas precisam de REPETIÇÃO para se estabelecerem. Por isso, manter uma ROTINA é tão importante. Sim, eu sei, dá trabalho ENSINAR. E GASTA tempo. Concorda que seria bem mais fácil à mãe, por exemplo, lavar a louça do que ensinar para as crianças? E ainda podemos imaginar o chão todo molhado, o uso exagerado de detergente e até a espuma no teto. Eu já passei por isso, sei bem como é. Mas como DESENVOLVEMOS mesmo? APRENDENDO. E como aprendemos? Na EXPERIÊNCIA, isto é, FAZENDO. A mãe está GASTANDO o seu tempo sim, mas mais à frente estará GANHANDO TEMPO, pois os meninos já estarão mais habilidosos e poderão contribuir bem mais, não só com a louça, isto eu garanto. Já provei e aprovei destes ganhos. Muitas vezes, é mesmo preciso PERDER PARA GANHAR. Então fica a sugestão: Gaste este tempo agora. E se prepare para contabilizar os inúmeros ganhos.
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14 de mai. de 2020
228. O QUE AS TAREFAS DOMÉSTICAS PODEM CAUSAR AO SEU FILHO?
Já respondo: muitos desenvolvimentos. Estes meninos têm 8 e 6 anos e uma mãe que os educa maravilhosamente, além de quebrar paradigmas. Não cabe mais o discurso de “isto é coisa de menina” e/ou que “são muito pequenos para tal”. E sem mimimi, lá estão eles em TRABALHO DE EQUIPE, tirando o pó, limpando vidros, colocando roupa em máquina de lavar, lavando louça, assim como vemos em tantos países desenvolvidos. Aliás, para mim, isto faz parte do verdadeiro homeschooling. Notem que estes meninos estão aprendendo tais atividades enquanto desenvolvem RESPONSABILIDADE E AUTONOMIA, COORDENAÇÃO MOTORA e muito mais. Além das tão faladas HABILIDADES COMPORTAMENTAIS fundamentais ao hoje e ao amanhã, como planejamento, tomada de decisão, solução de problemas, criatividade, empatia entre outras. Tudo isto não se desenvolve na teoria, nem em tablets, mas ali na prática, no dia a dia. E quanto antes, melhor. Aprendemos a fazer fazendo, pois o CÉREBRO É CONFIGURADO NA EXPERIÊNCIA. Aproveitem esta oportunidade única.
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8 de mai. de 2020
226. A AULA VIRTUAL E OS PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM
Além de formar professores, ORIENTO FAMÍLIAS, interagindo tanto com crianças e jovens, como com os seus pais. Creio ser mais efetivo envolver a todos. Nesta quarentena, meu maior foco tem sido com as famílias cujos os filhos têm dificuldades de aprendizagem. Pois estão aí, pais e filhos, com esta difícil tarefa do “homeschooling”. Tem sido um desafio deixar os encontros virtuais com a METODOLOGIA que acredito e que vai a favor dos MECANISMOS CEREBRAIS DE APRENDIZAGEM da criança. Mas tenho amado desenvolver-me também. Hoje, uma das crianças, entre outros tantos conteúdos, precisava entender os gráficos de barras. Olhamos no seu livro os vários exemplos que tinha. E ela começava a entender a função dos mesmos. Mas a criança APRENDE bem melhor com coisas que estão em sua REALIDADE e que lhe são SIGNIFICATIVAS. E não faz sentido “aprender” por aprender. É preciso IDENTIFICAR no seu cotidiano e saber USAR o que se aprende. Então, pensamos juntas em uma pesquisa a fazer e a escolha foi sabores de sorvete. TRANSFORMAR A CRIANÇA EM PROTAGONISTA DA SUA APRENDIZAGEM AJUDA A DAR SENTIDO e SENTIR ao que se aprende. Pedi que ela fizesse a pesquisa com os seus familiares, pois envolver quem se gosta FACILITA A ATIVAÇÃO DA EMOÇÃO, QUE É EXTREMAMENTE FUNDAMENTAL AO PROCESSO DE APRENDIZAGEM. O resultado da pesquisa foi: 4 pessoas preferiam o de chocolate, 2 pessoas o de morango e 3 pessoas escolheram o de flocos. Se eu estivesse na presença da criança teria várias possibilidades. Mas virtualmente? Não! Não queria vídeos explicativos, embora haja alguns bem bons. Mas ela se DESCONCENTRA muito e nem sempre os entende. Apreveitei meus dedos e fiz os eixos do gráfico e nele coloquei os dados conforme já havíamos visto. E pedi que ela fizesse o mesmo em sua mão. E lá fomos construir, primeiramente o gráfico com o nosso corpo e com os materiais que tínhamos. AS MEMÓRIAS MOTORAS SÃO EXCELENTES PARA A APRENDIZAGEM, ASSIM COMO ENVOLVER O MÁXIMO DOS SENTIDOS. Uso e abuso deles. Aproveitamos ainda para ver qual foi o sabor mais escolhido, qual o menos, qual a diferença entre a quantidade de um sabor com o outro, qual a soma de todos eles, aproveitando para revisar e reforçar conhecimentos que ela havia aprendido. Depois disso e de algumas risadas, a criança fez o registro no papel. ESTÁ APRENDIDO? Não há garantias. AS NOVAS CONEXÕES NEURONAIS NÃO SE ESTABELECEM ASSIM FACILMENTE. É preciso REFORÇAR tal aprendizagem. Vamos então às novas pesquisas. Como também ORIENTAR AOS PAIS, de forma significativa, todos estes princípios de aprendizagem para que possam colaborar com o progresso do processo de seus filhos.
7 de mai. de 2020
225. LIDAR COM A FRUSTRAÇÃO SE APRENDE.
Achei um encanto esta carta para a fada dos dentes, que recebi da avó da criança. Pelo conteúdo, imagino que a mãe, que deve estar levando a quarentena a sério, não poupou a filha do sentimento da FRUSTRAÇÃO, uma vez que até a fada está em quarentena, ainda que o dente da criança tenha caído. QUAL O MELHOR MOMENTO PARA SE TRABALHAR COM A FRUSTRAÇÃO? Quando ela acontece. A frustração ocorre quando um desejo ou uma expectativa não são satisfeitos, e facilmente causam um sofrimento e um DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL. Mas quem é que quer ver o seu filho(a) assim? Resultado: POUPAMOS a criança e fazemos o que ela quer e na hora que ela quer. Mas, ao protegê-la estaremos de fato a desprotegendo, pois ela não aprenderá a lidar com este sentimento. E não temos como evitá-lo seja na escola, no playground ou em qualquer situação em que não estamos presentes. Assim, se você quer realmente proteger o seu filho, ENSINE-O A LIDAR COM ESTE SENTIMENTO o quanto antes. COMO?
1. Não o poupe, mas o acolha. Abrace-o e diga que você entende a sua tristeza e o seu querer, mas que não é possível realizá-lo naquele momento.
2. Converse com ele, deixe-o colocar o que sente para fora, ainda que não saiba nomeá-lo.
3. Busquem alternativas de como resolver aquele desejo não realizado.
4. Ajude a criança a dar forma ao que sente.
Na nossa ilustração, a criança escreveu para a fada. DEU FORMA À SUA FRUSTRAÇÃO, colocou-a para fora. Isto ajuda a criança a elaborar e a lidar com este difícil sentimento. A criança pode ainda desenhar, dar ideias de como farão depois, vocês podem criar um diálogo com os bichos de pelúcia que “estão na mesma situação”, enfim, use a imaginação, mas não desproteja seu filho ao tentar protegê-lo. LIDAR COM A FRUSTRAÇÃO SE APRENDE. E SE APRENDE, ENTÃO SE ENSINA. Seja você este mestre.
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5 de mai. de 2020
224. HOMESCHOOLING E UM PEDIDO ÀS ESCOLAS
Trabalho com formação de professores, com educação parental e com crianças. Ou seja, estou percebendo o homeschooling pelos três ângulos. E não está fácil a ninguém, pois talvez estejamos complicando. Hoje meu pedido vai para as escolas. Eu sei que as equipes pedagógicas estão se desdobrando para produzirem conteúdos de um jeito novo para as crianças. Sei que estão dando o seu melhor. Mas sabem o que eu mais queria agora? Que invertessem um pouco. Que neste momento, ao invés de ensinarem virtualmente o período paleolítico, o vértice dos polígonos, a tabuada, os substantivos abstratos e adjetivos, ou qualquer outro conteúdo, que parassem um pouco e ouvissem as crianças. O que elas têm aprendido neste período de isolamento? Como é ter os pais em casa? O que elas têm sentido na nova rotina? O que têm feito? Como têm gastado energia? Que emoções têm aflorado? Como elas têm lidado com isso? Do que elas mais sentem falta? Que estranhamentos percebem? O que acham disso tudo? Que recados têm aos adultos e às crianças? Este seria um hangout precioso, não acham? Que troca mais rica! E quantos recados conseguiríamos captar! Afinal, todos estes conteúdos escolares podem esperar, enquanto repensamos o modo como são ensinados. Mas, neste momento, há outras urgências: a saúde mental e emocional das crianças. E não há aula virtual expositiva que possa dar conta disso. O cérebro é configurado na experiência. Vamos aproveitar?
3 de mai. de 2020
223. ACERTE NA MOSCA COM A CRIANÇA
Certa vez, uma professora preparava as crianças para o feriado: “Não teremos aula amanhã, pois é dia de TIRADENTES.” Uma criança começou a chorar, levantou-se e saiu em desespero pelos corredores da escola. A professora assustada foi conferir o que ocorria. E a criança, aos soluços, clamou: “ Eu não quero tirar meus dentes!!!!”
Esta é uma dica a nós adultos. A criança, por conta de seu desenvolvimento cerebral, percebe a realidade de modo muito concreto e leva tudo ao pé da letra. Ops! Aqui ela já perguntaria: “Como é o pé da letra?” Assim, tudo o que falar à criança lembre-se que o mundo interno do adulto é completamente diferente do da criança. Procure não falar pelos cotovelos, não pise na bola, nem meta os pés pelas mãos, mas faça das tripas coração para não dar um tiro no pé e acertar na mosca. E agora releia esta última frase como se tivesse a mente concreta da criança e veja como é difícil a ela compreender muito do que falamos. Vamos dar o braço a torcer. Ui! Torci! Doeu!
17 de abr. de 2019
218. DICA PARA A PÁSCOA
A criança pequena, graças ao
sistema nervoso em desenvolvimento, mistura realidade e fantasia. E é uma
delícia bem aproveitar esta fase. Costumava fazer uma atividade com as minhas
filhas e era uma festa. Na noite anterior ao domingo de páscoa, colocávamos no
chão da cozinha um pratinho com água e uma cenoura. Pela manhã, se a cenoura
estivesse mordida e a água mexida era sinal de que o coelhinho havia passado e
escondido os ovos. Antes de dormir, eu mordia a cenoura e derramava a água pelo
chão. E no domingo pela manhã, eu acordava com os gritos: “O coelhinho passou!
O coelhinho passou!” E saiam as duas atrás dos ovos escondidos com seus olhos
brilhantes de felicidade. Ai como era bom! Aproveite, pois num instante o
cérebro amadurece e estas fantasias serão transformadas em outras. Feliz Páscoa!
9 de abr. de 2019
217. APRENDER USANDO TODOS OS SENTIDOS FAZ TODA A DIFERENÇA.
Aprender usando todos so
sentidos faz toda a diferença. Por que? Porque a aprendizagem, entre tantas
outras, é MULTISSENSORIAL. Note que colocamos o mundo externo para dentro de
nós através dos sentidos. E cada um deles, seja a visão, a audição, o tato, o
paladar, a audição, nos possibilita aprender. Cada sentido possue uma área
específica no cérebro, que será ativada quando requisitada. Quando a criança
aprende pelo tablet o que é um coelho, ou seja o que for, especialmente a área
da visão será ativada. Quando aprende ao vivo e a cores, as áreas de todos os
sentidos serão ativadas e isto fará toda a diferença para que a informação
possa ser processada e aprendida de
forma mais complexa e duradoura. Assim, ativar o cérebro como um todo, além de
promover mais desenvolvimentos e maior plasticidade cerebral, possibilita à
criança uma aprendizagem mais fortalecida, mais organizada e mais fácil de ser
lembrada. Além é claro de ser bem mais prazeroso e significativo, fatores
essenciais para realmente aprender, gostar de aprender e se desenvolver. Isto
vale também para nós adultos. Fica a dica.
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