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15 de jul. de 2015

156: FAÇA DA ALFABETIZAÇÃO UM CAMINHO INSTIGANTE.


Comece assistindo ao video.


Fui alfabetizada, como muitos, pela cartilha “Caminho suave”. Eu não achava tão suave assim e havia palavras que não existiam no meu mundo. Trabalhávamos as sílabas, que depois eram juntadas formando palavras, e então em frases e em histórias bem sem graça. Não havia liberdade. Tinha que seguir a ordem. O “DA DE DI DO DU” não podia ser trabalhado antes do “BA BE BI BO BU”. Aliás, demorou muito para chegar ao “LA LE LI LO LU” onde tinha o LI do meu nome. Mas eu tinha pena mesmo era do Valter. Até chegar no “VA VE VI VO VU”!!! O fato é que chegou, mas o texto dizia: “Vovô viu a uva!” Nem Lígia e nem Valter faziam parte da história, e nem sabiam nada de uva. Mas vovô viu a uva! E eu queria tocá-la, vê-la, cheirá-la, prová-la. Seria bem melhor para escrever e ler sobre ela. Mas repeti e reproduzi a cartilha como muitos. Mas os avanços das ciências fizeram com  que hoje vejamos a alfabetização de modo bem diferente. Sabemos que é bom fazer sentir, ter sentido, saber do seu uso, e principalmente, ser construída pela criança. No vídeo, vemos o garoto soletrando BRAHMA com a ajuda de um adulto, mas ao final lê “cerveja”, pois é isso que contém na caixa e faz sentido a ele. Afinal, qual o sentido de um “B” isolado ou de qualquer letra? Nenhum. Então, que tal fazer diferente nesse exemplo? Não soletre. Leia a palavra inteira, discuta o sentido dela ali, fale das marcas. Brinque e desafie o seu filho a formar palavras que comecem e terminem com BRA, com MA. Faça ele pensar na escrita e no uso dela, e não a ficar como papagaio repetindo letras. Isso já fizemos.

8 de jul. de 2015

155: QUANDO A CRIANÇA COMEÇA A SE ALFABETIZAR?


Assim que a criança nasce, ela já começa a ser alfabetizada e letrada. Em um processo bem longo e repleto de fases, começa a entender que há uma escrita, como ela funciona e para que ela serve. Quanto mais estímulo tiver, melhor será a sua evolução. E estimular não quer dizer comprar vários livros e cadernos. Conto uma breve história. Conheço uma manicure que lê o tempo todo. E sempre conta com empolgação o livro da vez. Um dia comentou que o programa preferido da filha de 7 anos era ir ao shopping. A cliente ao lado fez algum comentário, do tipo: “Obvio! Qual garota não gosta?” Mas a mãe manicure continuou: “Ela gosta das livrarias! E precisa ver a felicidade dela quando compra um livro. Não vê a hora de chegar em casa para lê-lo!” A cliente então espantou-se: “Nossa! O meu filho da mesma idade odeia ler! E olha que eu compro um monte de livros maravilhosos para ele!” E a manicure fez a pergunta crua, quase cruel: “Mas a senhora gosta de ler?” E ela respondeu: “Eu odeio! Mas compro um monte de livro prá ele.” Será que adianta? No vídeo abaixo, vê-se uma pequena criança “lendo”. É uma pseudoleitura, mas que já mostra muito da construção da alfabetização. Mas como ela sabe que o livro tem algo a dizer e que dá para ler? Não sabemos o que ela sabe exatamente, mas podemos dizer que ela está vivendo o processo da alfabetização. E posso garantir que seus pais lêem, que ela os observa lendo, que eles contam histórias a ela, que ela tem livros e que é bem estimulada. Atente-se: A alfabetização começa em casa e não na escola. Inspire-se nesta fofa.