- A escola próxima de casa facilita em todos os sentidos. Não cansa a criança no trajeto, nem a familia. E a maioria dos amigos mora próximo.
- Conhecer a filosofia da escola. Quando levamos a criança para a escola é bom saber para onde a escola leva a criança.
- Criança precisa brincar, colocar a “mão na massa”. Verifique se há espaço para atividades lúdicas. Escolas muito tecnológicas vão deixar de desenvolver habilidades fundamentais à criança.
- Muitos alunos em sala de aula dificultarão a criança a ser olhada como um ser único, além de dificultar a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades e competências importantes. E, plataformas e aplicativos que dizem do seu filho estão muito baseados em algoritmos. Gosto muito mais do olhar humano e complexo para o desenvolvimento da criança.
- Verifique se a escola está mais interessada na memorização dos conteúdos ou na construção deles. Pois só aprendemos a fazer fazendo e só faz sentido aprender quando identificamos e utilizamos o aprendido.
- Certifique-se como a criança será avaliada. O ideal é que a avaliação seja processual. E se há muita ênfase em provas averigue melhor, pois prova não prova muito.
- Parceria família e escola é fundamental. Veja se a escola tem esta abertura real.
- Observe as famílias, os alunos mais velhos que lá estudam… veja se estão afinados com o que você espera de seu filho.
Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
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15 de dez. de 2020
8 DICAS PARA ESCOLHER A ESCOLA DE SEU FILHO.
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8 de fev. de 2017
193. DICAS PARA COMEÇAR BEM O ANO ESCOLAR
CLAREZA NOS PAPÉIS
A escola e seus profissionais tem os seus papéis, os
pais têm outros e o aluno outro. Se não está claro os papéis de cada um, sugiro
que converse com a escola, uma vez que cada uma tem seus “temperos”. É
fundamental que cada um conheça para caminhar com tranquilidade pelo ano
escolar.
VOCÊ TEM AS SUAS RESPONSABILIDADES E O SEU FILHO AS DELE. Desde pequeno,
ensine o seu filho a ser responsável por todas as atividades da vida escolar:
mochila, materiais, provas, tarefas. Ensine paulatinamente sem subestimar a
criança. Com dez anos, ela já deve ser capaz de estar responsável por tudo. E
se foram bem aprendidas, a autonomia e a responsabilidade, nem precisará da
supervisão dos pais.
NO PAINS NO GAINS
Sim, sem esforço não há ganho, já dizia o velho ditado. Mas para nos
esforçarmos é preciso um por que, um motivo na ação (motivação). Ou seja, a
oportunidade e a motivação é uma excelente dupla ao desenvolvimento do seu
filho. Use e abuse. Crie oportunidades onde o esforço valha a pena.
NÃO SE DESENVOLVE NO LUGAR DO OUTRO
Podemos possibilitar desenvolvimentos aos filhos, mas não
desenvolvê-los. E, ainda bem. E como desenvolvemos? Aprendendo. E como
aprendemos? Na experiência. Ou seja, proteger a criança para que ela não se
frustre, canse ou sofra, evitar-se-á que ela viva, experiemente, aprenda e se
desenvolva. Há erros que parecem acertos. Fique de olho.
11 de fev. de 2016
174. AGORA É PRÁ VALER: VOLTA ÀS AULAS!
Estou aqui lembrando os acertos e erros que cometi como mãe de filhas
em escolas. E foram várias delas, pois nos mudamos muito. Destas reflexões, vou
elencar o que de melhor aprendi na relação escola-filhas-família.
1. Conheça bem a escola, os professores, o que ela propõe e realmente faz
em prol do desenvolvimento global de seu filho.
2. Mantenha um contato regular com os profissionais que lidam com o seu filho. Mas não exagere, pois eles têm vários outros pais para lidarem.
3. Não influencie o olhar do professor com uma lista de coisas que o seu filho não é bom. Cada um tem um olhar.
4. Os filhos são bem diferentes em casa e na escola.
5. Você tem um ou alguns filhos, enquanto a escola tem várias crianças. Ela não vai dar conta de ensinar tudo a todos.
6. Pais, filhos e escola devem formar uma parceira comprometida onde
cada um deve ter o seu papel bem definido. Inclusive o seu filho.
7. É incoerente falar mal da escola para a criança e continuar a
levando. Mas não deixe de ir lá conversar se algo incomodar.
8. Não troque estudo por prêmios. Ajude o seu filho a descobrir como é
gostoso estudar, quando se sabe para que se estuda o que estuda.
9. Não assuma as responsabilidades escolares no lugar do seu filho. Só
entre em cena, quando for preciso mesmo.
10. A escola é passageira, o filho é para sempre.
2 de dez. de 2015
172. COM A VOZ... AS CRIANÇAS.
Anotei algumas frases de crianças de educação infantil (3 a 6 anos) para
atentarmos ao quanto as subestimamos e notarmos a diferença de um cérebro bem
estimulado. Elas estudam em escolas na cidade de Reggio Emilia (Itália), que
são mundialmente conhecidas pelas suas
práticas educacionais, que entre tantas outras, leva a criança a pensar, a
criar hipóteses e teorias, a construir individual e coletivamente o
conhecimento ligado ao seu cotidiano. Dá ainda condições para que adultos e
crianças desenvolvam competências de dialogar, errar, construir argumentação,
sequência lógica, fazer perguntas, desestruturar o pensamento e reorganizá-lo, passar
a experiência concreta para uma representação mental, registrar de ene
maneiras, não acumular saber e transformar o que tem já construído. A mente
precisa saber se orientar em meio há tanta informação. E isto lá se ensina e se
aprende muito bem.
As frases estão descontextualizadas, fora de seus projetos que as
originaram, mas vale para perceber a complexidade na simplicidade e aprender
com elas.
“Quando eu desejo minha mente se abre.”
“A lua perfuma as estrelas.”
“O perfume entra no coração e bate de modo diferente.”
“Você pode comprar uma flor, mas não pode comprar o perfume dela.”
“Quando você toca alguma coisa os dedos te fazem perguntas.”
“Para dar um passo para frente precisamos antes perder o equilíbrio.”
“Se as escolas não existissem não conseguiríamos fazer pensamentos.”
“A natureza é secreta porque não sabemos como se faz algumas coisas
como as nuvens, o sol, o céu.”
“Se alguém dá água para a flor quer dizer que deseja a flor e que ela
tenha uma vida serena.”
“A natureza é diferente. Depende do jeito que você olha.”
“A morte é a guerra.”
“Descansa porque já teve uma vida tanta!”
“Quando cai a neve tem um barulho de silêncio.”
“O silêncio é o gato que dorme.”
18 de nov. de 2015
171. VOCÊ JÁ DESENHOU O PERFUME DE UMA FLOR?
Estava em seminário com as educadoras Maddalena Todeschi e Loretta
Bertani de Reggio Emilia (Itália), cidade reconhecida pela sua educação
infantil. Em suas escolas há muita reciprocidade entre adultos e crianças, num
clima de alegria e com liberdade para expressar o seu ponto de vista sem que
haja julgamentos. “Quanto melhor este clima, mais cada um trará o original que
há dentro de si.”, diz Todeschi, e que vai ampliando-se a partir das
experiências. Também não há salas fechadas, mas diferentes espaços que se
interligam possibilitando a construção ampla do que se aprende, bem como a sua
revisitação. Espaços para desenho e pintura, construção, jardim interno e
externo, cozinha, enfim uma escola repleta de possibilidades de aprendizagens e
em movimento. Conto um episódio. Numa determinada turma e momento, discutia-se
o desejo. Citarei duas reflexões dos pequenos. Veja que riqueza: “Quando eu
desejo, minha mente se abre.” “Você pode comprar uma flor, mas não pode comprar
o perfume dela.” Nossa! Como as crianças sabem dizer as coisas! Parei nestas
frases por dias. Mas as crianças continuaram. Foram desenhar o perfume da flor!
Alguém aí já pensou em desenhar o perfume? Eu nunca! Obrigada crianças por esta
aprendizagem! Achei sensacional e os desenhos ficaram maravilhosos. Concluo que
cabe sim ao adulto “provocar” as crianças para que ampliem o conhecimento de
si, do mundo e percebam o que não se mostra ou nomeia. Mas cabe principalmente
deixar-se ser provocado por elas. Vou lá desenhar o meu perfume.
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21 de out. de 2015
169. PARA A BOA EDUCAÇÃO DOS FILHOS BASTA UMA BOA ESCOLA?
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| bigstockfoto |
Um pai de duas crianças pequenas perguntou-me qual escola eu indicaria
aos seus filhos. Com menos de cinco minutos descobri que para ele bastava uma
boa escola para que os seus filhos fossem bem educados. Será? Está cada vez
mais comum este discurso e é lamentável, pois a escola tem sim um grande papel
na educação de nossos filhos, mas é na família que eles darão início à
construção de sua identidade e personalidade e onde terão uma importante base
ao desenvolvimento cognitivo, sócio-afetivo e psicomotor, que fará toda a
diferença para o seu progresso na escola. Mas alguns pais reclamam: “Eu não sei
educar, nem tenho tempo e nem paciência!” Entretanto, por melhor que seja a
escola e por mais preparados que sejam os seus profissionais, ela não
conseguirá suprir a carência da ausência familiar. Além disso, se a família não
consegue dar conta de um, dois, três filhos, porque a escola conseguiria com
seus tantos e tantos alunos? Importante ainda ressaltar que aluno tem um fim na
escola, mas filho é para sempre. A escola tem sim o seu papel e que é diferente
do papel da família. Mas são papéis complementares e por isso se fala tanto em
parceria escola-família. Todavia, muitos pais têm delegado os seus filhos à
escola, o que é uma medida perigosa com consequências graves. Não sabe educar? Ninguém
nasceu sabendo. Informe-se. Há cursos, blogs, livros para isso. Não tem
paciência? Aproveite para desenvolvê-la. Não tem tempo? Reflita sobre a sua
agenda. Seus filhos agradecerão. E toda a sociedade também.
12 de mai. de 2015
146. AMO QUANDO A CRIANÇA ME DÁ UM NÓ!
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| Sistema ósseo: estrutura para o que viria. |
Assisti com uma criança um vídeo lindo da BBC tendo como fundo a
música “What a wonderful world”. A letra, falada em poesia, era ilustrada por
maravilhosas imagens da natureza. Plantas, animais, rios, mares, sóis e luas
movimentavam-se em versos a encantar nossos sentidos. E eis que a criança
suspira e diz: “Como eu amo a natureza!” E é mesmo incrível notar como a criança
é extremamente sensível à natureza e a tudo o que a atinge. O que nos ajuda a
educá-la para continuar amando e não cair na armadilha “da força da grana que
ergue e destrói coisas belas” (Caetano Veloso). Biofilia é o que a criança tem de
sobra e que falta a tantos adultos. A palavra tem origem grega. Bio significa
vida. Philia, amor. Ou seja, amor à vida, instinto de preservação seja lá ao
que for. Há vários anos, estudava com alunos de 8-9 anos os sistemas do corpo
humano. Para deixar mais concreto sugeri que abríssemos um mamífero, mais
especificamente, um rato. Afinal somos todos parecidos por dentro. A crianças
ficaram indignadas e horrorizadas
comigo. Mas, gostaram da proposta e sugeriram abrirmos outro mamífero: um
indigente já morto. Minha cabeça deu um nó por um bom tempo. “Preferir abrir um
homem a um rato?!”, pensava. Então lembrei-me da biofilia, voltei ao olhar da
infância e notei vários condicionamentos culturais construídos em mim. Afinal,
só queriam trocar um vivo por um morto! Fazia sentido. Mas não abrimos nem
homem, nem rato. Encontrei outras formas também eficientes. E novamente estava
eu aprendendo e crescendo com as crianças.
23 de abr. de 2015
144. QUE TIPO DE PAI/MÃE EU SOU NA ESCOLA?
Aposto que você já ouviu na escola do seu filho a palavra “parceria”. Por que as escolas têm insistido tanto nisso?
Voltemos um pouco no tempo. Pais trabalhavam fora e eram os
provedores. Mães cuidavam da educação dos filhos, enquanto a escola instruía. Rapidamente
essa realidade ficou para trás. Pais e mães viraram profissionais e coube à
escola todo o resto. Há vários anos, quando eu era professora de crianças, uma
mãe veio reclamar que eu não estava ensinando o seu filho a rezar (e a escola
era laica!) nem a amarrar o tênis. Fiquei pensando nas mudanças que estavam
ocorrendo e nas que estavam por vir. A escola, diante da nova realidade, viu-se
com papéis acumulados e com obrigações que não eram dela. Com o tempo e com o
desenvolvimento das ciências, a escola percebeu que o seu papel era bem maior
que a instrução, mas se viu sobrecarregada e começou a falar em parceria,
explicitar os papéis de cada um e a colocar limites, ainda que escutasse injustas
reclamações de incompetência. Pense: você tem um filho para educar. A escola
tem muitas crianças! Não dá para terceirizar a educação dos filhos! Mas
complementar as educações, escola e família, pode ser uma proveitosa e
maravilhosa parceria. Então vamos lá. Que tipo de pai/mãe você está sendo? O
que cabe a você e à escola? Pode melhorar o seu papel? Pode ser mais parceiro?
Pense cuidadosamente, pois entre a escola e a família há o seu filho. E lembre-se
que reflexão sem ação pode levar à tomada de consciência. Que já é bom, mas não
é muito.
6 de mar. de 2015
140. EDUCAÇÃO PELO MUNDO: Índia e a Educação por Projetos: Srishti School (Bangalore).
Srishti School of Art, Design and Technology fica em Bangalore,
principal hub de alta tecnologia e telecomunicações da Índia. Também conhecida
como o coração do Vale do Silício Asiático. Cidade bem desenvolvida, mas como
toda a Índia, também repleta de pobreza. Em Sristhi, há um projeto bem interessante e que pude vive-lo tal qual
os fundamentos que ele proclama. Primeiro, a experiência. Explorar sem muito
pensar. Segundo, pensar a respeito e de diferentes formas. Terceiro, voltar-se
à experiência modificando-a. E foi exatamente assim que a Faculdade nos recebeu.
Com um grupo de alunos do primeiro ano, ano que é destinado, intencionalmente
para bagunçar os conceitos. Participamos dos conhecimentos de Kabir, o místico e
popular poeta do século XV, que nos foi apresentado por músicas, histórias, documentários,
vivências corporais, vivências sociais e depoimentos de diversos indianos que
diziam da origem e da morada do conhecimento, enquanto expressavam seus modos
de ver a vida, de dar sentidos a ela e encontrar sua missão na mesma. Pensamentos
que pareciam alcançar uma ideia comum: o ser interior. Leia alguns retirados
dos depoimentos.
“O conhecimento mora na experiência e então suas ações determinam quem
você é!”; “Mas quem determina o que é bom ou ruim?”; “Minha ação é a minha
religião.”; “Se você aprendeu só em livros, o seu conhecimento está limitado
entre A a Z. É preciso ir além disso.”; “Muito do conhecimento já está em nós.
É preciso saber olhar.”; “Se você enxerga a guerra fora é porque você tem a
guerra dentro. Se você vê o amor fora, é porque você vê o amor dentro.”; “Muito
do conhecimento, que vai além do A a Z, só pode ser encontrado no silêncio.”; “A
verdade está nos seus olhos e há coisas que não se nomeiam.”; “Eu achei Deus na
pupila dos meus olhos!” E assim seguiu, até o momento que conversamos com os
alunos fazendo trocas de conflitos gerados pelo o que tínhamos já construído em
nós e pelo o que foi ali apresentado. Muito rico o modo com os indianos vêem
essas questões. Colocou-me para pensar. Objetivo atingido: provocou-me a desestabilização
dos conhecimentos já construídos. Maravilha!
Um rápido lanche e então, uma
exposição liderada pela coordenadora Arzu Mistry sobre como a Faculdade se
desenvolve, os seus projetos interdisciplinares e reais e como ela age de forma
transformadora na comunidade.
Almoçamos, sintetizamos o que vimos mediante os
nossos corpos numa vivência interessante e fomos à prática, ver alguns projetos
já vivenciados e outros ainda em construção.
Um deles me encantou. Os alunos de
4° e 5° anos visitaram comunidades carentes em busca de entender melhor a
cultura popular. Foram em busca de metáforas, de conhecimentos, de histórias e
relatos para então voltarem à faculdade e transformar o que detectaram em uma
história infantil que voltaria depois à comunidade. Um encanto de projeto e de
uma qualidade fantástica. Fez arrepiar.
No dia seguinte, fomos a uma das sete
comunidades que a Srishti apoia, oferecendo ajuda múltipla para trazer de volta
as crianças e jovens que haviam abandonado a escola. Assim, dentro da
comunidade e com a grande colaboração deles propiciam ampliar os horizontes de
todos. Outro projeto de arrepiar. Estivemos com alguns alunos que deram
belíssimos depoimentos de superação. Mostraram o funcionamento genial da escola
e as possibilidades que se abrem a eles. Alguns já em faculdades, outros em
trabalhos que antes nem podiam imaginar, falavam e apresentavam o seus
crescimentos.
E a noite, jantamos com o staff da Faculdade, cada qual expondo o
seu projeto principal dentro daquele vivo sistema educacional transformador de
mundos e gentes. Aplausos, aplausos, aplausos. Propostas que fazem sentir e
sentido. Bravo!
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9 de dez. de 2014
129. DEZEMBRO DE 2014
Em pouco menos de um mes já estaremos em outro ano. Muito a agradecer
nesse diferente 2014, ano marcante para muitos. Grata 2014, grata a você,
leitor, por suas trocas, comentários, encorajamentos, aconchegos.
Este ano fui a sete países, em sua maioria, para pesquisar in loco
projetos educacionais que geram transformações e dizem dos novos rumos da
educação de qualidade. Noto, que quanto mais distante de minha cultura, mais a
enxergo, assim como a mim mesma e as possibilidades de mudanças. As próximas
postagens serão dedicadas à Índia, país que é mais para viver do que escrever.
Mas há muito a compartilhar assim como já fiz nesse blog com a China, Rússia,
Finlândia, Croácia, Estados Unidos. Este ano, ainda dei palestras, cursos,
aulas em pós-graduação, escrevi as colunas na Pais & Filhos e alimentei com
doçura esse blog FILHOsofar, onde compartilho para pais, professores e
interessados, experiências educacionais de nossa e outras culturas. E para bem
fechar o ano, fui convidada para ser cronista de um site de Portugal premeado e
bem recomendado no país. Chamei esse espaço de “MÃEchete do dia”, onde falarei
da minha experiência como mãe de um jeito bem sincero e humano.
Ps: Na página do blog você encontra os links tanto para as colunas na Revista Pais & Filhos Coluna na Pais & Filhos, como
para a última MÃEchete do dia MÃEchete do dia e as palestras e cursos mais requisitados.
Ps2: Em breve teremos os posts também em Ingles. Aguarde.
Soon the posts will have
version in English. Hold up!
7 de nov. de 2014
126. SERÁ QUE CONHEÇO O MEU FILHO/ALUNO?
Sabemos que o conhecimento amplia a nossa percepção e aumenta nossas
possibilidades de ação. Se você é formado, por exemplo, em odontologia, você terá
uma percepção bem diferente do sorriso das pessoas do que a de um leigo. Se é
formado em arquitetura, sua visão para as construções deve ser bem mais ampla
do que a visão de um advogado ou médico. Basta ver quando fazemos faculdade, o
quanto o conhecimento amplia a nossa percepção naquela área, aumentando as
chances de acerto nas ações. Mas e com os filhos? Uma faculdade para pais
ajudaria tanto!
Graças a essa necessidade é que criei esse blog como também tenho
ministrado palestras e cursos pelo Brasil para pais e professores abordando
temas diversos.
Se você tiver interesse em alguma palestra para a sua instituição ou
se quiser fazer um grupo de pais para ampliar os conhecimentos sobre o
desenvolvimento e a educação dos filhos, e poder agir com mais consciência e
assertividade, contate-me. Tenho certeza que você conhecerá muito mais do seu
filho/aluno, de suas potencialidades e possibilidades. E poderá fazer grande
diferença no seu desenvolvimento.
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7 de ago. de 2014
112. EDUCAÇÃO PELO MUNDO XIX: Finlândia: Coerência do princípio ao fim.
Nas escolas visitadas na Finlândia, vê-se excelente estrutura, moderna
e ampla, espaço transparente, organizado e limpo. Nos corredores, obras de
artes feitas pelos alunos são repletas de mensagens, habilidades, liberdade e
respeito à diversidade.
Além das aulas do currículo básico, os alunos têm
várias optativas. Aulas de línguas, instrumentos musicais, corte e costura,
gastronomia, lavanderia, marcenaria, tecelagem entre outras, com salas
incrivelmente bem equipadas.
E claro que numa sociedade tão igualitária e com
mão de obra tão cara, no mínimo, aprender a fazer de tudo é uma excelente
opção. Meninos e meninas cozinham, costuram, soldam, martelam sem distinção. A
maioria dos alunos tem aparência saudável, descontraída e feliz. E o clima
difícil não os impede de nada. Equipamentos e roupas especiais fazem com que a
vida continue e explorem os conhecimentos para além das salas de aula.
Em geral, a conversa iniciava-se com a direção, mas eram os alunos que
nos apresentavam as escolas em movimento. Apesar de ainda jovens, mostravam-se
bem posicionados, seguros e cientes do que diziam. Sabiam o que aprendiam, o
por que aprendiam e como aprendiam cada coisa. Que maravilha! Mas isso não é
milagre. Para se ter uma educação de referência, o professor tem mesmo que ser
bom, dedicado, estudioso e gostar do que faz. Precisa desenvolver nos alunos
diversas habilidades e competências, diversificar métodos de ensino pois cada
aluno aprende de um modo e em um tempo. Usar ainda os diversos sentidos e
tecnologias, e propor várias possibilidades de aprendizagem. E isso vi na
prática. Cito um exemplo: Os alunos haviam escrito um texto sobre um dado
assunto, usando caneta e computador. Depois transformaram-no em imagens, então
em colagens e por fim em audiovisuais. E tudo era apresentado ao grupo. As
neurociências aplaudem!
O professor divide ainda os alunos em grupos de acordo
com as capacidades e habilidades, e para isso é preciso conhece-las e saber
identifica-las. Como também, possibilita que os melhores alunos ajudem os que
têm mais dificuldade para que todos sejam bons. Mas ele não trabalha sozinho.
Tem o apoio de um equipe de profissionais, o que contribui para um trabalho que
prima a unidade na diversidade, e à igualdade. E isso também vi. Os alunos não
são competitivos, mas estimulados à convivência e à construção em conjunto,
pois ninguém aprende sozinho. “Se é para
competir que seja consigo mesmo para ser melhor.”, diz Mikael Flemminch do
Conselho de Educação.
E nota-se, na prática, que os alunos têm mesmo a
responsabilidade, e não sofrem tantas
pressões. A avaliação, por exemplo, serve em especial, para trazer informações
aos alunos e aos professores sobre os ajustes necessários tanto ao ensino
quanto à aprendizagem. Bravo! Disse-me uma professora: "A escola não é lugar de
competitividade e alta pressão. Mas sim lugar de fazer amigos, aprender e ser
feliz." E assim parecia ser.
O que mais dizer?
Finlândia, coerência é o seu sobrenome. E qual o
nosso?
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11 de jun. de 2014
105. EDUCAÇÃO PELO MUNDO II: Tá Russo!
A Rússia lembra o Brasil em
certos aspectos. É grande na geografia, na população e nas carências. Talvez a
maior delas seja a real liberdade. Afinal, a história de um povo deixa nele
muitas marcas, inclusive em seus governantes, apesar das mudanças. As lindas estações
de metro de Moscou, luxuosas e repletas de obras de artes com referencias
históricas e politicas do país, tinham como meta serem símbolos de que o
comunismo seria o futuro. Mas o McDonald‘s venceu! E o comportamento
capitalista mostra-se no prestígio de quem tem carros e roupas importadas.
Também o padrão chega as escolas, repletas de Macintoshes e outros equipamentos
importados. E, quem tem mais aluno, recebe maior financiamento do governo. Assim,
a concorrência é acirrada e requer novas aprendizagens em investimento, excelência,
administração e marketing. Vê-se ainda nas escolas a marca do totalitarismo,
mas as reformas educacionais prometem mudanças. A primeira delas é adequar a
escola às pessoas e não o contrário como até então se cumpriu. Mas, sabemos que
mudanças paradigmáticas são lentas, pois a cultura já incorporada nos seres dificulta
a percepção das reais transformações necessárias. Vamos aguardar. Todavia, notei
nos seminários e nas instituições educacionais um misto de teorias fundamentando a filosofia e a prática
pedagógica, não apregoando uma forte identidade. Porém, são pressupostos
interessantes, que podem dar uma colcha de retalhos ou um mágico caleidoscópio.
Falaremos mais disso na próxima postagem.
![]() |
| A tradição |
![]() |
| A inovação |
| O respeito. Alunos levantam-se ao entrarmos na sala. |
7 de jun. de 2014
104. EDUCAÇÃO PELO MUNDO I: Primeiras Impressões
| Tulipas |
Estive
no mes de Maio em pesquisa educacional na Finlândia e Rússia juntamente com uma
delegação de educadores. Nosso país é campeão nas últmas colocações do ‘Programa
Internacional de Avaliação de Estudantes‘ e por isso fomos conhecer de perto, e
aprender, o que os países com bons resultados fazem. No ano passado, fomos a
China uma das mais bem colocadas no ranking. Veja as postagens de número 70 a
76. Agora, nos próximos posts tratarei do que percebi e aprendi nas visitas em
escolas e universidades, e na participação em seminários sobre o sistema educacional
destes países, e as consequências desta educação na vida dos alunos e da
própria sociedade. Primeira parada: Rússia.
Moscou e São Petersburgo, as cidades visitadas, são magníficas nos monumentos arquitetônicos mostrando riqueza, história e arte. E o seu povo, produto da educação que recebe, mostrou-se bem educado, amável, discreto e disciplinado. Vê-se pouquíssima obesidade, um povo bem arrumado, inclusive os alunos. Fiquei a pensar se uma vestimenta interfere na organização escolar. Mas vê-se também depressão, prostituição e problemas de alcoolismo. O clima afeta sim as histórias de vida. Impressionou-me ainda os jardins e a limpeza, especialmente em Moscou. Não vi um papel no chão por onde andei, e notei pouquíssimas lixeiras. E em meio ao trânsito intenso, via-se lindos canteiros de tulipas e muitas macieras floridas. Eu que já desenhei tantas macieiras na escola, dei-me conta de nunca havia visto uma. Mas nem tudo são flores apesar da primavera. Aguardem a próxima parada.
Moscou e São Petersburgo, as cidades visitadas, são magníficas nos monumentos arquitetônicos mostrando riqueza, história e arte. E o seu povo, produto da educação que recebe, mostrou-se bem educado, amável, discreto e disciplinado. Vê-se pouquíssima obesidade, um povo bem arrumado, inclusive os alunos. Fiquei a pensar se uma vestimenta interfere na organização escolar. Mas vê-se também depressão, prostituição e problemas de alcoolismo. O clima afeta sim as histórias de vida. Impressionou-me ainda os jardins e a limpeza, especialmente em Moscou. Não vi um papel no chão por onde andei, e notei pouquíssimas lixeiras. E em meio ao trânsito intenso, via-se lindos canteiros de tulipas e muitas macieras floridas. Eu que já desenhei tantas macieiras na escola, dei-me conta de nunca havia visto uma. Mas nem tudo são flores apesar da primavera. Aguardem a próxima parada.
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| Arquitetura - Igreja de São Basilio |
| Limpeza do Metrô-Museu |
| As Macieiras em flor |
| A elegância das crianças |
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2 de abr. de 2014
QUANDO VOCÊ LEVA O SEU FILHO À ESCOLA, VOCÊ SABE PARA ONDE A ESCOLA LEVA O SEU FILHO?
Não basta escolher a escola. Há que manter a parceria.
Leia as dicas na minha coluna da Pais & Filhos que podem ajudá-lo a ficar mais atento, e ainda levar o seu filho com maior segurança.
26 de fev. de 2014
95. OS FILHOS NOS REVELAM PARA O BEM OU PARA O MAL.
Trago um vídeo de dois irmãos. O mais velho consola o mais novo no
processo de adaptação escolar de modo carinhoso, atencioso, cuidadoso. Mas
também, revela um discurso já condicionado. Estas características, boas e não,
não nasceram com ele. Foram aprendidas, especialmente, pelas ações, e não
palavras, dos pais.
A principio, qualquer criança reproduz aqueles que a educam. Mais
amadurecida, questiona o aprendido, ou nem nota tal possibilidade. Afinal, a
criticidade também se ensina.
Sugiro que, desde sempre, cuidemos do que ensinamos, passemos discursos
e ações pelo crivo da criticidade antes de apresentá-los aos filhos. Educar-se
para educar é necessário.
A criança reproduz: “Você já é um homem, você não pode chorar.” Mas, por
que um homem não pode chorar? Se existe choro, então deixemos chorar. E
pensemos nos condicionamentos por tras das palavras. “Respira fundo.”, diz e
assopra o rosto do irmão. A mãe deve fazer isso! Respirar fundo é ótima
escolha para equilibrar o descompasso cárdio-respiratório da alma. E, continua:
“Mamãe e papai vem buscar quando for na hora de buscar.” Filho revelando que
pais verbalizam com clareza o compromisso transmitindo segurança. “Entendeu?”,
diz ao mais novo. “Entendeeeeeuuu!!!”, responde o pequeno. E logo busca-se novo
foco. “Quer ver meus desenhos, quer?” Perfeito! Chorar é bom, mas parar também
é. Tudo se ensina. Que criança mais fofa!
Atenção! Um filho em ação, para o bem e para o mal, revela a educação
recebida. Você gosta do que se revela?
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21 de fev. de 2014
94. A ESCOLA IDEAL: QUAL O MEU PAPEL NESTA SEARA?
Este mes, fiz uma palestra para pais, diretores, coordenadores e professores
de uma escola de Educação Infantil. Discutimos a escola ideal para o
desenvolvimento da criança e o papel de cada um nesta conquista. Uma escola
ideal requer pais, alunos, equipe pedagógica e sociedade ideais. Mas o que
temos? Pais, alunos, equipe pedagógica e sociedade reais. Como aproximá-los?
Algumas dicas: Perceber que a escola ideal depende de uma época. O ideal de
ontem, não é o de hoje. Lembrar que a escola é feita de gente, logo não está
isenta de falhas. A escola deve se aproximar de seus ideias de homem e de mundo.
Feita a escolha, trava-se uma parceria: escola-família. Sem ela, os pais deixam
um pacote na escola, e não um filho. E por fim, cada um tem o seu papel pelo
“ser ideal” da escola: pais, escola e alunos. Quais são?
Para mim, à escola dos pequenos, cabe adequação, segurança inovação em
recursos materiais. Aprimoramento, fundamentação e encantamento de todos os
envolvidos. Ensinar a 'aprender a aprender', diversificar aprendizagens ao desenvolvimento
integral, acolher e orientar pais e crianças sem distinção. À criança, cabe
perceber e construir o mundo e a si. Abrir-se às aprendizagens e ao
desenvolvimento integral. E, aos pais, cabe conhecimento da proposta pedagógica
da escola e de sua organização. Adequar-se às regras comuns e colaborar para
que o ambiente escolar seja preservado. Ensinar e educar o filho para uma
atuação autônoma e responsável consigo mesmo, com os outros e com o mundo. Esta
junção pode resultar na escola dos meus sonhos.
17 de fev. de 2014
93. NO AR
Está no ar no Canal Assembléia, no Programa Espaço Livre, o debate que
participei neste mes.
Tema: QUEM SÃO E O QUE PENSAM OS JOVENS DE HOJE?
Neste gostoso e produtivo bate-papo, tivemos a mediação de Aureni de Almeida, o psicólogo e sociólogo
Walter Takemoto, o sociólogo e professor da UFAL Antonio Mateus e eu.
Confiram.
PS: Pode ser visto também pela NET, canal 14.
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5 de dez. de 2013
84. CICLOS ESPIRALADOS: NOVO PATAMAR.
Fui na escola de minha caçula. Aprovada no 3° ano do Ensino Médio. Fim
de meu papel como mãe de aluno de escola. Sensação atrapalhada. Por um lado, almejava
por isto. Por outro, senti um certo vazio. Muito tempo vivido em escolas: como
aluna, como professora, como mãe. Devido as nossas mudanças de estado, minhas
filhas estudaram em várias escolas. Pensei em cada uma. Não há escola perfeita.
Pensei neste fim. Será que terei saudades da lista de lanche coletivo que chega
na véspera? 50 coxinhas para amanhã? Um bolo de chocolate para as 7!? E
aquelas fantasias para a apresentação de final de ano? Caras e nada
aproveitáveis para outros eventos. E a lição que o filho não tem condições de
fazer sozinho? E as injustiças que a professora cometeu contra ele? E a maquete
para daqui a dois dias? E os trabalhos em grupo? Na casa de quem? Como vão e
voltam? Será que terei saudades? Sei que precisei ser equilibrista e ter muita
logística neste meu tempo de mãe de aluno de escola. Mas sei que terei saudades
de muitas coisas também. De levar e buscar, de saber das novidades, das
confusões, do que aprendeu de bom, das piadas que o professor contou em sala, das
reuniões de pais e mestres, dos eventos, das festas, das trocas com os pais, alunos,
funcionários, professores, coordenadores, diretores. Obrigada Escolas! Mas a
vida é assim, como um espiral, onde uma conquista vale de base para as demais.
Um caracol crescente. Creio que tivemos um bom ciclo, base forte para o que
está por vir. Que venham os novos desafios! Continuemos a caracolar!
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