Trabalho com formação de professores, com educação parental e com crianças. Ou seja, estou percebendo o homeschooling pelos três ângulos. E não está fácil a ninguém, pois talvez estejamos complicando. Hoje meu pedido vai para as escolas. Eu sei que as equipes pedagógicas estão se desdobrando para produzirem conteúdos de um jeito novo para as crianças. Sei que estão dando o seu melhor. Mas sabem o que eu mais queria agora? Que invertessem um pouco. Que neste momento, ao invés de ensinarem virtualmente o período paleolítico, o vértice dos polígonos, a tabuada, os substantivos abstratos e adjetivos, ou qualquer outro conteúdo, que parassem um pouco e ouvissem as crianças. O que elas têm aprendido neste período de isolamento? Como é ter os pais em casa? O que elas têm sentido na nova rotina? O que têm feito? Como têm gastado energia? Que emoções têm aflorado? Como elas têm lidado com isso? Do que elas mais sentem falta? Que estranhamentos percebem? O que acham disso tudo? Que recados têm aos adultos e às crianças? Este seria um hangout precioso, não acham? Que troca mais rica! E quantos recados conseguiríamos captar! Afinal, todos estes conteúdos escolares podem esperar, enquanto repensamos o modo como são ensinados. Mas, neste momento, há outras urgências: a saúde mental e emocional das crianças. E não há aula virtual expositiva que possa dar conta disso. O cérebro é configurado na experiência. Vamos aproveitar?
Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
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5 de mai. de 2020
224. HOMESCHOOLING E UM PEDIDO ÀS ESCOLAS
3 de mai. de 2020
223. ACERTE NA MOSCA COM A CRIANÇA
Certa vez, uma professora preparava as crianças para o feriado: “Não teremos aula amanhã, pois é dia de TIRADENTES.” Uma criança começou a chorar, levantou-se e saiu em desespero pelos corredores da escola. A professora assustada foi conferir o que ocorria. E a criança, aos soluços, clamou: “ Eu não quero tirar meus dentes!!!!”
Esta é uma dica a nós adultos. A criança, por conta de seu desenvolvimento cerebral, percebe a realidade de modo muito concreto e leva tudo ao pé da letra. Ops! Aqui ela já perguntaria: “Como é o pé da letra?” Assim, tudo o que falar à criança lembre-se que o mundo interno do adulto é completamente diferente do da criança. Procure não falar pelos cotovelos, não pise na bola, nem meta os pés pelas mãos, mas faça das tripas coração para não dar um tiro no pé e acertar na mosca. E agora releia esta última frase como se tivesse a mente concreta da criança e veja como é difícil a ela compreender muito do que falamos. Vamos dar o braço a torcer. Ui! Torci! Doeu!
8 de fev. de 2018
210. TDAH: PREJUÍZOS E POSSIBILIDADES.
No post anterior, tratamos do que é o TDAH, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o porque
ele ocorre e os cuidados com a
hiperdiagnosticação. Neste, falarei de suas principais dificuldades e como
podemos ajudar as crianças com tal transtorno, que as deixam lentas para
amadurecerem e rápidas para se distraírem. Vamos a algumas dicas:
1. A criança com TDAH tem muita dificuldade com a organização e planejamento de sua ação. Perde materiais, sempre
está em bagunça e as atividades com longas etapas são bem árduas a ela. COMO AJUDAR? Deixe claro a ela as etapas
de uma organização e a necessidade de planejamento. Faça junto, passo a passo e a incentive a ir ganhando autonomia. Por exemplo: Arrume a mochila da escola
com ela, pontuando uma sequencia de ações. Olhar a agenda para ver o que é
preciso, pegar o que é preciso, lembrar se a profa pediu algo, fazer o check
list e organizar tudo dentro da bolsa. Todos os dias siga a mesma sequencia
criando uma rotina. Rotina organizada é muito importante a ela. Quando já
estiver melhorado nesta atividade, vá saindo de cena, mas o desafie. Ex: “Vou
olhar a agenda com você, e vamos ver o que precisa. Vou sair e contar até cem.
Quando eu voltar quero ver tudo em cima da mesa para fazermos o check list.
Topa?” A criança se motiva e vai topar. Quando você voltar, elogie o seu
esforço independente do resultado e na próxima faça os ajustes necessários. A
cada conquista e reforço desta conquista, você faz o mesmo com outra etapa até
que ele consiga fazer sozinho. Lembre-se: Rotina para organizar e desafios e
feedbacks positivos os ajudam muito.
2. Por conta de disfunção neuroquímica e tardio amadurecimento cerebral, a criança com TDAH tem dificuldade em adiar
recompensas, controlar suas ações,
emoções e pensamentos tornando-se impulsiva.
Atravessa a rua sem olhar o movimento, responde às perguntas sem refletir, não
aguenta ficar em filas, esperar a vez ou ficar muito tempo em mesma atividade
ou sentado. São craques em “meter os pés pelas mãos” e explodem facilmente. COMO AJUDAR? Valorize cada ação
assertiva da criança. E quando ela errar, parabenize-a pelo seu esforço e a
apoie a seguir adiante, a recomeçar. Ensine-a a pensar antes de agir, buscando
estratégias para dar tempo de refletir antes de agir. Por exemplo, a cada pergunta
feita ela precisa respirar profundamente antes de responder ou fazer algum
movimento físico do tipo um estalo de dedos. E quando tiver que esperar a vez, terá
o desafio de prestar atenção ao que cada um faz até chegar a sua vez. Ou
inventar uma história em que vai colocando cada um da fila nela. Importante é ajudá-lo
a criar estratégias para administrar sua inquietude. Em relação as emoções, é
preciso ir educando-a. E o melhor jeito de começar é ajudá-la a identificar a
emoção sentida, a nomeá-la e a falar sobre ela buscando meios para gerí-las. É muito
importante que a criança participe destas conversas e encontre apoio em suas soluções.
3. A criança com TDAH tem ainda muita dificuldade com a flexibilidade mental, isto é, com a
capacidade de mudar o seu plano de ação. Quando comete um erro em um problema matemático,
por exemplo, possui muita dificuldade em buscar caminhos alternativos, tendendo
a repetir o erro. COMO AJUDAR? Mostre
a ela outras formas de ver e fazer o problema. Sempre com objetividade, de modo
concreto e de modo desafiador para que ela mantenha a atenção e a motivação. Por
exemplo: Ela não consegue compreender que 1-1=0 e sempre comete o mesmo erro.
Pegue uma fruta, uma bolacha, o que quiser. Dê a ela e pergunte quantas
“bolachas” ela tem nas mãos. Ele dirá uma. Peça para ele comer e pergunte,
quantas bolachas há em sua mão agora. Além disso, peça também para outras
crianças ou pessoas explicarem para ela como entendem esta expressão matemática.
Perceber que há outras formas de pensar e perceber é muito importante para
qualquer um, mas em especial à criança com o TDAH.
4. O sistema atencional do cérebro é muito complexo e importantíssimo à
nossa vida. Sem ele, as informações não chegam ao cérebro. E o da criança com TDAH é disfuncional, dificultando-a a manter o tônus atencional, a selecionar
e manter os estímulos relevantes e a resistir
estímulos distratores. COMO AJUDAR?
Na escola, ela deve sentar bem próximo da professora. Em seu ambiente não deve
haver muitos estímulos para a destrair. Na hora de fazer a tarefa escolar ou
estudar, organize um espaço com poucas distrações. E a ajude a colocar na mesa
apenas a tarefa que irá fazer naquele momento. Deve aprender a fazer uma coisa
por vez, do começo ao fim antes de prosseguir. A cada término de uma etapa,
deixe-a caminhar um pouco, brincar, mas procure deixar um tempo marcado e que
deve ser cumprido para que ela possa ir desenvolvendo a atenção e o controle inibitório. Ajude-a ainda com regras claras,
anote em um quadro junto com ela os horários, as tarefas a fazer e vá a ensinando a ganhar esta autonomia. Tarefas longas devem ser divididas em partes
menores e valorizadas a cada conclusão de uma etapa. E ajude-a a manter a
organização, fazendo-a participar da mesma e transformando-a numa atividade
lúdica para que ela consiga manter a motivação
e o esforço tão difíceis a ela.
5. Outra dificuldade que ele encontra se relaciona à memória operacional, que é aquela que
nos permite manter temporariamente as informações na mente, manipulá-las,
pensá-las. COMO AJUDAR? Não dê
atividades longas e que exijam complexas reflexões. Toda e qualquer atividade
ou mesmo reflexão deve ser trabalhada passo a passo, etapa por etapa como estes
jogos eletrônicos que tanto atraem as crianças. A cada etapa vencida, conversem
sobre a síntese feita daquela etapa para reforçar os seus conhecimentos,
estiquem os corpos e sigam para a próxima. Faça brincadeiras com ela do tipo
que vai acrescentando coisas para ir guardando na memória. Por ex: “Fui a feira
e comprei laranja.” Ele deve repetir o que comprou e acrescentar a sua compra,
como por exemplo: “Fui a feira e comprei laranja e limão.” E você diz: Fui a
feira e comprei laranja, limão e morango.” E assim consecutivamente. Ótima
atividade para melhorar a memória operacional.
E por fim, alguns jogos infantis que ajudam muito as crianças com TDAH.
Vivo e morto; Jogos de trilha; Forca; Jogos de baralho que sejam rápidos;
Bingos com cartelas menores; Jogos de estafeta; Cantigas de roda; Jogo de
memória, aumentando o grau de dificuldade conforme ele vai progredindo; Jogos
que envolvam a atividade física e de preferência ao ar livre; E muitos tantos
outros.
Meu apelo: Cuidar com as reclamações pois, por ser a criança com TDAH
muito intensa e de grande inquietude, ela cansa qualquer um e costuma receber
muitas críticas, enquanto o seu desenvolvimento do sistema nervoso pede bem o
contrário: elogio. Mas não o elogio a qualquer preço que isso não ajuda. Mas o elogio do esforço e que o ajude a
manter a sua empreitada. E o mais importante: creia no potencial da criança,
pois seja qual for a sua dificuldade, todo ser humano pode, pede e tem o
direito de desenvolver-se e alegrar-se com isso.
Boa volta às aulas, capriche.
Qualquer dúvida, email me
prof.ligiapacheco@gmail.com
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25 de jan. de 2018
209. TDAH: ENTENDER PARA MELHOR AGIR.
“Compreender a mente humana e o
comportamento produzido, inclui considerar seu contexto social e cultural.” (Antonio
Damásio) Ou seja, qualquer que seja o transtorno, não se pode analisá-lo de
modo isolado, mas por uma multidimensionalidade que inclui a biologia e o meio.
O TDAH, Transtorno de Déficit de Atenção
e Hipertividade, é um transtorno de neurodesenvolvimento, essencialmente
comportamental. Há três fatores
neurobiológicos, especialmente ligados ao (1) processo de mielinização
tardio e amadurecimento cerebral mais lento, (2) disfunção neuroquímica e (3) ineficiente
integração entre os sistemas de antenção, que comprometem o bom funcionamento
cerebral, deixando a criança com TDAH lenta para amadurecer e rápida para se
distrair.
Isto irá comprometer e muito o desenvolvimento do Pré-frontal, área de
grande importância para as nossas funções executivas, como a organização e
planejamento da ação; motivação; memória; controle emocional; controle de
movimentos, resolução de problemas entre outras. Ou seja é uma área extremamente
importante para o dia a dia, seja na escola, no trabalho, na vida. Também o
portador, acaba tendo problemas com o sistema de recompensa cerebral e por isso
mais do que ninguém precisa de feedbacks positivos para se motivar a seguir
adiante. Todavia, por ser “excessivo” no que faz, acaba levando muita bronca, é
taxado de preguiçoso, desleixado, o que pode agravar ainda mais o quadro. Tais disfunções
acarretam três sintomas cardinais à criança com o TDAH: (1) Desatenção (divagação em tarefas; falta de persistência;
dificuldade de manter o foco; desorganização), (2) Hiperatividade (atividade motora excessiva, inquietude extrema) e
(3) Impulsividade (ações
precipitadas, desejo de recompensas imediatas, incapacidade de postergar
gratificação). Todavia, um diagnóstico sério e preciso “depende de uma
avaliação que integre os fatores biológicos aos ambientais, relacionados à
dinâmica familiar e emocional.” (Dr Mauro Muszkat). Mas atenção! No mundo todo,
há uma média de 5% de crianças com TDAH e 2,5% de adultos. Contudo, aqui no
Brasil, o número é bem mais elevado, o que nos faz refletir se não há uma
hiperdiagnosticação. Temo que muitas famílias troquem educação por Ritalina,
como faz uma conhecida minha com o filho. “Ele fica ótimo, tão bonzinho!”, diz
ela. E como sei também de muitos estudantes que a tem usado para potencializar
as suas funções executivas. É bom cuidar, pois há contra-indicações. Assim,
antes de medicar, tenha certeza do diagnóstico, procure uma equipe
multidisciplinar, para não colocar em risco o desenvolvimento do seu filho. Na
próxima coluna, tratarei das principais dificuldades de quem possui o TDAH e como
podemos contribuir para ajudá-lo a vencê-las.
Até lá!
Qualquer dúvida, email me
prof.ligiapacheco@gmail.com
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11 de jan. de 2018
208. O MUNDO DA CRIANÇA AUTISTA E COMO AJUDÁ-LA.
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| Fotos cedidas pelo prof Casio Lucena |
Há vários níveis deste transtorno, do leve ao severo, mas em geral, o
portador do TEA tem o cérebro
hiperexcitado. Ou seja, diferente da maioria, que a cada nova atividade
desliga a anterior, o autista liga uma nova atividade sem desligar a outra. Assim,
ao longo do dia ele vai fazendo centenas de atividades ao mesmo tempo. Para dar
conta de tantos estímulos, ele se organiza com padrões restritos e repetitivos não só comportamentais, mas também
de interesses e/ou atitudes marcados por acentuadas rotinas e rituais. Fácil entender o porquê possuem grande
dificuldade em lidar com as mudanças ou excesso de estímulos, pois se
desorganizam e entram em crise. Além disso, seu diferente desenvolvimento
neurológico gera-lhe prejuízos na comunicação
social, na interação social e reciprocidade sócio-emocional, o que é
fácil supor que acarreta a ele grandes dificuldades para se adaptar a este
mundo, que é pensado para outro tipo de funcionamento cerebral. Como podemos
então favorecer-lhe desenvolvimentos sem que ele se desorganize?
Há várias atividades para ajudar a criança a aprender, a desenvolver
suas tantas possibilidades na escola e na vida. Cito uma, a prática da
capoeira, que favorece o desenvolvimento integral do portador de TEA. Esta
prática traz movimentos corporais ritmados, acompanhados de uma música com
repetições bem marcadas e tendo como principal instrumento, o berimbau,
instrumento de uma corda só, que proporciona uma música interessante, rústica e
sem grandes estímulos musicais. A prática ainda segue ritual e rotina bem
definidos, com integração social leve e em roda, tendo no centro apenas dois
integrantes, cujos movimentos não são tão desestruturantes, como pode ser em um
jogo de equipes, como o futebol, com mais imprevistos que podem desorganizar a
criança. Como vemos, a capoeira vai muito ao encontro das características das
crianças com TEA e ao seu funcionamento e por isso, pode ser uma boa opção ao
seu desenvolvimento integral.
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| Fotos cedidas pelo prof Casio Lucena |
Conheci o professor Cássio Lucena, que trabalha, a prática da capoeira
com crianças com o TEA e outros transtornos em Recife/PE há alguns anos, e que juntamente
com o professor Daniel Pina, estão começando um projeto na academia Santè em
Boa Viagem para a inclusão destas crianças no universo da atividade física. Vi
um pouco mais de perto o seu trabalho e marcamos um bate-papo. A fala
emocionada e emocionante do professor, ilustrada por vídeos das atividades e dos
progressos dos alunos, deixava claro os seus benefícios, que logo o professor
elencou.
1. A cadência rítmica e a expressão corporal da capoeira permite o
envolvimento do corpo do aluno como um todo, além de favorecer a integração com
outros indivíduos, uma de suas grandes dificuldades. 2. Trabalha a autonomia da
criança, a sua psicomotricidade não só pela coordenação dos movimentos corporais,
como também ao tocarem os instrumentos como o berimbau, atabaque e o pandeiro,
desenvolvendo ainda a musicalidade. 3. Também favorece a comunicação e a
linguagem, outra grande dificuldade apresentada pelo transtorno, ao cantarem as
músicas e falarem sobre elas. 4. E
conhecem uma nova prática cultural enquanto se desenvolvem e se integram.
Ou seja, o transtorno traz sim prejuízos, mas toda criança pode e tem o
direito a desenvolver-se. E toda criança, independente de sua constituição, é
um ser de possibilidades. Façamos o nosso melhor por elas.
Bravo, professores Cassio e Daniel e tantos outros que colaboram! Muito
lindo, útil e iluminado este trabalho. Unamos forças por mais conhecimentos destes
mundos tão únicos para agirmos a favor de suas tantas possibilidades.
No próximo post falaremos do TDAH: Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade. Inscreva-se para receber por email. Acompanhe.
Qualquer dúvida, email me
prof.ligiapacheco@gmail.com
Qualquer dúvida, email me
prof.ligiapacheco@gmail.com
3 de jan. de 2018
207. A CRIANÇA DIFERENTE.
Toda criança é diferente. Não há um ser igual ao outro, mas há coisas
que nos assemelham, que dizem de nós humanos. A maioria de nós, engatinha,
anda, corre, embora pareça que os filhos corram primeiro para então andar. A
maioria, aprendeu a balbuciar, a articular palavras, a dar-lhes sentido, a
criar sentidos, a falar, a pensar, a ler a escrever numa sequência sem fim, em
que cada fase é base para as subsequentes. A criança de um ano não consegue expressar-se
perfeitamente, pois nem tem aprendizagens suficientes de palavras com seus
significados, como não tem sistema nervoso maduro para tal proesa. Tudo a seu
tempo, pasito a pasito, para não perder o hit do momento! Este processo
contínuo de constituição e construção do ser para além do plano motor e da
linguagem aqui exemplificados, deve-se,
em especial, ao desenvolvimento do sistema nervoso, que recebe fortíssima
influência do meio. Logo, é importante ressaltar que, quando a criança chega ao
mundo, um mundo chegará a ela. E este mundo muito dirá de suas possibilidades,
inclusive do desenvolvimento do sistema nervoso. E por isso, insisto: Que mundo
ofereço à biologia de meu filho? Além disso, há crianças cujo desenvolvimento
não se dá como na maioria e portanto, elas não podem “funcionar” da mesma
forma. São crianças diferentes. E o melhor modo de agir com elas é conhecendo
os seus transtornos e dificuldades para que nossa ação possa ir a favor de suas
tantas e diferentes possibilidades. Neste mes de Janeiro, dedicarei-me a elas
aqui no FILHOsofar, começando pelo TEA, Transtorno do Espectro Autista. Inscreva-se para receber por email e acompanhe. Feliz 2018 a nós!Qualquer dúvida, email me
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