- A escola próxima de casa facilita em todos os sentidos. Não cansa a criança no trajeto, nem a familia. E a maioria dos amigos mora próximo.
- Conhecer a filosofia da escola. Quando levamos a criança para a escola é bom saber para onde a escola leva a criança.
- Criança precisa brincar, colocar a “mão na massa”. Verifique se há espaço para atividades lúdicas. Escolas muito tecnológicas vão deixar de desenvolver habilidades fundamentais à criança.
- Muitos alunos em sala de aula dificultarão a criança a ser olhada como um ser único, além de dificultar a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades e competências importantes. E, plataformas e aplicativos que dizem do seu filho estão muito baseados em algoritmos. Gosto muito mais do olhar humano e complexo para o desenvolvimento da criança.
- Verifique se a escola está mais interessada na memorização dos conteúdos ou na construção deles. Pois só aprendemos a fazer fazendo e só faz sentido aprender quando identificamos e utilizamos o aprendido.
- Certifique-se como a criança será avaliada. O ideal é que a avaliação seja processual. E se há muita ênfase em provas averigue melhor, pois prova não prova muito.
- Parceria família e escola é fundamental. Veja se a escola tem esta abertura real.
- Observe as famílias, os alunos mais velhos que lá estudam… veja se estão afinados com o que você espera de seu filho.
Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
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15 de dez. de 2020
8 DICAS PARA ESCOLHER A ESCOLA DE SEU FILHO.
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3 de mai. de 2020
223. ACERTE NA MOSCA COM A CRIANÇA
Certa vez, uma professora preparava as crianças para o feriado: “Não teremos aula amanhã, pois é dia de TIRADENTES.” Uma criança começou a chorar, levantou-se e saiu em desespero pelos corredores da escola. A professora assustada foi conferir o que ocorria. E a criança, aos soluços, clamou: “ Eu não quero tirar meus dentes!!!!”
Esta é uma dica a nós adultos. A criança, por conta de seu desenvolvimento cerebral, percebe a realidade de modo muito concreto e leva tudo ao pé da letra. Ops! Aqui ela já perguntaria: “Como é o pé da letra?” Assim, tudo o que falar à criança lembre-se que o mundo interno do adulto é completamente diferente do da criança. Procure não falar pelos cotovelos, não pise na bola, nem meta os pés pelas mãos, mas faça das tripas coração para não dar um tiro no pé e acertar na mosca. E agora releia esta última frase como se tivesse a mente concreta da criança e veja como é difícil a ela compreender muito do que falamos. Vamos dar o braço a torcer. Ui! Torci! Doeu!
24 de jan. de 2020
220. BRINCAR, DESENVOLVER E APRENDER DA VIDA VIVENDO.
| Meu irmão e eu. |
Quando eu era criança, passava muitas férias na praia, assim como minhas filhas. E passávamos o dia todo entretidos com as tantas possibilidades de brincadeiras que a praia oportuniza. Minha preferida era construir castelos gigantes. Aprendi na prática que toda construção precisava de uma boa base. Que as pontes e túneis não eram tão fáceis de construir, mas fazia e refazia até conseguir a melhor técnica. Que o fosso dos jacarés podia comprometer toda a estrutura. Que uma criança irritada ou uma bola perdida podiam destruir tudo, assim como o mar que parecia esperar estar tudo pronto para enviar a enorme onda a lamber tudo. Aprendi a me frustrar, a recomeçar, a focar no projeto e a só sossegar quando estivesse tudo pronto. E nem imaginava o quanto estas lições me serviriam para a vida e nem o quanto de desenvolvimento do meu sistema nervoso estavam ali em jogo. Hoje caminho pela praia a procura dos castelos. Raramente encontro uma criança brincando na areia. Mas as vejo embaixo do guarda-sol a brincar com seus tablets e sei o quanto estão comprometendo os seus desenvolvimentos. Pais, mães, cuidadores, por favor, não levem tablet para a praia. Levem pá, balde, regador, forminhas e deixem a criança aprender da vida, brincando com todos os seus sentidos e com o corpo em movimento. Pois esta base é semelhante a do castelo. Precisa ser fortalecida para que possam crescer e desenvolver. Aproveitem este final de férias, pois num instante os filhos crescem e sem uma boa base desmoronam assim como os castelos de areia.
2 de dez. de 2017
205. AS FASES DA CRIANÇA E O MUNDO DA FAMÍLIA.
A criança não nasce sabendo do mundo, de si e das pessoas. Precisará de
tudo aprender. A princípio, pelos SENTIDOS, EMOÇÕES e MOVIMENTOS. Leva o mundo
à boca, desafia-se, explora os objetos, a si mesma, as pessoas, os tempos, os
espaços, as relações de tudo isso e a sua relação com tudo isso. Estas
experiências lhe proporcionam um primeiro conhecimento de como as pessoas e as
coisas são e funcionam. E nesta fase, a cada dia, há sempre uma surpreendente novidade.
Com o desenvolvimento da LINGUAGEM o seu mundo interno ganha muitas
possibilidades. Brinca, cria e representa o mundo que vive e conhece através de
personagens, jogos simbólicos, de faz-de-conta. Conversa sozinha, interage com
tudo e todos numa imensa e intensa vontade de explorar e aprender. Ao brincar
de casinha, de médico, de bicho, de polícia ladrão, de luta, a criança, além de
desenvolver a linguagem e habilidades sócio-emocionais, ela vive papéis que a
ajudam a compreender as regras de cada segmento da cultura que está inserida,
as suas convenções, seus problemas, suas diferenças, seus costumes. Pode
refletir e incorporar as características e as ações de quem imita e aprende que
o mundo não é ela e nem que tudo é do jeito dela. Estas experiências, ajudam-na
a compreender melhor de si, dos outros e do
mundo, e a representá-los dentro de si. Isto a possibilita pensar,
imaginar, entender, falar sobre ele, ainda que seja de forma desorganizada e
sem lógica. Por exemplo, quando a criança nos conta uma história, não há ainda
uma organização espaço-temporal, certo? O fim vem embolado com o meio que passa
ao começo e volta ao fim. Isso é normal para a fase. Mas é momento que requer
redobrada atenção ao que é oferecido à criança, pois ela ainda age como
“esponja”, imita e absorve tudo sem crítica. Aliás, esta se ensina desde
pequeno. E é bom fazê-lo.
Pois, o MUNDO EXTERNO que é oferecido ao seu filho, com suas concepções,
valores, erros, acertos, medos, modos de viver e de ser, dirá de seu MUNDO
INTERNO, de seu ser, de sua interação com o meio. Dirá de como ele agirá,
pensará, amará, odiará, falará, perceberá, criará o mundo externo, que dirá do
seu interno num processo sem fim. Ou seja, se uma criança recebe sempre
elogios, é protegida de qualquer frustração e a mãe obedece a tudo o que ela
pede, este será o mundo externo que ela internalizará, e a partir dele perceberá
e agirá no mundo. Quando na escola, a professor não a destacar diante da
classe, ou quando tirar uma nota baixa, ou não for tratada como rainha, é bem
provável que sofra, que culpe a outros, que se desorganize, que fique
agressiva, pois não foi este mundo externo que construiu em si. Por isso vale
sempre se perguntar: QUE MUNDO OFEREÇO AO MEU FILHO? Claro que outros mundos
virão. Mas o primeiro deles, é a família. E o primeiro deles será a base de
tudo. Pense na sua vida e observe como tudo o que você é tem uma ligação com a
sua criança. A infância é tudo. Cuide bem da do seu filho, da construção do
mundo que ele fará.
Conforme a criança amplia suas representações, ela sente a necessidade
de organizá-las, dar um sentido maior e passa a CATEGORIZAR os mundos que
conhece. O mundo das profissões, dos animais, dos objetos engraçados, dos
objetos escolares, além de amar as coleções. Nesta fase, é bom enfatizar a
organização externa para ajudar na interna, e saber que a criança ainda pensa
de forma bem concreta, ao pé da letra e com uma pré-lógica deliciosa. Para ela,
um trânsito engarrafado, pode significar carros dentro de uma garrafa, assim
como ao pé da letra, pode ser uma letra com pé. Mas, os estímulos cada vez mais
diversos do meio, a mediação daqueles que interagem com ela, sua interação com
eles e o amadurecimento do sistema nervoso, a ajudarão a progredir e logo
conseguirá ABSTRAIR o pensamento, desenvolver a lógica, a perceber metáforas,
expressões idiomáticas, fortalecer a sua personalidade, as suas verdades,
valores, saberes de tantos outros mundos, usando as bases das construções do
seu primeiro mundo. E num piscar de olhos está adolescente, adulto e parindo
nova criança, que a princípio aprenderá pelos sentidos, emoções e movimentos...
Note que em todas as fases, a participação ativa da criança na EXPERIÊNCIA
é fundamental. Afinal, não é possível desenvolver no lugar do outro. Assim, com
bom senso, não devemos impedí-la, pois será como querer alimentá-la oferecendo-lhe
um cardápio. Logo, quantidade e qualidade de experiências são importantes,
assim como o modo como a criança interage com a oportunidade. E isso se
aprende. Atenção! Dizer a criança que ela não é capaz, enche-la de medos, criar
resistências, fazer em seu lugar, superprotegê-la, poupá-la, devem ser
observados, pois são impeditivos de desenvolvimento. Vale diversificar
atividades, não se acomodar só a tecnologia, criar boas oportunidades de
aprendizagens e desenvolvimentos e reflitir sempre sobre o mundo oferecido ao filho,
pois é dele que ele constituirá o seu primeiro e mais importante mundo. Base de
tudo e de todo o resto. Atente-se a isso. Feliz mundos!
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22 de set. de 2016
185. BRINQUEDOS AJUDAM?
Como quase tudo na vida, depende. Há brinquedos geniais que ajudam a
desenvolver a imaginação, o autoconhecimento, a socialização, a coordenação, a
lógica, a cognição, a emoção, entre outros. Como há brinquedos que preocupam,
como muitos eletrônicos. Vi um menino ávido por matar grávidas, pois valiam o
dobro. Arrepiei-me. Pois ainda que seja virtual, a experiência fica registrada
no cérebro da criança, com suas aprendizagens, sejam boas ou ruins. Além disso,
a criança demora a distinguir realidade de fantasia. Cuidado, cuidado! Também, diversificar
com muitos brinquedos não é efetivo. Já sabemos pelo nosso guarda roupa que
quanto mais opções, mais nos parece que não há nada para vestir. Quase toda
criança, cercada de brinquedos, diz: “Não tenho nada para brincar!” Além disso,
brinquedos prontos tendem a limitar, pois já possuem uma função e um modo de operar.
Comparemos um carrinho com controle remoto com um carrinho feito pela criança
de garrafa pet, rodas de tampas que se movimentam com roldanas e elásticos.
Qual destes dois brinquedos propiciam mais desenvolvimentos à criança? Há
escolas, como na Noruega, que trocam os brinquedos por sucatas, tecidos, roupas,
almofadas para que as crianças criem. Trabalhei em uma em SP que o maior
brinquedo era a natureza. As crianças inventavam coisas incríveis. O que se percebe?
Que elas tornam-se mais criativas (fundamental aos dias atuais), usam mais a
imaginação (essencial à alfabetização) e tem menos conflitos entre elas. E o melhor,
nenhuma criança reclama e adora. Fica aí a dica.
16 de dez. de 2015
173. EU QUERIA SER CRIANÇA PARA SEMPRE.
“Eu queria ser criança para
sempre” foi uma das frases da menina de sete anos. Claro que eu fui investigar o porquê. Acho
uma delícia entrar no mundo da criança. É tão mais lógico, simples e surpreendente!
Logo vi, que era menina como eu fui. Gostava de brincar. E queria ser sempre
criança para poder brincar para sempre. Este era o seu desejo. E só se deseja o
que se conhece? Talvez. E ela conhecia: brincava e sabia o que era brincar. Nossa
conversa foi entrecortada por piruetas, mergulhos na piscina, corrida atrás da
bola, penteados diferentes em mim enfim, uma conversa brincante. Mas continuei nosso
rico diálogo enquanto dava um tapa na bola que não podia tocar o solo. “Adulto
não pode brincar?”, perguntei. Ficou confusa. E então seguimos nossa conversa
enquanto ela ia descobrindo que tinha tios, conhecidos e professores que sabiam
ser crianças para sempre.
Infelizmente, esta menina é minoria. A maioria das crianças com esta
idade já estão ocupadas com coisas de mocinha. Batom, esmalte, chapinha, até
depilação eu já vi! O que é uma pena, pois para manter a criança viva é preciso
primeiro ser criança. E a infância... a infância... passou.
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