3 de nov de 2014

125. BAÚ VERDE

Bel

Trocando e-mails com Valéria Tavares fui tocada por sua ideia, profissionalismo e pessoa. Pedi-lhe então que escrevesse um texto para aqui postar. Ei-lo.

“A Bel nasceu em Londres, e lá era tudo mais fácil. Fiz uma boa rede de mães e trocávamos não só dicas e conselhos, mas também roupas e brinquedos. Quando precisava comprar algo, quase sempre escolhia comprar usado. Objetos que não tinham mais utilidade eram rapidamente passados adiante.
Aí nos mudamos para o Brasil. Foi no susto. Descobri um câncer quando estava aqui de férias e ficamos para fazer o tratamento. Como não foi uma mudança planejada, o estranhamento foi grande. Ao olhar a nosso redor, ficamos assustados com o que vimos: preços surreais e mesmo assim um consumismo exacerbado. Crianças que de tanto terem tudo não apreciavam nada. Uma cultura do “é meu” que não dava espaço para uma visão coletiva. Pensamos: não é assim que queremos criar nossa filha.
Por acaso, essa reflexão se deu na época do aniversário da Bel. Trouxemos da Inglaterra dois brinquedos incríveis com a certeza de que seriam um sucesso: um patinete com banquinho e um andador de madeira com blocos. Ela detestou os dois. Começou a andar só com 16 meses então até lá os brinquedos não faziam sentido para ela. Viraram decoração. E foi por isso que criamos o Baú Verde. Alugamos brinquedos para o dia-a-dia de crianças de 0 a 4 anos. São aqueles brinquedos do dia-a-dia mesmo, super importantes para o desenvolvimento das crianças mas que são caros e logo são ignorados. O Baú Verde é nossa contribuição para aqueles pais que, como nós, querem dar diferentes estímulos para os filhos de uma forma mais consciente e sustentável.
Para conhecer melhor, acesse: www.bauverde.com.br.”


7 comentários:

  1. Anônimo11/04/2014

    Muito interessante a proposta e seus valores. Apoio.

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    1. Também achei muito interessante. Por isso, divulguei. :)

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  2. Anônimo11/04/2014

    Entrei no site e é uma pena que essa ideia só vale para o Rio. Mas é uma ideia ótima que eu também apoio.
    Um beijo Prô.
    Ana Carla da Fafire.

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  3. Ana Carla,
    Vamos pensar que por enquanto é só no Rio, certo?
    beijo beijo

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  4. Belíssimo texto e reflexão. Quando mais se tem, maior a chance de não valorizar.
    Incrível projeto ! Parabéns.

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    1. Tem muito dos valores que vivenciei lá na Escola Ágora, lembra? E que vejo que deu e dá certo.beios Filhota. Te amo

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  5. Anônimo11/23/2014

    Ótima idéia. As crianças da minha família sempre gostaram de brinquedos usados e simples. Segue aqui uma historinha interessante da minha sobrinha mais velha hj com 26 anos e com dois filhos (Um de 05 anos e uma com quase 02).
    Os pais dela resolveram não fazer a festa dela de 02 anos, pois fizeram uma muito grande no primeiro ano, aí resolveram levá-la uma loja antiga daqui chamada Mesbla, que era referência em brinquedos de ponta. Com muito dinheiro disponível pediu que ela escolhesse o que quisesse, ofereceram muitos brinquedos, inclusive bonecas que faziam de tudo. E ela olhava, olhava e não se interessava por nada. De repente ela vem de lá com uma caixa de dominó de madeira, daqueles que ainda tem que colar as figurinhas, e foi só isso que quis. E ela brincou e se divertiu com ele durante muito tempo. Não importava o dinheiro e nem as tecnologias ou exuberância das bonecas, foi aquele simples dominó que a fez feliz. Sou fão dela até hoje que se tornou mãe e mulher e com muita responsabilidade e dignidade. Bjs PatVal

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