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| Foto de Nelson Antoine/ Fotoarena |
Andar, falar, pular, desenhar, pedalar, nadar, escrever, ler, pensar, contar,
somar, multiplicar, brincar... É muito prazeroso acompanhar os filhos conquistando
sonhos e desenvolvimentos. Seja qual for a fase e a conquista não há como não
nos orgulharmos independente do resultado. Sempre acho o processo o mais bonito
de se contemplar, isto é, de fixar o olhar com encantamento, com admiração. O
resultado também importa, afinal será base para novas conquistas, mas o
processo... Estamos acompanhando nossa caçula na 2ª fase da FUVEST (vestibular
da USP). Por meses e meses vi esta menina debruçada em livros, apostilas,
rascunhando aqui, desesperando-se ali, vibrando acolá. Vestibular é algo
realmente desumano e ouvir a conversa desses meninos me dá um certo alivio:
esquecemos a maioria destes conteúdos, abrindo espaço para aprendizagens mais
significativas. Ao chegar lá, vários jovens aguardavam o portão abrir. A
maioria parecia bem mais velha que ela, afinal entrar na USP de primeira é para
poucos. Mas fomos leva-la em comitiva para darmos uma força: pai, mãe, irmã. E
ela comentou: “Acho que sou a única que estou com a família.” Esperamos que ela
entrasse e ficamos do lado de fora até que o portão se fechasse. Quando olhei
ao redor, vi várias famílias também na mesma situação e pensei: “Que bonito é
poder acompanhar de perto, afligir-se junto, mostrar apoio, mas deixar que os
filhos conquistem por si os desafios que os esperam.” Amanhã, ao final da
última prova combinamos de tomar um porre... de milk shake! Merecidíssimo! Tim
tim.







