Percebo muitos pais assumindo ou protegendo o comportamento e a responsabilidade dos filhos. Isso não é educativo. Em reunião de Pais e Mestres, da Educação Infantil ao Ensino Médio , é muito comum percebermos pais aflitos com as atividades dos filhos. Anotam as tarefas, os conteúdos das provas, verificam com o professor cada passo dado pelos filhos. Estarão os pais protegendo-os do mundo real? Creio que não. Mas, alguém pode perguntar: “Mas se eu não faço isso, ele também não faz e será reprovado!” E eu rebato: “Como aprender a ter responsabilidade e autonomia se não se tem espaço para tal?” O ser humano tem uma tendência ao comodismo. Se os pais assumem a responsabilidade que é do filho, para que ele irá assumir? Além disso, se você não acredita na capacidade do seu filho, então é melhor parar e rever a maneira como está o educando, pois ele é sim capaz. Porém, só aprendemos a fazer fazendo. E a aprendizagem não se dá de forma passiva e automática. Pelo contrário, é um processo longo, que requer intenção, erros, acertos, esforço, reforço, motivação. E, por isso, ensinar requer paciência, persistência, vontade, criatividade, e principalmente, é preciso acreditar no aprendiz. Lembre-se: Seu filho precisa aprender a ter responsabilidade por seus atos, a assumir suas escolhas e a enfrentar as adversidades do dia a dia. Ensine-o e seja um bom exemplo. Isso sim irá protegê-lo do mundo real.
Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
20 de abr. de 2012
9 de abr. de 2012
48- PREPARE SEU FILHO PARA O MUNDO REAL.
PARA PENSAR:
Uma escola da Califórnia, cansada de ser processada pelos pais que exigem a aprovação do filho mesmo com muitas faltas e sem os trabalhos escolares, resolveu gravar em sua secretária eletrônica a seguinte mensagem:
- Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecle 1.
- Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa - tecle 2.
- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecle 3.
- Para insultar os professores - tecle 4.
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos - tecle 5.
- Se quiser que criemos o seu filho - tecle 6.
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecle 7.
- Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano - tecle 8.
- Para se queixar do transporte escolar - tecle 9.
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecle 0.
- Mas se você já compreendeu que este é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!"
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecle 1.
- Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa - tecle 2.
- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecle 3.
- Para insultar os professores - tecle 4.
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos - tecle 5.
- Se quiser que criemos o seu filho - tecle 6.
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecle 7.
- Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano - tecle 8.
- Para se queixar do transporte escolar - tecle 9.
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecle 0.
- Mas se você já compreendeu que este é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!"
3 de abr. de 2012
47. RIA, NÃO COMPLIQUE E EXPLIQUE
PS: DE VOLTA
Minha coluna na Revista Pais & Filhos continua semanalmente. Toda quarta tem novidade no site da revista. A proposta é estar DE OLHO NO COTIDIANO e a partir dele refletir e trazer dicas que ajudam na educação entre pais e filhos. Mas, saudosa do FILHOsofar, consegui melhor me organizar e cá estou de volta. Então, vamos à primeira postagem de 2012.
RIA, NÃO COMPLIQUE E EXPLIQUE
Muitas vezes acreditamos que os filhos percebem a realidade assim como nós. Porém, quase tudo o que há em nosso cérebro é fruto da nossa experiência e que é única. O que muitas vezes parece óbvio aos adultos, para a criança não é, pois ainda não construiu aquele conhecimento, ainda não o experimentou.
Quando eu era bem pequena, levaram-me para uma fazenda e vi pela primeira vez tirarem leite de vaca. Achei aquilo incrível, mas quando encheram um copo e me entregaram para beber eu logo respondi: “Não quero, eu só tomo leite de xícara!” Todos riram, eu não entendi a graça e ficou por isso mesmo. Anos mais tarde, descobri que aquele leite era o “mesmo” leite que eu bebia em casa. Observem, eu não sabia o processo do leite até que ele chegasse à xícara. Isso se aprende, como todo o resto. Diferentemente, os adultos que riram já tinham este conhecimento, já tinham experimentado e vivenciado o processo. Eu não. Sei que me fizeram sentir como se estivesse entrando num filme que já havia começado. Assim, pode rir sim, pois a espontaneidade e as construções da criança são deliciosas. Mas, ajude-a a entender o que se passa. Afinal, você já entrou neste filme faz tempo!
31 de jan. de 2012
DOR DE PARTO E DE PARTIR
Minha filha mais velha, aos 17, voltou para São Paulo,
onde cursará a faculdade. Não há como não ficar mexida, estranhar o
quarto vazio, o ninho grande, a mesa faltando um, o silêncio no ar. Não há como
se enganar e deixar de ver o óbvio: os filhos crescem. Já repeti várias vezes
por aí: educamos os filhos para o mundo. E assim fiz. Mas, agora que o mundo os
chama, posso notar que a teoria na prática é mais complicada e difícil.
No dia em que ela viajou senti uma dor muito forte no
corpo todo, parecida com a dor de parto, mas desta vez era dor do verbo partir.
Por um lado, sentia orgulho do seu desenvolvimento e ousadia. Por outro, não
continha o choro. Foi duro perceber que encerrava-se um ciclo, o qual eu estava
achando rápido e intenso demais! Quando os filhos nascem, suas vidas estão
literalmente em nossas mãos. E então vamos educando-os e os levando,
paulatinamente, a assumirem suas vidas. E foi esta a sensação que tive: como se
tivesse chegado a hora de passar o bastão. Mas já? Fiquei com esta inquietação
em mim: Estaria na hora? Não seria cedo demais? Seria saudável amadurecer tão
rápido! E impedir o amadurecimento?
Na TV passava um programa onde as crianças aos dez
anos já eram emancipadas. Aliviei-me um pouco. Compartilhei com amigos e amigas
minha angústia, mas fiquei ainda mais confusa. As mulheres ouviam e antecipavam
o sofrimento em drama: “Meu dia chegará!” Os homens, em sua maioria, achavam
tudo uma maravilha e uma oportunidade muito rica. Queria pensar como eles, mas
não há como. Eles não conhecem a magia, a completude e a transformação do ser,
para sempre, quando se gera um filho dentro de si. É uma relação muito amalgamada!
Além disso, o filho sai da barriga, mas nunca mais sai da cabeça.
Voltava o pensamento à minha filha, que me disse antes
de embarcar: “Não será fácil deixar tudo isso, mas estou com muita sede de
amadurecimento!” Que vontade egoísta que me deu de colocá-la no colo e não
soltar mais. Foi quando me dei conta do que eu fazia com meus alunos
universitários e que agora ela era uma. A cada nova turma eu proporcionava
vivências para que os alunos se percebessem sujeitos do conhecimento e autores
da própria vida, assumindo-a com responsabilidade e autonomia entre outros
tantos saberes. Ela também sabia disso, mas apreciar o voo do filho alheio
parecia mais fácil! Até que ouvi de uma mãe cujo filho tem 40 anos: “Agora ele
está bem mais independente e dono de si.” E pensei: Que mania temos de
achar que os filhos nunca crescem! Não, não seria este o meu desejo.
Voe minha filha, voe. Nem tão alto para não derreter
as asas ao sol e nem tão baixo para não molhá-las ao mar. Voe minha filha e
saiba que aqui tens um porto seguro para te apoiar, te orientar, te fortalecer,
te dar descanso e te amar, por toda a vida. E, se sentir saudade, alegre-se:
Sinal de que valeu a pena, que ficou com boas marcas e que foi bom demais.
Uma dica? Dê uma boa base ao seu filho, viva intensamente
cada momento, prepare-se e o prepare para voar. E, lembre-se: asas grudadas não
voam. Deixemos, então, voar.
23 de dez. de 2011
46. FILHOsofar não tem fim.
Pessoas queridas,
A vida agitou-se e precisei dar uma parada no blog, mas não de FILHOsofar.
Para quem gosta do assunto, isto é, da Educação entre Pais e Filhos, você pode acompanhar discussões semelhantes na minha coluna semanal da Revista Pais & Filhos. Toda quarta tem novidade. Nela, o maior propósito é partir do cotidiano e dele extrair reflexões, discutir conhecimentos e trazer dicas e sugestões que colaboram com esta difícil e encantadora relação. Sugiro ainda, que cada leitor sinta-se a vontade para fazer com que a coluna seja dele também. Faça isso, leia, participe, deixe lá o seu palpite. E, quem sabe não nos aproximamos da "fórmula ideal" desta missão que é a educação dos filhos.
Entre no site da revista http://revistapaisefilhos.com.br/
Nele você encontrará uma aba SÓ NO SITE.
Clique nela e me encontre: Lígia Pacheco.
Aconselho que leia também os comentários dos outros leitores. São deliciosos e bem produtivos.
Espero-os por lá.
Grande abraço,
Lígia Pacheco
A vida agitou-se e precisei dar uma parada no blog, mas não de FILHOsofar.
Para quem gosta do assunto, isto é, da Educação entre Pais e Filhos, você pode acompanhar discussões semelhantes na minha coluna semanal da Revista Pais & Filhos. Toda quarta tem novidade. Nela, o maior propósito é partir do cotidiano e dele extrair reflexões, discutir conhecimentos e trazer dicas e sugestões que colaboram com esta difícil e encantadora relação. Sugiro ainda, que cada leitor sinta-se a vontade para fazer com que a coluna seja dele também. Faça isso, leia, participe, deixe lá o seu palpite. E, quem sabe não nos aproximamos da "fórmula ideal" desta missão que é a educação dos filhos.
Entre no site da revista http://revistapaisefilhos.com.br/
Nele você encontrará uma aba SÓ NO SITE.
Clique nela e me encontre: Lígia Pacheco.
Aconselho que leia também os comentários dos outros leitores. São deliciosos e bem produtivos.
Espero-os por lá.
Grande abraço,
Lígia Pacheco
24 de nov. de 2011
45- COLUNISTA NA REVISTA PAIS & FILHOS
Olá a todos e a todas!
Aviso que agora além do blog você pode ter um pouco mais de educação entre pais e filhos em minha coluna na Revista Pais & Filhos. Nela, partirei de histórias do cotidiano para discutir conhecimentos, trazer dicas e sugestões que colaboram com esta tarefa tão importante.
No site da revista (www.revistapaisefilhos.com.br) acesse a aba “só no site” e lá me encontrará. A coluna é semanal e toda Quarta-feira haverá novidades. Você pode deixar seu recado, contar suas histórias, dúvidas, vitórias, enfim, compartilhar comigo e com os leitores o que achar que convém.
Conto com a sua participação.
Grande abraço,
23 de nov. de 2011
44- PASSOU OU REPETIU?
Chega o final do ano. Muitos pais e alunos ficam apreensivos: Passou ou vai repetir o ano? Claro que isto importa, mas há que tomar muito cuidado com o que está acontecendo. Vejo inúmeros pais oferecendo aos filhos presentes caríssimos caso eles passem de ano. E tantos outros, ameaçando os filhos caso repitam o ano. É preciso ficar claro para o seu filho o porquê ela vai à escola e para que ela serve. E então, que seu filho tenha consciência, assim que possível, de que ele é o responsável primeiro pelo seu desenvolvimento. Não basta ofertar o melhor, se o filho não sabe aproveitar e se não percebe que para aprender é preciso atenção e interação com o que aprende. Por isso, sou contra a barganha. Afinal, se a escola serve para que ele desenvolva, entre outras funções, é bom que ele perceba que ela é um privilégio em sua vida. Mas, se troco o boletim por presente, a sua meta será outra, isto é, o presente, e não as aprendizagens que o possibilitam ampliar a si e ao mundo. E, se seu filho não vai bem na escola e está prestes a repetir é preciso investigar o porque disto e não simplesmente puni-lo. Vamos supor que ele não goste de estudar. Se isto acontece é bem provável que ele não esteja vendo sentido naquilo tudo. Não se aprende por decreto, nem por imposição. E nem adianta dizer que se ele não estudar não será alguém na vida. Olhe em volta e verá que isto não é verdade. Converse com o seu filho, converse com a escola, ajude-o a perceber o quanto pode ser maravilhoso aprender, crescer e desenvolver.16 de nov. de 2011
43- A ESCOLHA DA ESCOLA
Se o meio é tão essencial ao desenvolvimento de um filho, uma boa escola torna-se fundamental. Mas como escolhê-la? Já escolhi muitas escolas para as minhas filhas, por mudarmos muito de cidade. Minha filha mais velha acaba de terminar o 3º ano do Ensino Médio em sua 9ª escola. E, creia, temos grande preocupação em escolhê-las. É tão importante que ao chegar na nova cidade, a escola é escolhida antes da moradia, pois sabemos o quanto o trânsito desgasta qualquer ser humano. Além disso, há trabalhos em grupo, atividades extras curriculares, festas de amigos e a logística fica mais fácil quando se tem autonomia para ir e vir. Em cada idade, valorizávamos aspectos diferentes nas escolhas. Mas em todas as fases havia algo em comum: a escola tinha que ter espaço, ser afetiva, preocupada com a construção do ser e do conhecimento (e não a reprodução deles). Ter uma proposta pedagógica que afinasse com a nossa visão de homem e de mundo. Mas, com o tempo fui percebendo que toda escola tem seus acertos e erros, e que a melhor delas é a própria família, inclusive para consertar erros cometidos pela escola. E, aprendi que de nada vale uma proposta maravilhosa, se o professor não for um encantador de alunos, e se não resignificar a sua prática diariamente. E que importante mesmo é que o filho seja feliz, sinta-se gente e possa compreender e transformar a si, aos outros e ao mundo com respeito, liberdade, autonomia e responsabilidade. Esta é a boa escola para as minhas filhas.
8 de nov. de 2011
42- MÃES DEBATEM A PADRONIZAÇÃO DA ESCOLA
Na página do facebook, uma mãe postou a pergunta curiosa do filho de 4 anos: “Quando o sonho acaba a gente desaparece?” E, questionou para a sua rede social: “Como será que os testes de avaliação padronizados avaliam essas falas tão ricas das crianças?” Uma mãe garante: “Esses testes tiram a possibilidade mínima de inclusão da criança. A padronização só ajudou minha filha a regredir, e muito.“ Outra mãe desabafa: “Meu filho não quer mais ir à escola. Reclama da rotina e está desmotivado.” Acredito que as contribuições prosseguiram. Mas, a fala destas mães já merece especial atenção. Falemos da padronização. Já percebemos que é na diversidade que encontramos as maiores riquezas, mas muitas escolas ainda insistem em formar, isto é, colocar na forma, os seus alunos. E ai de quem não se encaixar ou se moldar na forma pré-determinada! Fica rotulado, marcado, sem auto-estima, sem forma. E regride. Claro, que criança aguenta sentir-se excluída e não pertencente a um grupo? E, quando a criança nem quer mais pertencer a este grupo como tem acontecido ao menino desmotivado? Mas, o que a escola tem disponibilizado a ele? Um ambiente homogêneo, repetitivo e mecânico? Atenção escolas! O cérebro do aluno gosta de novidade, assim como os nossos. Surpreender o aluno e incluí-lo em seu processo de aprendizagem ajuda-o a ter e a manter um motivo-na-ação e a desejar ir à escola. Três crianças diferentes dão, de certa forma, o seu recado. Atentemo-nos a elas.3 de nov. de 2011
41- TENTE OUTRA VEZ
Educar filhos não é tarefa fácil. É preciso muita persistência e determinação, concorda? E, mesmo quando as temos, nem sempre dá certo e até passa pela cabeça desistir, deixar para lá ou para mais tarde. E eis aí o perigo, pois quase tudo espera, mas o desenvolvimento do seu filho não. Com ou sem o seu consentimento, o seu filho crescerá, e potencializará aquilo que o meio e ele permitiram desenvolver. Se abro mão de educá-lo, alguém tomará a frente, o influenciará, e o educará. Se não educarmos os filhos, o mundo o fará. É bem comum ter vontade de chutar o pau da barraca e desistir. Principalmente se já foi tentado de tudo, e nada dá certo. Calma, você não está sozinho. Há muitos pais querendo desistir, como há os que assim já fizeram. Mas não vale a pena, o trabalho só se postergará e se tornará maior. Pare, acalme-se, respire fundo e visualize o seu foco, isto é, que tipo de filho quer e para que mundo. Há ainda uma boa caminhada. Mas não desanime, perceba os progressos, as vitórias e saiba que não se vence só por acertos. O erro faz parte da aprendizagem. Observe a sua vida e veja como o erro possibilita multiplicar habilidades, criatividade, jogo de cintura, autoconhecimento e desenvolvimento. Errar faz parte do processo humano. Isto vale também para quando aprendemos a ser pai e mãe. Por isso, não desista do seu filho. Errou? Aprenda com o erro, levante, sacuda a poeira, recomece e tente outra vez. Aproveite para ouvir Raul, que dá forças para continuar seguindo.
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