24 de jun de 2018

215. A COPA DO MUNDO NO MUNDO DAS EMOÇÕES.

Photo by Dan Gold on Unsplash
Os jogos da copa afloram e potencializam em nós muitas emoções e sentimentos, o que facilita com que tomemos mais consciência deles para melhor SENTIR, NOMEAR, PENSAR, GERIR e bem AGIR. E o melhor modo de educar as emoções é conhecendo mais deste mundo, que por séculos foi tão preterido em prol da razão. Todavia, pesquisas, em especial das neurociências, revelam o oposto: a emoção precede a razão e interfere fortemente em nossos processos perceptivos, emocionais, cognitivos e comportamentais. Quando um jogador erra um pênalti, sabemos que não foi por falta de treino. Mas, na maioria, a emoção mal gerida contaminou os demais processos impedindo o gol. Assim como, quando metemos os pés pelas mãos, ou agimos sem pensar e nos damos mal. Sim, isto é má gestão das emoções, isto é, quando não as usamos a nosso favor. Importante diferenciar emoção de sentimento para que aprendamos a agir sobre eles com maior eficiência, assim como ensinar aos filhos para que desde a primeira infância consigam identificar as suas emoções e a cuidar delas. As EMOÇÕES são o que nos move, o que dá vida à vida e são manifestadas por reações fisiológicas, como sudorese, taquicardia, aumento das pupilas, entre outros. O SENTIMENTO é a racionalização deste movimento no corpo que a emoção causou. E ambos irão se pautar em experiências anteriores registradas na memória. Observe que todo estímulo que provém do meio não vem carregado de emoção, mas somos nós, cada um de nós, que interpretamos e damos um “colorido” ao que entra a partir das nossas memórias emocionais construídas em experiências anteriores. Por isso, uma barata pode parecer um dinossauro para um, enquanto que para outro ela é apenas um inseto. Alerta! As memórias da infância são muito poderosas e importantes e muitas delas acabam servindo de base interpretativa às novas situações até quando já adultos. Cuide das do seu filho. Assim, os estímulos que entram em nossos cérebros passam pelo centro das emoções, são interpretados a partir de memórias registradas gerando um colorido e um movimento à informação e preparando o corpo para uma ação baseada nesta análise. Todavia, antes de agirmos primitivamente, temos a chance de interpretar todo este movimento de modo racional, lembrando que a informação já foi contaminada pela emoção. Mais um motivo para ficarmos alertas às memórias emocionais das crianças. A racionalização da emoção acontece em nossa área cortical mais nobre: pré-frontal, onde se processam as funções executivas, a gestão das emoções, a moral, o certo e o errado, o justo e o injusto, o bom e o mal entre tantas outras funções essenciais à nossa sobrevivência e ao nosso progresso, além de serem muito requisitadas ao assistirmos aos jogos da copa. Afinal, haja coração! Ou melhor, haja sistema límbico e pré-frontal! Atente-se, pois o pré-frontal começa a se desenvolver entre 3 e 4 anos e precisará muito aprender para isso. Logo, precisará ser ensinado. E, conscientes ou não, a nossa interferência dirá muito deste desenvolvimento e nosso comportamento também. Pois, a criança, com seu sistema nervoso ainda imaturo e suas poucas experiências de aprendizagens, tem dificuldades para lidar com as emoções e com todas as novidades à sua volta. Então, utiliza-se de um grande recurso para aprender: a imitação, que acelera (ou retarda) processos.  E esta aprendizagem, cognitiva, psicomotora, emocional, servirá de base a outras novas aprendizagens como vimos. Por isso, é bom cuidarmos de nossos comportamentos, pois eles dizem de como usamos a razão em benefício da emoção (ou não). E nossos filhos nos imitarão. Assim, fique de olho na copa do mundo sem perder o foco também no mundo das emoções. Afinal, sabemos bem: em jogo do Brasil, haja emoção!
Vamos lá, Brasil!
No próximo post, trarei um exemplo bem prático para que fique ainda mais claro o poder das emoções e o quanto as emoções dos pais dirão das emoções dos filhos. Inscreva-se e receba por email. Até a próxima!


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