14 de set de 2011

31- PAIS DE VESTIBULANDOS.

Estive ontem à noite em uma palestra para pré-vestibulandos, onde excelentes professores discursavam sobre as causas e as consequências do 11 de Setembro. Fui a convite de minha filha, que vive neste complexo contexto que antecede o vestibular. A plateia estava lotada de jovens, que mesmo após onze horas de aulas, mostravam-se resistentes, atentos, com boas perguntas de tudo o que viam e ouviam. Olhei-os com admiração, pois bem sei o quão difícil é esta fase da vida. Fase de muitas experiências, dúvidas, descobertas, conflitos, angústias, encontros, desencontros, escolhas, muito de tudo e de tudo, muito. Fase em que se quer alcançar o mundo, as pessoas, as ideias, onde se quer “pertencer a” enquanto se descobre quem é. E, nesta atrapalhada vem o vestibular trazendo com ele uma gama de profissões para escolher uma, conteúdos sem fim e pressões por todos os lados e de todos os tipos. Pressão social, física, psíquica, emocional, cognitiva, cultural, escolar, mercadológica, entre tantas, que irão interferir fortemente na escolha profissional. Escolha que influenciará no estilo de vida, de relações, de modos de pensar, agir, sentir do jovem que a escolheu. Não, não é determinante, mas é uma escolha muito séria e que envolve diversos fatores para tão pouco conhecimento de vida! Por isso, neste momento, é bom estar bem próximo, pensar junto nas escolhas, estar pronto a apoiar, ouvir e colaborar para que intensifiquem a confiança, a determinação e a força para seguirem os seus caminhos.

4 comentários:

  1. Anônimo9/19/2011

    Diz Paulo Takeuti:
    Realmente é bom os pais darem todo o apoio aos vestibulandos, pois além de estarem preparados,devem estar bem alimentados,descansados não somente dormindo mas algum relax que possa aliviar a mente. Antes do dia da prova se não conhecer direito,é recomendável ir até o local a fim de saber onde fica, tempo que irá gastar para chegar, etc.
    Quando minha filha estava como vestibulanda, no final do ano sentia tanta dor de cabeça que nenhum remedio surtia efeito. Não pensei outra: levei ao medico acupunturista e pedi para fazer algumas sessões de acupuntura. Melhorou bastante a ansiedade. Como resultado, passou em Farmacia&Bioquimica na Unesp(Araraquara), Unicamp(Campinas), Unifesp(Diadema) e USP(São Paulo). Acabou matriculando em São Paulo e no ano que vem irá concluir o curso.

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  2. Paulo, obrigada por sua participação tão importante e valorosa. Conselho de quem viveu a experiência e obteve êxito. Quem tem olhos para ler, leia e aproveite.

    Paulo foi um aluno da PUC por quem tenho enorme carinho.
    bjs

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  3. Gabriela Pacheco9/23/2011

    É sim uma fase de muitos conflitos, dúvidas, angústias, medos, desencantos e desencontros. Mas que quando se tem pessoas que te amam por perto, que te apoiam, pensam junto, abraçam, acolhem, vivenciam, protegem mas preparam para voar, o vôo fica muito mais interessante e confiante. Díficil é querer voar, e ao mesmo tempo, querer ficar protegido debaixo das asas da mãe.

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  4. Pois é minha querida, assim é a vida. E é mesmo dialética a danada. Voamos ou ficamos protegidos?, questionam os filhos. Deixamos voar ou os mantemos em baixo de nossas asas?, perguntam-se os pais. E não é decisão fácil e bem resolvida. É preciso aprender, tanto pais quanto filhos. Te amo minha Linda.

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