Fui a um restaurante e na mesa ao lado havia uma criança pequena
chorando. Meu marido comentou: “Isto é choro de dente nascendo!” Achei graça,
pois nossas filhas já estão moças. Como é que ele se lembra? Mas também gostei,
pois ele é e sempre foi um pai realmente atento e participativo. Mas a surpresa
mesmo veio em seguida. O garçon passou por nós com um tablet na bandeja e o
serviu à menina. Colocou-o em sua frente apoiando-o em um tripé e rapidamente selecionou
joguinhos atrativos à sua idade. Ela ignorou, afinal choro de dente nascendo parece
não combinar com joguinhos, mas com afago. Chamei o garçon e lhe perguntei:
“Este tablet é do restaurante?” E ele respondeu afirmativamente,
justificando-se: “Como não temos aqueles espaços para as crianças, então
tomamos esta medida para distraí-las. Foi o jeito!” Entristeceu-me a cena e sei
bem o porquê. Acho o momento da refeição muito especial. Serve para a família
conversar, rir, conhecer-se mais, enriquecer os sentidos com alimentos e
situações diferentes. Serve para educar, ensinar, aprender, fortalecer relações.
Alguém pode dizer: “Mas eles não sabem se comportar na mesa! Eles não páram
quietos e não deixam ninguém conversar!” Verdade. Eles não nasceram sabendo
estas coisas e isto se ensina enquanto
se vive a situação. Aproveitem pais esses momentos tão ricos e cada vez mais
raros com os filhos. Não os deleguem a um tablet ou a uma monitora de
restaurante. Ensine-os a terem prazer em ficar com vocês. Tão bom... tão bom...
tão bom.Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
26 de set. de 2015
166. TABLET NA BANDEJA
Fui a um restaurante e na mesa ao lado havia uma criança pequena
chorando. Meu marido comentou: “Isto é choro de dente nascendo!” Achei graça,
pois nossas filhas já estão moças. Como é que ele se lembra? Mas também gostei,
pois ele é e sempre foi um pai realmente atento e participativo. Mas a surpresa
mesmo veio em seguida. O garçon passou por nós com um tablet na bandeja e o
serviu à menina. Colocou-o em sua frente apoiando-o em um tripé e rapidamente selecionou
joguinhos atrativos à sua idade. Ela ignorou, afinal choro de dente nascendo parece
não combinar com joguinhos, mas com afago. Chamei o garçon e lhe perguntei:
“Este tablet é do restaurante?” E ele respondeu afirmativamente,
justificando-se: “Como não temos aqueles espaços para as crianças, então
tomamos esta medida para distraí-las. Foi o jeito!” Entristeceu-me a cena e sei
bem o porquê. Acho o momento da refeição muito especial. Serve para a família
conversar, rir, conhecer-se mais, enriquecer os sentidos com alimentos e
situações diferentes. Serve para educar, ensinar, aprender, fortalecer relações.
Alguém pode dizer: “Mas eles não sabem se comportar na mesa! Eles não páram
quietos e não deixam ninguém conversar!” Verdade. Eles não nasceram sabendo
estas coisas e isto se ensina enquanto
se vive a situação. Aproveitem pais esses momentos tão ricos e cada vez mais
raros com os filhos. Não os deleguem a um tablet ou a uma monitora de
restaurante. Ensine-os a terem prazer em ficar com vocês. Tão bom... tão bom...
tão bom.24 de set. de 2015
165. UNINDO O ÚTIL AO AGRADÁVEL.
Fui procurada por Michele Pergher, que me contou de um projeto bem
interessante e pedi que nos contasse sobre ele.
Após um período
de 6 anos na Austrália, Michele e Everson Pergher decidiram voltar ao Brasil
trazendo uma proposta inovadora e diferenciada. Tornaram-se máster franqueados
da Little Kickers no Brasil que possui um programa de futebol e inglês
especificamente desenvolvido para meninos e meninas de 1 ano e meio a 7 anos. As
turmas são divididas por idades respeitando o desenvolvimento motor e cognitivo
das crianças e utiliza os estilos de aprendizagem - Visual, Áudio e Cinestésico
(VAC), os quais já discutimos aqui no blog como essenciais à aprendizagem. O
Littke Kickers teve sua origem no Reino Unido em 2002, mas já ganhou o mundo. No
Brasil iniciou em 2014 em Porto Alegre em escolas particulares e em duas sedes
e já estão fazendo a sua história com mais de 450 alunos em menos de um ano e
meio de operação. "Agora estamos em contato com possíveis investidores no Rio de Janeiro, Florianópolis e São Paulo", conta Everson, com plano de expansão para todo o Brasil.
Não estou
ganhando para divulgar o projeto, mas aqui estou pois gostei da forma como fui
abordada, por acreditar na solidariedade e por achar o projeto criativo e bom
desenvolvedor de habilidades e competências. No mundo atual, onde as crianças
estão cada vez mais sedentárias, isoladas em seus mundos virtuais e precisando
aprender o inglês para dar conta do mundo globalizado, tal projeto vale a pena
ser considerado. É realmente "Muito mais que Futebol e Inglês" e sabe unir o
útil ao agradável.
Para mais
informações acesse o site www.lkfc.com.br
ou a página do facebook: www.facebook.com/lkfcbrasil
Sucesso a vocês!
9 de set. de 2015
164. TIRINHAS QUE DIZEM DE NÓS: SONHOS
Ensinar o filho a sonhar é um grande presente que podemos dar a ele.
Primeiro, é bom sonhar com o que é bem palpável. Traçar metas de acordo com a
idade da criança, planejar, ver o que é necessário para alcançar o sonho. E
ajudá-lo a caminhar nesta empreitada. Hoje os filhos são tão protegidos de
tudo... até dos sonhos. Têm tudo o que querem, na hora que querem e logo estão
no vazio: “Não tenho nada prá fazer!!!” Ensine o seu filho a lutar pelo o que
quer, para que ele não fique como Miguelito a esperar que a vida se encarregue
de dar-lhe algum sentido.
2 de set. de 2015
163. TIRINHAS QUE DIZEM DE NÓS: DISTRIBUIÇÃO DE TAREFAS.
Esta tirinha é bem conhecida por qualquer mãe. Mas pode-se ouvir:
“Pai?” Ufa, ufa! Qual pergunta virá? Eis que vem: “Onde está a mamãe?”
Mães, desenvolvam autonomia em seus filhos, deleguem tarefas, não
assumam tudo. Não pense que seu filho a amará menos se deixar de fazer coisas.
Pelo contrário, ele tenderá a te valorizar ainda mais.
![]() |
| Mamãe, o que você gostaria de ser se vivesse? |
Um erro muito comum que
as mães cometem é pedir ajuda. Se pedimos ajuda estamos querendo dizer que
todas estas tarefas são nossas. Não estou querendo ser feminista. Mas,
convenhamos, estas tarefas são todas nossas? E acredite: saber arrumar a cama e
a casa, fazer o próprio prato, cozinhar em família, cuidar da roupa entre
tantas outras tarefas dizem de aprendizagens de base importantíssimas para que
outras mais complexas possam ser desenvolvidas. Colabore com você e com o seu
filho.
26 de ago. de 2015
162. TIRINHAS QUE DIZEM DE NÓS: PUNIÇÕES
A criança precisa desde pequena ter limites claros e saber porque eles
estão sendo colocados. Quando descumpre o combinado precisa saber que há
consequências. Muitos pais dizem da boca prá fora o que acontecerá e depois têm
dificuldade de fazer o filho viver a consequência. Cuidado! Isto acaba com
qualquer autoridade e respeito. Há outros que preferem fazer vista grossa e
deixar para lá, afinal já são tão ausentes! Perigo! Seu filho pode interpretar
esse desleixo como falta de amor e cuidado. Há ainda os que nem percebem.
Atenção! Você tem grandes chances de ser punido por seu filho. Há ainda as
punições que atrapalham como a que vemos na tirinha. Castigo na biblioteca?
Evitemos associações deste tipo.
Punir é palavra forte demais, mas orientar a criança levando-a a tomar
consciência do que fez e a buscarem juntos alternativas dela reparar o que fez,
pode ser uma grande ação educativa.
19 de ago. de 2015
161. TIRINHAS QUE DIZEM DE NÓS: FRUSTRAÇÕES.
Deixar o filho se frustrar, sofrer, perder faz parte de seu
desenvolvimento emocional. No mercado de trabalho, a maioria dos colaboradores
é contratada por sua capacidade técnica e demitida por falta de gestão
emocional. Claro que o adulto pode correr atrás, mas terá muito mais trabalho
para se desenvolver emocionalmente. Melhor mesmo é começarmos na infância, deixando
as crianças experimentarem as emoções, perceberem como funcionam e irem
aprendendo a fazer ajustes para bem se adaptarem ao mundo social e às próprias
emoções.
12 de ago. de 2015
160. TIRINHAS QUE DIZEM DE NÓS: RESPONSABILIDADE
Desenvolver nos filhos a responsabilidade e a assunção por seus atos é
um grande ensinamento. Bom para os pais, para os próprios filhos e para a
sociedade. Colaboremos.
6 de ago. de 2015
159. TIRINHAS QUE DIZEM DE NÓS: PRESENÇA
No mes passado as postagens refletiram em torno de vídeos que são
postados nas mídias sociais. Este mês será a vez das tirinhas.
Sei que todos nós temos dias corridos com agendas que não damos conta. Vida ansiosa e estressante é o mal deste início de século. Sei também que os filhos ficam muito mais tempo com outras pessoas do que com os pais. Esta é a vida que temos escolhido. Porém, por maior que seja a sua responsabilidade no mundo profissional não deixe de presentear o seu filho com a sua presença, antes que seja tarde demais! Faça valer a sua importância a ele, mostrando o quanto ele é importante a você.
PRESENÇA
Sei que todos nós temos dias corridos com agendas que não damos conta. Vida ansiosa e estressante é o mal deste início de século. Sei também que os filhos ficam muito mais tempo com outras pessoas do que com os pais. Esta é a vida que temos escolhido. Porém, por maior que seja a sua responsabilidade no mundo profissional não deixe de presentear o seu filho com a sua presença, antes que seja tarde demais! Faça valer a sua importância a ele, mostrando o quanto ele é importante a você.
29 de jul. de 2015
158: VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ.
Fim de férias e de volta a rotina. O filho volta a acordar cedo, a ir
para a escola, a fazer tarefas, provas, aulas extra-curriculares de inglês,
dança, futebol, balé. Corre prá cá, corre prá lá. Cuidado com o estresse avisa
o doutor! Mas voltar à escola é muito bom. É delicioso rever amigos,
professores, aprender coisas novas, desenvolver habilidades, perceber a si e ao
mundo de um jeito cada vez mais amplo. Nela temos a oportunidade de fazernos
coisas que dificilmente faríamos sem ela. Mas muitos pais, de forma
inconsciente, passam aos filhos as suas representações de escola, que muitas
vezes não trazem boas lembranças. E repassam os recados: “Se não colocar a
comida para o cachorro vai ter que estudar!” “Se não fizer a tarefa, não vai
jogar!” “Por que você não é estudioso como o seu amigo?” “O que? Foi mal na
prova?” “Se não estudar vai ficar burro!” Ah, o pobre bichano que não tem nada
a ver com isso!
Cuidado! Passamos recados aos filhos sem percebermos. E muitos dos
relacionados à escola e aos estudos são negativos, fazem parte de punições ou
desestímulos. Preste atenção, policie-se, pois aprender é uma das coisas mais
maravilhosas desse mundo. Não estrague esse capacidade de seu filho. E se
estragaram a sua, aproveite para encontrar a magia do aprender.
Neste início de volta às aulas, desejo a cada pai, mãe, professor,
professora e a cada menino e menina que tenha a alegria de ser um eterno
aprendiz. E viva sem ter a vergonha de ser feliz.
22 de jul. de 2015
157: MECÂNICAS SÃO AS MÁQUINAS, NÃO O SEU FILHO.
Inicie assistindo ao video.
A criança aprende por modelos. Isto é, imita o que consciente ou
inconscientemente ensinamos. Já temos um alerta: Prestar atenção ao que
ensinamos sem perceber. Além disso, caímos em armadilhas perigosas. É bem comum
ver crianças dizendo bobagens e palavrões sem ter noção do que dizem. Apenas
reproduzem o que ouvem. Mas, como os adultos riem da graça, elas tendem a
repetir. Afinal, quem não quer ser reconhecido e valorizado? A criança também. Mas, aprender mecanicamente não é bom. É mais
fácil deformar a criança do que formá-la. Por que? Porque tiramos dela uma das
coisas mais lindas que ela tem: a capacidade de pensar. A criança precisa
refletir sobre as suas aprendizagens para inclusive construí-las,
ressignificá-las, retê-las. A oração no vídeo abaixo é um bom exemplo. Observe
que a mãe diz e a criança repete. Seria mais interessante se a mãe fizesse a
sua oração e depois pedisse para a criança fazer a dela. A criança aprenderia a
rezar, mas com o que lhe tem sentido. Lembro das minhas filhas agradecendo a
Deus pelo travesseiro. Eu nunca teria esta ideia e grandeza! Mas, a criança do
vídeo não repete tudo, não cede e tenta argumentar. Bravo! Ela está pensando
sobre o que diz. Momento ideal para parar, “FILHOsofar” e entender o porquê da
discordância. Mas a mãe não dá ouvidos, contorna a oração e só piora. Posso
apostar que ela não gostou de estudar e ir à escola! Cuidemos. Criemos espaços
e tempos para a criança pensar. Não a transformemos em máquinas de reprodução
em busca de aplausos e aceitação. Amém?
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