Na postagem anterior, escrevi sobre estes meninos de 8 e 6 anos, cuja mãe os ensina às atividades domésticas como um trabalho de equipe. E vimos quantas HABILIDADES estão por trás destas atividades tão necessárias ao HOJE quanto ao AMANHÃ destas crianças. (Leia: O que as tarefas domésticas podem causar aos seus filhos?). Hoje é dia de faxina de novo, e lá estão elas a repetí-las. Quando aprendemos algo novo, NOVAS CONEXÕES NEURONAIS são formadas, mas estas precisam de REPETIÇÃO para se estabelecerem. Por isso, manter uma ROTINA é tão importante. Sim, eu sei, dá trabalho ENSINAR. E GASTA tempo. Concorda que seria bem mais fácil à mãe, por exemplo, lavar a louça do que ensinar para as crianças? E ainda podemos imaginar o chão todo molhado, o uso exagerado de detergente e até a espuma no teto. Eu já passei por isso, sei bem como é. Mas como DESENVOLVEMOS mesmo? APRENDENDO. E como aprendemos? Na EXPERIÊNCIA, isto é, FAZENDO. A mãe está GASTANDO o seu tempo sim, mas mais à frente estará GANHANDO TEMPO, pois os meninos já estarão mais habilidosos e poderão contribuir bem mais, não só com a louça, isto eu garanto. Já provei e aprovei destes ganhos. Muitas vezes, é mesmo preciso PERDER PARA GANHAR. Então fica a sugestão: Gaste este tempo agora. E se prepare para contabilizar os inúmeros ganhos.
Oriento FAMÍLIAS, seus FILHOS e formo PROFESSORES. Este BLOG traz conhecimentos experimentados na minha prática com reflexões e dicas para quem ENSINA e APRENDE. Contato: email: prof.ligiapacheco@gmail.com Instagran: @ligiapa
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16 de mai. de 2020
11 de mai. de 2020
227. TROQUE A PALAVRA “AJUDA” POR TRABALHO DE EQUIPE.
Neste período de confinamento, muitas mães, mais do que nunca, estão berrando por socorro. E é muito comum elas dizerem aos membros da família: “Ninguém me ajuda!” Analisemos esta frase: Ao dizer que “ninguém te ajuda”, você está dizendo que esta tarefa é sua. E é? Creio que não. Que tal começar a desenvolver na sua família o trabalho de equipe? Este é um momento incrível para reeducar toda a família. Que tal todos participarem de tudo, dividindo as tarefas conforme a faixa etária? Todos podem participar, inclusive os pequenos. Você acha que a criança é pequena demais para fazer seu próprio lanche? Ensine-a e verás. Você acha que ela é pequena demais para colocar e tirar a mesa? Ensine-a e verás. Será que é pequena para varrer, lavar, arrumar a cama e o próprio quarto? Ensine-a e verás. Nós subestimamos muito a criança. Muitoooo. Quando pensar que o seu filho ou a sua filha são pequenos demais, lembre-se que uma criança de 2 anos já é capaz de correr, falar, dançar fazer graça e birra. Já é capaz de perceber os seus pontos fracos e estrategicamente cutucá-los. E se tiver espaço, este pequeno ser já é capaz de mandar em toda a família e ainda com o dedo em riste e com autoritarismo. Não é? Reeduque sua família. Fazer atividades domésticas ensina muito, inclusive conhecimentos escolares como escreverei outro dia. E toda aprendizagem leva a desenvolvimentos. Troque a palavra ajuda por trabalho de equipe. No começo não será tão fácil, em especial se todos já estiverem acostumados a serem servidos. Mas leve isto a sério e verás o quanto ganhará, não só você, mas toda a família.
4 de nov. de 2017
203. NEM NEM NO ENEM.
Ao meu lado duas jovens conversavam. Uma delas contava o seu drama e a
outra a apoiava. Seu desespero era com o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio),
que inicia amanhã. Dizia que não havia estudado nada e mal havia assistido as
aulas. Preferiu o grupo que bebia e fumava escondido. Não! Não havia se
preparado para o exame que abre as portas a tantas faculdades e universidades. E
dizia freneticamente balançando as mãos: "Já chorei muito, muito mesmo. Não há mais o que fazer a não ser entregar a Deus. E… ter
calma. Muita calma. O único problema é que quando mantenho a calma eu fico
muito calma. E não dá tempo de fazer a prova." E a conversa continuou com mais do mesmo. Conversa típica de um "Nem Nem", isto é, "Nem estuda e Nem trabalha". E como diz a charge, tem sim um descuido dos pais. Além de falta de autoridade e grande despreparo da menina que não se percebe autora da própria vida. Por isso, gasta horas chorando e se lamentando com a amiga, ao invés de estar correndo atrás. E, como é de costume para gente assim, entrega a responsabilidade a outro. Afinal, se não der certo, há quem culpar ou apenas dizer: "Deus não quis!" Abram os olhos, pais. Ensinem seu filho desde pequeno, a assumir as próprias ações e a ir, paulatinamente, percebendo-se responsável pelo próprio desenvolvimento e vida. Mas, não basta blá-blá-blá. Ensinar requer tempo, dedicação, criatividade, vontade e viver o que se deseja e apregoa. Ou isso, ou um "nem nem" folgado e que ainda implica com tudo. Ou não?
8 de fev. de 2017
193. DICAS PARA COMEÇAR BEM O ANO ESCOLAR
CLAREZA NOS PAPÉIS
A escola e seus profissionais tem os seus papéis, os
pais têm outros e o aluno outro. Se não está claro os papéis de cada um, sugiro
que converse com a escola, uma vez que cada uma tem seus “temperos”. É
fundamental que cada um conheça para caminhar com tranquilidade pelo ano
escolar.
VOCÊ TEM AS SUAS RESPONSABILIDADES E O SEU FILHO AS DELE. Desde pequeno,
ensine o seu filho a ser responsável por todas as atividades da vida escolar:
mochila, materiais, provas, tarefas. Ensine paulatinamente sem subestimar a
criança. Com dez anos, ela já deve ser capaz de estar responsável por tudo. E
se foram bem aprendidas, a autonomia e a responsabilidade, nem precisará da
supervisão dos pais.
NO PAINS NO GAINS
Sim, sem esforço não há ganho, já dizia o velho ditado. Mas para nos
esforçarmos é preciso um por que, um motivo na ação (motivação). Ou seja, a
oportunidade e a motivação é uma excelente dupla ao desenvolvimento do seu
filho. Use e abuse. Crie oportunidades onde o esforço valha a pena.
NÃO SE DESENVOLVE NO LUGAR DO OUTRO
Podemos possibilitar desenvolvimentos aos filhos, mas não
desenvolvê-los. E, ainda bem. E como desenvolvemos? Aprendendo. E como
aprendemos? Na experiência. Ou seja, proteger a criança para que ela não se
frustre, canse ou sofra, evitar-se-á que ela viva, experiemente, aprenda e se
desenvolva. Há erros que parecem acertos. Fique de olho.
28 de dez. de 2016
192. BYE BYE SO LONG FAREWELL
2016 vai e deixa marcas. Um ano que sacodiu o Brasil, outros países e
muitos dos bilhões de cidadãos. Para mim, foi ano de mudança, também geográfica.
Ano de inspiração, transpiração, ação. Ano intenso, produtivo, de reencontros e
(des)encontros. Ano para agradecer. Fiz muito do que gosto, trabalhei, viajei, interagi
com a família e com pessoas queridas em cursos, palestras, faculdades e pela
vida. Conheci mais de mim, dos meus, do outro, do mundo, de amor, de felicidade.
Ensinei e muito aprendi. 2016 vi a primeira filha se formar e apesar de
prepará-las para o mundo de forma cuidadosa e consciente, assusta quando conduzem a própria vida e pagam as próprias
contas. A princípio os filhos são carentes de nós, mas rapidamente nós é que
ficamos deles. Noto que diariamente a maternidade pede reflexões e revisões de papéis. Observo
as minhas filhas e vejo a boa base que demos. Como também como elas souberam e
sabem dar continuidade aos seus desenvolvimentos com linda autoria. Aos 22 e 20
anos já possuem um belo caminho profissional, muita experiência enriquecedora,
são comprometidas, éticas, autônomas, responsáveis e sabem respeitar a si, ao mundo e aos outros.
São amorosas, cuidadosas, competentes, pró-ativas, resilientes, posicionadas. E
como todos os filhos têm um mãe coruja. Uma mãe e filhas que vão se constituindo
mãe e filhas numa vida sem ensaios, com perdas e ganhos, com erros e acertos, mas
com vida e com a vida, na busca de vida que seja viva e que valha a pena. Bem
vindo 2017 e felicidade a todos neste fim de ano e no que se inicia. Até lá!
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5 de ago. de 2016
184. AOS RESPONSÁVEIS PELA CRIANÇA E PELO JOVEM.
Fim de férias, volta às aulas, volta à rotina. Feliz novo semestre! E nele
inicio com desejos àqueles responsáveis pela criança e pelo jovem.
Quero desejar que consigam ter mais tempo com eles em quantidade
e qualidade. Que tenham tempo também para si e encontrem suas válvulas de
escape. Que tenham coragem, perseverança, ânimo, determinação e vontade para
bem educá-los. Que busquem conhecimentos, que conversem e criem meios para
desenvolvimentos e relações harmônicas. Que tenham sabedoria no cuidar, sem
super ou sub-estimar. Que sejam norte, ninho e apoio, e exemplo do que a eles desejar. Que consigam estimulá-los diversificadamente e percebam, valorizem e
se encantem com os progressos. Que cuidem bem das escolhas dos que compartilham de sua educação, seja escola, clube, amigo, família, babá. Que tenham uma
relação amorosa, uma comunicação transparente e saibam lidar com cuidado dos
conflitos que aparecem. Que vivam a empatia e que haja respeito uns pelos
outros. Que percebam a responsabilidade de educar para uma sociedade complexa,
dinâmica e orgânica, onde cada um é diferente e faz diferença, seja boa ou má.
Que propiciem o desenvolvimento da confiança, da autonomia e dêem uma base ampla e bem construída para
que possam crescer e por si só andar.
4 de mai. de 2016
180. O BLÁ BLÁ BLÁ NÃO FUNCIONA.
O cérebro é um órgão incrível. Uma de suas características é que não
gosta de mesmice. E convenhamos que o blá blá blá é mesmice e chatice para
todos. Conto-lhes uma história. Minhas filhas tinham 10 e 12 anos e eu estava
cansada de “blá blá blar” sobre as colaborações em casa, que sempre achamos
importante tanto para aprenderem a fazer, como para desenvolverem autonomias e
responsabilidades e se sentirem parte importante da família. Assim, abandonei a
falação e dei início as aulas de percepção. Conto uma delas. Levei-as ao varal
repleto de roupas e perguntei o que viam. Descreveram. Pronto! Final da aula do
dia. Estranharam, mas já me conheciam. No dia seguinte, voltamos ao varal e fizemos
o mesmo. No outro dia, já acharam graça, mas se inquietaram. “Mãe, está tudo
igual! O que é para a gente ver?”, disseram. “Vocês viram exatamente o que era
para ver. O varal está mesmo igual. E que conclusão podemos tirar disso?”, perguntei.
Uma delas disse: “Já sei! As roupas não vão sozinhas para o guarda roupa, né?”
Bingo!!! Agora era preciso outras lições. Mas reforçar também este aprendizado,
não com falação, mas com vida. Pois aprender não é assim tão instantâneo. Em
pouco tempo, lá estavam as roupas de novo esquecidas no varal. Chamei-as até a
lavanderia e comecei a cantar parabéns pedindo-lhes ajuda. “Mas afinal, para
quem é o parabéns?”, perguntaram. Respondi: “Para as roupas no varal. Hoje elas
completam uma semana aí.” Rimos e o recado estava dado. Cometa algumas
loucuras. Tão bom! E bem mais eficientes que o blá blá bla.18 de nov. de 2015
171. VOCÊ JÁ DESENHOU O PERFUME DE UMA FLOR?
Estava em seminário com as educadoras Maddalena Todeschi e Loretta
Bertani de Reggio Emilia (Itália), cidade reconhecida pela sua educação
infantil. Em suas escolas há muita reciprocidade entre adultos e crianças, num
clima de alegria e com liberdade para expressar o seu ponto de vista sem que
haja julgamentos. “Quanto melhor este clima, mais cada um trará o original que
há dentro de si.”, diz Todeschi, e que vai ampliando-se a partir das
experiências. Também não há salas fechadas, mas diferentes espaços que se
interligam possibilitando a construção ampla do que se aprende, bem como a sua
revisitação. Espaços para desenho e pintura, construção, jardim interno e
externo, cozinha, enfim uma escola repleta de possibilidades de aprendizagens e
em movimento. Conto um episódio. Numa determinada turma e momento, discutia-se
o desejo. Citarei duas reflexões dos pequenos. Veja que riqueza: “Quando eu
desejo, minha mente se abre.” “Você pode comprar uma flor, mas não pode comprar
o perfume dela.” Nossa! Como as crianças sabem dizer as coisas! Parei nestas
frases por dias. Mas as crianças continuaram. Foram desenhar o perfume da flor!
Alguém aí já pensou em desenhar o perfume? Eu nunca! Obrigada crianças por esta
aprendizagem! Achei sensacional e os desenhos ficaram maravilhosos. Concluo que
cabe sim ao adulto “provocar” as crianças para que ampliem o conhecimento de
si, do mundo e percebam o que não se mostra ou nomeia. Mas cabe principalmente
deixar-se ser provocado por elas. Vou lá desenhar o meu perfume.
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14 de out. de 2015
168. INFANTILIZAÇÃO EXAGERADA
Uma das maiores reclamações das corporações é a infantilidade de seus
colaboradores. E é verdade, basta observar. E é duro dizer isso, mas isto é
consequência da educação que estes jovens ou adultos receberam ou ainda recebem.
Nós, pais, tendemos a proteger os filhos em exagero. E fazemos de tudo por eles
acreditando ser este o melhor a fazer. Mas, sem perceber, estamos
desprotegendo-os, infantilizando-os e os criando para um mundo irreal. Contava-me
uma amiga advogada que tem uma estagiária de 23 anos que é descompromissada,
falta muito, não tem responsabilidade, pro-atividade e há que se rever tudo o
que ela faz. Perguntei-a: “Mas por que a contrataram?” Respondeu: “Era a melhor
das candidatas.” Mas o que me deixou mais impressionada foi o fato da mãe da
estagiária ligar para a chefe da filha avisando e justificando as suas faltas.
Uma mulher de 23 anos já deveria estar assumindo a própria vida, não? Mas para
isto é preciso começar desde cedo, pois tal desenvolvimento é processual. Arrumar
os brinquedos, organizar as suas coisas, fazer a própria mochila da escola,
cuidar de suas tarefas, colaborar com as coisas da casa, fazer o seu prato, assumir
os seus atos... tudo isso colabora para que a criança vá percebendo que tem
responsabilidade sobre a própria vida. Às vezes dá a maior pena dos filhos, mas
percebi na experiência que para bem educar é preciso muitas vezes “tirar” o
coração da linha de frente. Pois se poupar o filho terá um adulto infantilizado.
E isto não é nada saudável, além de ser ruim para ele, para você e para a
sociedade.
2 de out. de 2015
167. PARA CAMILA EM SEU TÚNEL DO TEMPO
Há 19 anos, no dia 1º de Outubro eu estava inquieta. Deitei-me num
banco ao ar livre com uma imensa barriga e fiquei a olhar a lua que estava
cheia como nunca vi igual. Na manhã seguinte, dia 2, a caminho da hidroginástica
notei que a bolsa havia estourado. Era você querendo nascer e logo seus olhos
azuis estavam a me fitar. E nestes 19 anos quanta história boa de contar! Você parece
ter nascido arteira, moleca, independente, criativa, engraçada, justa,
carinhosa, beijoqueira e com personalidade forte. Ficava horas concentrada com
seus brinquedos e atividades desafiando as pesquisas sobre a primeira infância.
Aos 3 meses tomou o primeiro banho de mar com grande alegria. Aos 9 meses
disse: “Mamã”. Ufa! Aos 10 meses deu os primeiros passos e arrastava cadeiras
por todos os lugares. Com um ano entrou na escola e se virava muito bem apesar
dos colegas serem um ano mais velhos. Em seu primeiro ano amava puxar o rolo de
papel higiênico e sair por toda a casa. E quando me via, e sabendo estar
errada, pegava a pontinha do papel e assoava o nariz. Que figurinha! Aos 2 anos, pedi que chamasse o elevador para
adiantar. Foi até ele e gritou: “Elevadorrrr!!!” Lição preciosa a mim. Na mesma
época pulou na piscina funda argumentando que sabia nadar. Afundou, engoliu
água, tentou sair até que a resgatei. Arregalou os olhos, cuspiu parte da água
engolida e me disse: “Não falei que eu sabia nadar!” Ai ai! Logo começou a contar
mais do que dez e percebeu algo fantástico. “Dez e seis, dez e sete, dez e
oito, dez e nove, dez e dez!” Viva a lógica infantil! Aos 3 anos inventou uma
mãe. Maria Chiquinha deixava comer doces a toda hora, dormir a qualquer hora e
fazer tudo o que eu não deixava. Um dia, desafiando-me disse que preferia morar
com ela. Eu já estava cansada e enciumada desta mãe. Pedi que arrumasse suas
coisas, pegamos o carro e você foi me orientando. Rodamos, rodamos, rodamos até
que me pediu para parar e disse: “Mãe, a Maria Chiquinha engoliu uma espinha de
peixe e morreu. Vamos voltar prá casa?” Aos 4, ao sair para o trabalho você me
chamou e disse: “Mãe, não se deslembra que eu te amo, viu?” Aos 5, disse-me:
“Mãe, você pode me disciplinar, mas eu não concordo, porque você não está
respeitando as diferenças.” Pode? Com a mesma idade já amarrava seus sapatos,
comia e tomava banho sozinha, andava de bicicleta sem rodinhas e aprendeu a ler
e a escrever, mas sempre gostou de objetividade. Lembro de uma história que
deveria ser escrita em 20 linhas. Deu seu jeito. Na primeira linha colocou o
príncipe e a princesa se encontrando, casando, tendo filhos e nas demais 19 linhas
escreveu um prolongado viveram felizes para sempre. Aos 6, simularam uma
votação na escola para presidente, pois o país vivia esta escolha. Indagou-me:
“Por que não conheço os candidatos?” E eu retruquei: “Não os conhece?” Você
citou o nome de todos, mas disse que não conhecia a proposta e que o voto
deveria ser consciente. Que maravilha! Aos 7, chegando na escola para buscá-la recebi
os parabéns de uma mãe. Logo descobri que você havia ganho uma olimpíada de
Matemática e eu nem sabia que você havia se inscrito. Esta é você. Faz as coisas
para si, para o seu prazer e desenvolvimento e não para se autopromover ou
receber elogios. Como me ensina! Aos 8
voltou da escola indignada com uma injustiça feita a um colega. Lutou
bravamente por ele. Aos 9 fez biscoitos e os vendou pelo prédio para pagar um
picolé que havia comprado fiado. E entrou no time de futebol, mesmo sendo a
única menina. Aos 10, empenhou-se firmemente nas artes e por um bom tempo se
dedicou a ela. Aos 11 passou o aniversário internada sem perder o brilho e sem
se lamentar. Aos 12 concluiu que o par ou ímpar não tinham as mesmas chances, e
que pedir par era vantajoso, pois ímpar com ímpar dá par, par com par dá par e
apenas par com ímpar dá ímpar. Bonito vê-la questionando o que lhe era apresentado
como verdade. Aos 13 ganhou troféu por estar entre as melhores alunas da escola.
Aos 14 fez uma linda apresentação teatral, mesmo não ganhando o papel que
queria. Aos 15 foi para o Canadá e lá brilhou. E a pedidos da coordenação do programa
ficou por mais 6 meses. Aos 17 passou na faculdade e foi morar sozinha,
assumindo todas as tarefas. Aos 18 tirou carta, trabalha, estuda, namora, faz
atividades físicas. Bravo! Aqui estão alguns flashes de sua vida apenas para
dizer: Que orgulho de você! Chorou, sorriu, amou, errou, acertou, brincou, machucou-se,
mostrando em tudo o que fez e faz a sua maturidade, cuidado, afeto, inteligência,
compromisso, dedicação, determinação, justiça, autonomia, responsabilidade e
muita sabedoria. Sou sua fã, Camila. Parabéns pela vida tão linda que tem
construído. Muito feliz pelos frutos que temos colhido. Continue lindamente a
sua história.
Com imenso amor,
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24 de set. de 2015
165. UNINDO O ÚTIL AO AGRADÁVEL.
Fui procurada por Michele Pergher, que me contou de um projeto bem
interessante e pedi que nos contasse sobre ele.
Após um período
de 6 anos na Austrália, Michele e Everson Pergher decidiram voltar ao Brasil
trazendo uma proposta inovadora e diferenciada. Tornaram-se máster franqueados
da Little Kickers no Brasil que possui um programa de futebol e inglês
especificamente desenvolvido para meninos e meninas de 1 ano e meio a 7 anos. As
turmas são divididas por idades respeitando o desenvolvimento motor e cognitivo
das crianças e utiliza os estilos de aprendizagem - Visual, Áudio e Cinestésico
(VAC), os quais já discutimos aqui no blog como essenciais à aprendizagem. O
Littke Kickers teve sua origem no Reino Unido em 2002, mas já ganhou o mundo. No
Brasil iniciou em 2014 em Porto Alegre em escolas particulares e em duas sedes
e já estão fazendo a sua história com mais de 450 alunos em menos de um ano e
meio de operação. "Agora estamos em contato com possíveis investidores no Rio de Janeiro, Florianópolis e São Paulo", conta Everson, com plano de expansão para todo o Brasil.
Não estou
ganhando para divulgar o projeto, mas aqui estou pois gostei da forma como fui
abordada, por acreditar na solidariedade e por achar o projeto criativo e bom
desenvolvedor de habilidades e competências. No mundo atual, onde as crianças
estão cada vez mais sedentárias, isoladas em seus mundos virtuais e precisando
aprender o inglês para dar conta do mundo globalizado, tal projeto vale a pena
ser considerado. É realmente "Muito mais que Futebol e Inglês" e sabe unir o
útil ao agradável.
Para mais
informações acesse o site www.lkfc.com.br
ou a página do facebook: www.facebook.com/lkfcbrasil
Sucesso a vocês!
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