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16 de mai. de 2020

229. ATENÇÃO, MÃES! UMA SUGESTÃO? PERCAM PARA GANHAR.


Na postagem anterior, escrevi sobre estes meninos de 8 e 6 anos, cuja mãe os ensina às atividades domésticas como um trabalho de equipe. E vimos quantas HABILIDADES estão por trás destas atividades tão necessárias ao HOJE quanto ao AMANHÃ destas crianças. (Leia: O que as tarefas domésticas podem causar aos seus filhos?). Hoje é dia de faxina de novo, e lá estão elas a repetí-las. Quando aprendemos algo novo, NOVAS CONEXÕES NEURONAIS são formadas, mas estas precisam de REPETIÇÃO para se estabelecerem. Por isso, manter uma ROTINA é tão importante. Sim, eu sei, dá trabalho ENSINAR. E GASTA tempo. Concorda que seria bem mais fácil à mãe, por exemplo, lavar a louça do que ensinar para as crianças? E ainda podemos imaginar o chão todo molhado, o uso exagerado de detergente e até a espuma no teto. Eu já passei por isso, sei bem como é. Mas como DESENVOLVEMOS mesmo? APRENDENDO. E como aprendemos? Na EXPERIÊNCIA, isto é, FAZENDO. A mãe está GASTANDO o seu tempo sim, mas mais à frente estará GANHANDO TEMPO, pois os meninos já estarão mais habilidosos e poderão contribuir bem mais, não só com a louça, isto eu garanto. Já provei e aprovei destes ganhos. Muitas vezes, é mesmo preciso PERDER PARA GANHAR. Então fica a sugestão: Gaste este tempo agora. E se prepare para contabilizar os inúmeros ganhos.

11 de mai. de 2020

227. TROQUE A PALAVRA “AJUDA” POR TRABALHO DE EQUIPE.


Neste período de confinamento, muitas mães, mais do que nunca, estão berrando por socorro. E é muito comum elas dizerem aos membros da família: “Ninguém me ajuda!” Analisemos esta frase: Ao dizer que “ninguém te ajuda”, você está dizendo que esta tarefa é sua. E é? Creio que não. Que tal começar a desenvolver na sua família o trabalho de equipe? Este é um momento incrível para reeducar toda a família. Que tal todos participarem de tudo, dividindo as tarefas conforme a faixa etária? Todos podem participar, inclusive os pequenos. Você acha que a criança é pequena demais para fazer seu próprio lanche? Ensine-a e verás. Você acha que ela é pequena demais para colocar e tirar a mesa? Ensine-a e verás. Será que é pequena para varrer, lavar, arrumar a cama e o próprio quarto? Ensine-a e verás. Nós subestimamos muito a criança. Muitoooo. Quando pensar que o seu filho ou a sua filha são pequenos demais, lembre-se que uma criança de 2 anos já é capaz de correr, falar, dançar fazer graça e birra. Já é capaz de perceber os seus pontos fracos e estrategicamente cutucá-los. E se tiver espaço, este pequeno ser já é capaz de mandar em toda a família e ainda com o dedo em riste e com autoritarismo. Não é? Reeduque sua família. Fazer atividades domésticas ensina muito, inclusive conhecimentos escolares como escreverei outro dia. E toda aprendizagem leva a desenvolvimentos. Troque a palavra ajuda por trabalho de equipe. No começo não será tão fácil, em especial se todos já estiverem acostumados a serem servidos. Mas leve isto a sério e verás o quanto ganhará, não só você, mas toda a família.

4 de nov. de 2017

203. NEM NEM NO ENEM.

Ao meu lado duas jovens conversavam. Uma delas contava o seu drama e a outra a apoiava. Seu desespero era com o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), que inicia amanhã. Dizia que não havia estudado nada e mal havia assistido as aulas. Preferiu o grupo que bebia e fumava escondido. Não! Não havia se preparado para o exame que abre as portas a tantas faculdades e universidades. E dizia freneticamente balançando as mãos: "Já chorei muito, muito mesmo. Não há mais o que fazer a não ser entregar a Deus. E… ter calma. Muita calma. O único problema é que quando mantenho a calma eu fico muito calma. E não dá tempo de fazer a prova." E a conversa continuou com mais do mesmo. Conversa típica de um "Nem Nem", isto é, "Nem estuda e Nem trabalha". E como diz a charge, tem sim um descuido dos pais. Além de falta de autoridade e grande despreparo da menina que não se percebe autora da própria vida. Por isso, gasta horas chorando e se lamentando com a amiga, ao invés de estar correndo atrás. E, como é de costume para gente assim, entrega a responsabilidade a outro. Afinal, se não der certo, há quem culpar ou apenas dizer: "Deus não quis!" Abram os olhos, pais. Ensinem seu filho desde pequeno, a assumir as próprias ações e a ir, paulatinamente, percebendo-se responsável pelo próprio desenvolvimento e vida. Mas, não basta blá-blá-blá. Ensinar requer tempo, dedicação, criatividade, vontade e viver o que se deseja e apregoa. Ou isso, ou um "nem nem" folgado e que ainda implica com tudo. Ou não?

8 de fev. de 2017

193. DICAS PARA COMEÇAR BEM O ANO ESCOLAR

CLAREZA NOS PAPÉIS
A escola e seus profissionais tem os seus papéis, os pais têm outros e o aluno outro. Se não está claro os papéis de cada um, sugiro que converse com a escola, uma vez que cada uma tem seus “temperos”. É fundamental que cada um conheça para caminhar com tranquilidade pelo ano escolar.

VOCÊ TEM AS SUAS RESPONSABILIDADES E O SEU FILHO AS DELE. Desde pequeno, ensine o seu filho a ser responsável por todas as atividades da vida escolar: mochila, materiais, provas, tarefas. Ensine paulatinamente sem subestimar a criança. Com dez anos, ela já deve ser capaz de estar responsável por tudo. E se foram bem aprendidas, a autonomia e a responsabilidade, nem precisará da supervisão dos pais.

NO PAINS NO GAINS
Sim, sem esforço não há ganho, já dizia o velho ditado. Mas para nos esforçarmos é preciso um por que, um motivo na ação (motivação). Ou seja, a oportunidade e a motivação é uma excelente dupla ao desenvolvimento do seu filho. Use e abuse. Crie oportunidades onde o esforço valha a pena.

NÃO SE DESENVOLVE NO LUGAR DO OUTRO

Podemos possibilitar desenvolvimentos aos filhos, mas não desenvolvê-los. E, ainda bem. E como desenvolvemos? Aprendendo. E como aprendemos? Na experiência. Ou seja, proteger a criança para que ela não se frustre, canse ou sofra, evitar-se-á que ela viva, experiemente, aprenda e se desenvolva. Há erros que parecem acertos. Fique de olho.

28 de dez. de 2016

192. BYE BYE SO LONG FAREWELL



2016 vai e deixa marcas. Um ano que sacodiu o Brasil, outros países e muitos dos bilhões de cidadãos. Para mim, foi ano de mudança, também geográfica. Ano de inspiração, transpiração, ação. Ano intenso, produtivo, de reencontros e (des)encontros. Ano para agradecer. Fiz muito do que gosto, trabalhei, viajei, interagi com a família e com pessoas queridas em cursos, palestras, faculdades e pela vida. Conheci mais de mim, dos meus, do outro, do mundo, de amor, de felicidade. Ensinei e muito aprendi. 2016 vi a primeira filha se formar e apesar de prepará-las para o mundo de forma cuidadosa e consciente, assusta quando  conduzem a própria vida e pagam as próprias contas. A princípio os filhos são carentes de nós, mas rapidamente nós é que ficamos deles. Noto que diariamente a maternidade pede reflexões e revisões de papéis. Observo as minhas filhas e vejo a boa  base que demos. Como também como elas souberam e sabem dar continuidade aos seus desenvolvimentos com linda autoria. Aos 22 e 20 anos já possuem um belo caminho profissional, muita experiência enriquecedora, são comprometidas, éticas, autônomas, responsáveis  e sabem respeitar a si, ao mundo e aos outros. São amorosas, cuidadosas, competentes, pró-ativas, resilientes, posicionadas. E como todos os filhos têm um mãe coruja. Uma mãe e filhas que vão se constituindo mãe e filhas numa vida sem ensaios, com perdas e ganhos, com erros e acertos, mas com vida e com a vida, na busca de vida que seja viva e que valha a pena. Bem vindo 2017 e felicidade a todos neste fim de ano e no que se inicia. Até lá!

5 de ago. de 2016

184. AOS RESPONSÁVEIS PELA CRIANÇA E PELO JOVEM.

Fim de férias, volta às aulas, volta à rotina. Feliz novo semestre! E nele inicio com desejos àqueles responsáveis pela criança e pelo jovem.


Quero desejar que consigam ter mais tempo com eles em quantidade e qualidade. Que tenham tempo também para si e encontrem suas válvulas de escape. Que tenham coragem, perseverança, ânimo, determinação e vontade para bem educá-los. Que busquem conhecimentos, que conversem e criem meios para desenvolvimentos e relações harmônicas. Que tenham sabedoria no cuidar, sem super ou sub-estimar. Que sejam norte, ninho e apoio, e exemplo do que a eles desejar. Que consigam estimulá-los diversificadamente e percebam, valorizem e se encantem com os progressos. Que cuidem bem das escolhas dos que compartilham de sua educação, seja escola, clube, amigo, família, babá. Que tenham uma relação amorosa, uma comunicação transparente e saibam lidar com cuidado dos conflitos que aparecem. Que vivam a empatia e que haja respeito uns pelos outros. Que percebam a responsabilidade de educar para uma sociedade complexa, dinâmica e orgânica, onde cada um é diferente e faz diferença, seja boa ou má. Que propiciem o desenvolvimento da confiança, da autonomia e dêem uma base ampla e bem construída para que possam crescer e por si só andar.

4 de mai. de 2016

180. O BLÁ BLÁ BLÁ NÃO FUNCIONA.

O cérebro é um órgão incrível. Uma de suas características é que não gosta de mesmice. E convenhamos que o blá blá blá é mesmice e chatice para todos. Conto-lhes uma história. Minhas filhas tinham 10 e 12 anos e eu estava cansada de “blá blá blar” sobre as colaborações em casa, que sempre achamos importante tanto para aprenderem a fazer, como para desenvolverem autonomias e responsabilidades e se sentirem parte importante da família. Assim, abandonei a falação e dei início as aulas de percepção. Conto uma delas. Levei-as ao varal repleto de roupas e perguntei o que viam. Descreveram. Pronto! Final da aula do dia. Estranharam, mas já me conheciam. No dia seguinte, voltamos ao varal e fizemos o mesmo. No outro dia, já acharam graça, mas se inquietaram. “Mãe, está tudo igual! O que é para a gente ver?”, disseram. “Vocês viram exatamente o que era para ver. O varal está mesmo igual. E que conclusão podemos tirar disso?”, perguntei. Uma delas disse: “Já sei! As roupas não vão sozinhas para o guarda roupa, né?” Bingo!!! Agora era preciso outras lições. Mas reforçar também este aprendizado, não com falação, mas com vida. Pois aprender não é assim tão instantâneo. Em pouco tempo, lá estavam as roupas de novo esquecidas no varal. Chamei-as até a lavanderia e comecei a cantar parabéns pedindo-lhes ajuda. “Mas afinal, para quem é o parabéns?”, perguntaram. Respondi: “Para as roupas no varal. Hoje elas completam uma semana aí.” Rimos e o recado estava dado. Cometa algumas loucuras. Tão bom! E bem mais eficientes que o blá blá bla.

18 de nov. de 2015

171. VOCÊ JÁ DESENHOU O PERFUME DE UMA FLOR?


Estava em seminário com as educadoras Maddalena Todeschi e Loretta Bertani de Reggio Emilia (Itália), cidade reconhecida pela sua educação infantil. Em suas escolas há muita reciprocidade entre adultos e crianças, num clima de alegria e com liberdade para expressar o seu ponto de vista sem que haja julgamentos. “Quanto melhor este clima, mais cada um trará o original que há dentro de si.”, diz Todeschi, e que vai ampliando-se a partir das experiências. Também não há salas fechadas, mas diferentes espaços que se interligam possibilitando a construção ampla do que se aprende, bem como a sua revisitação. Espaços para desenho e pintura, construção, jardim interno e externo, cozinha, enfim uma escola repleta de possibilidades de aprendizagens e em movimento. Conto um episódio. Numa determinada turma e momento, discutia-se o desejo. Citarei duas reflexões dos pequenos. Veja que riqueza: “Quando eu desejo, minha mente se abre.” “Você pode comprar uma flor, mas não pode comprar o perfume dela.” Nossa! Como as crianças sabem dizer as coisas! Parei nestas frases por dias. Mas as crianças continuaram. Foram desenhar o perfume da flor! Alguém aí já pensou em desenhar o perfume? Eu nunca! Obrigada crianças por esta aprendizagem! Achei sensacional e os desenhos ficaram maravilhosos. Concluo que cabe sim ao adulto “provocar” as crianças para que ampliem o conhecimento de si, do mundo e percebam o que não se mostra ou nomeia. Mas cabe principalmente deixar-se ser provocado por elas. Vou lá desenhar o meu perfume.

14 de out. de 2015

168. INFANTILIZAÇÃO EXAGERADA



Uma das maiores reclamações das corporações é a infantilidade de seus colaboradores. E é verdade, basta observar. E é duro dizer isso, mas isto é consequência da educação que estes jovens ou adultos receberam ou ainda recebem. Nós, pais, tendemos a proteger os filhos em exagero. E fazemos de tudo por eles acreditando ser este o melhor a fazer. Mas, sem perceber, estamos desprotegendo-os, infantilizando-os e os criando para um mundo irreal. Contava-me uma amiga advogada que tem uma estagiária de 23 anos que é descompromissada, falta muito, não tem responsabilidade, pro-atividade e há que se rever tudo o que ela faz. Perguntei-a: “Mas por que a contrataram?” Respondeu: “Era a melhor das candidatas.” Mas o que me deixou mais impressionada foi o fato da mãe da estagiária ligar para a chefe da filha avisando e justificando as suas faltas. Uma mulher de 23 anos já deveria estar assumindo a própria vida, não? Mas para isto é preciso começar desde cedo, pois tal desenvolvimento é processual. Arrumar os brinquedos, organizar as suas coisas, fazer a própria mochila da escola, cuidar de suas tarefas, colaborar com as coisas da casa, fazer o seu prato, assumir os seus atos... tudo isso colabora para que a criança vá percebendo que tem responsabilidade sobre a própria vida. Às vezes dá a maior pena dos filhos, mas percebi na experiência que para bem educar é preciso muitas vezes “tirar” o coração da linha de frente. Pois se poupar o filho terá um adulto infantilizado. E isto não é nada saudável, além de ser ruim para ele, para você e para a sociedade. 

2 de out. de 2015

167. PARA CAMILA EM SEU TÚNEL DO TEMPO


Há 19 anos, no dia 1º de Outubro eu estava inquieta. Deitei-me num banco ao ar livre com uma imensa barriga e fiquei a olhar a lua que estava cheia como nunca vi igual. Na manhã seguinte, dia 2, a caminho da hidroginástica notei que a bolsa havia estourado. Era você querendo nascer e logo seus olhos azuis estavam a me fitar. E nestes 19 anos quanta história boa de contar! Você parece ter nascido arteira, moleca, independente, criativa, engraçada, justa, carinhosa, beijoqueira e com personalidade forte. Ficava horas concentrada com seus brinquedos e atividades desafiando as pesquisas sobre a primeira infância. Aos 3 meses tomou o primeiro banho de mar com grande alegria. Aos 9 meses disse: “Mamã”. Ufa! Aos 10 meses deu os primeiros passos e arrastava cadeiras por todos os lugares. Com um ano entrou na escola e se virava muito bem apesar dos colegas serem um ano mais velhos. Em seu primeiro ano amava puxar o rolo de papel higiênico e sair por toda a casa. E quando me via, e sabendo estar errada, pegava a pontinha do papel e assoava o nariz. Que figurinha!  Aos 2 anos, pedi que chamasse o elevador para adiantar. Foi até ele e gritou: “Elevadorrrr!!!” Lição preciosa a mim. Na mesma época pulou na piscina funda argumentando que sabia nadar. Afundou, engoliu água, tentou sair até que a resgatei. Arregalou os olhos, cuspiu parte da água engolida e me disse: “Não falei que eu sabia nadar!” Ai ai! Logo começou a contar mais do que dez e percebeu algo fantástico. “Dez e seis, dez e sete, dez e oito, dez e nove, dez e dez!” Viva a lógica infantil! Aos 3 anos inventou uma mãe. Maria Chiquinha deixava comer doces a toda hora, dormir a qualquer hora e fazer tudo o que eu não deixava. Um dia, desafiando-me disse que preferia morar com ela. Eu já estava cansada e enciumada desta mãe. Pedi que arrumasse suas coisas, pegamos o carro e você foi me orientando. Rodamos, rodamos, rodamos até que me pediu para parar e disse: “Mãe, a Maria Chiquinha engoliu uma espinha de peixe e morreu. Vamos voltar prá casa?” Aos 4, ao sair para o trabalho você me chamou e disse: “Mãe, não se deslembra que eu te amo, viu?” Aos 5, disse-me: “Mãe, você pode me disciplinar, mas eu não concordo, porque você não está respeitando as diferenças.” Pode? Com a mesma idade já amarrava seus sapatos, comia e tomava banho sozinha, andava de bicicleta sem rodinhas e aprendeu a ler e a escrever, mas sempre gostou de objetividade. Lembro de uma história que deveria ser escrita em 20 linhas. Deu seu jeito. Na primeira linha colocou o príncipe e a princesa se encontrando, casando, tendo filhos e nas demais 19 linhas escreveu um prolongado viveram felizes para sempre. Aos 6, simularam uma votação na escola para presidente, pois o país vivia esta escolha. Indagou-me: “Por que não conheço os candidatos?” E eu retruquei: “Não os conhece?” Você citou o nome de todos, mas disse que não conhecia a proposta e que o voto deveria ser consciente. Que maravilha! Aos 7, chegando na escola para buscá-la recebi os parabéns de uma mãe. Logo descobri que você havia ganho uma olimpíada de Matemática e eu nem sabia que você havia se inscrito. Esta é você. Faz as coisas para si, para o seu prazer e desenvolvimento e não para se autopromover ou receber elogios.  Como me ensina! Aos 8 voltou da escola indignada com uma injustiça feita a um colega. Lutou bravamente por ele. Aos 9 fez biscoitos e os vendou pelo prédio para pagar um picolé que havia comprado fiado. E entrou no time de futebol, mesmo sendo a única menina. Aos 10, empenhou-se firmemente nas artes e por um bom tempo se dedicou a ela. Aos 11 passou o aniversário internada sem perder o brilho e sem se lamentar. Aos 12 concluiu que o par ou ímpar não tinham as mesmas chances, e que pedir par era vantajoso, pois ímpar com ímpar dá par, par com par dá par e apenas par com ímpar dá ímpar. Bonito vê-la questionando o que lhe era apresentado como verdade. Aos 13 ganhou troféu por estar entre as melhores alunas da escola. Aos 14 fez uma linda apresentação teatral, mesmo não ganhando o papel que queria. Aos 15 foi para o Canadá e lá brilhou. E a pedidos da coordenação do programa ficou por mais 6 meses. Aos 17 passou na faculdade e foi morar sozinha, assumindo todas as tarefas. Aos 18 tirou carta, trabalha, estuda, namora, faz atividades físicas. Bravo! Aqui estão alguns flashes de sua vida apenas para dizer: Que orgulho de você! Chorou, sorriu, amou, errou, acertou, brincou, machucou-se, mostrando em tudo o que fez e faz a sua maturidade, cuidado, afeto, inteligência, compromisso, dedicação, determinação, justiça, autonomia, responsabilidade e muita sabedoria. Sou sua fã, Camila. Parabéns pela vida tão linda que tem construído. Muito feliz pelos frutos que temos colhido. Continue lindamente a sua história.
Com imenso amor,

24 de set. de 2015

165. UNINDO O ÚTIL AO AGRADÁVEL.


Fui procurada por Michele Pergher, que me contou de um projeto bem interessante e pedi que nos contasse sobre ele.
Após um período de 6 anos na Austrália, Michele e Everson Pergher decidiram voltar ao Brasil trazendo uma proposta inovadora e diferenciada. Tornaram-se máster franqueados da Little Kickers no Brasil que possui um programa de futebol e inglês especificamente desenvolvido para meninos e meninas de 1 ano e meio a 7 anos. As turmas são divididas por idades respeitando o desenvolvimento motor e cognitivo das crianças e utiliza os estilos de aprendizagem - Visual, Áudio e Cinestésico (VAC), os quais já discutimos aqui no blog como essenciais à aprendizagem. O Littke Kickers teve sua origem no Reino Unido em 2002, mas já ganhou o mundo. No Brasil iniciou em 2014 em Porto Alegre em escolas particulares e em duas sedes e já estão fazendo a sua história com mais de 450 alunos em menos de um ano e meio de operação. "Agora estamos em contato com possíveis investidores no Rio de Janeiro, Florianópolis e São Paulo", conta Everson, com plano de expansão para todo o Brasil.
Não estou ganhando para divulgar o projeto, mas aqui estou pois gostei da forma como fui abordada, por acreditar na solidariedade e por achar o projeto criativo e bom desenvolvedor de habilidades e competências. No mundo atual, onde as crianças estão cada vez mais sedentárias, isoladas em seus mundos virtuais e precisando aprender o inglês para dar conta do mundo globalizado, tal projeto vale a pena ser considerado. É realmente "Muito mais que Futebol e Inglês" e sabe unir o útil ao agradável.
Para mais informações acesse o site www.lkfc.com.br ou a página do facebook: www.facebook.com/lkfcbrasil 
Sucesso a vocês!