25 de fev. de 2013

63- NOVIDADE NO AR


Comecei este mes um novo projeto. Consta de pequenos videos para pais e professores.
Como sei que a vida de todos nós é bem corrida e há muita informação no ar, optei por videos curtos, mas com conteúdo. São cerca de tres minutos e abordam temas relacionados à educação das crianças.
O programa chama-se “LÍGIA PACHECO EM 3 MINUTOS”. A abertura foi feita por Gabi Pacheco, minha filha mais velha, que está cursando a Faculdade de Propaganda e Marketing e que me ensinou o be-a-bá para que este projeto pudesse ir ao ar. Que delicia é poder aprender com os filhos!
Na página do blog à esquerda você encontra dois acessos: Um para minha última coluna da Pais & Filhos e outro para a minha conta no UTube. Mas estarei sempre postando aqui as novidades.
Para facilitar, você pode inscrever-se como seguidor, bem como para receber as novas postagens por e-mail.

Já estão no ar dois episódios:
1- COMO FACILITAR A ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA NA ESCOLA.

2- COMO RESPONDER AS PERGUNTAS DAS CRIANÇAS.

Espero que gostem, que seja útil e aguardo sugestões de temas.
Grande abraço

15 de fev. de 2013

62- COMO FACILITAR A ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA NA ESCOLA.


Seja a primeira vez que a criança vai a escola, ou ao voltar das férias, há sempre o momento de adaptação. Para algumas crianças isto é fácil, mas para outras nem tanto. Conheço a escola como professora e como mãe, e logo percebi que o que mais dificulta a adaptação da criança ou são experiências ruins que ela teve ou somos nós, os pais. Nossa ansiedade e medos contaminam a criança, deixando-a também ansiosa e insegura. Assim, é bom sabermos que a primeira adaptação é nossa.
Vamos a algumas dicas que ajudam:
1- Mantenha a calma e não se sinta culpado. A escola é um ótimo lugar para a criança aprender e se desenvolver integralmente.
2- Conheça bem  a proposta pedagógica e filosófica da escola e confie na sua escolha.
3-Fale da escola com animação e nunca a associe a algo ruim ou como ameaça, nem fale mal da escola na frente da criança.
4- Se você sentir muita necessidade, fique uns dias na escola de acordo com as regras da mesma. Mas não fique em cima da criança. Isso dificultará ainda mais.
5- Se a criança chorar é normal. Logo ela irá se divertir. E se você chorar evite fazer isto na frente dela. Mas se a criança estiver muito resistente, não menospreze o problema. Converse com ela e com a professora buscando entender o que tem acontecido.
6- Não leve a criança no colo. É muito difícil deixar o colo dos pais. E se ela for bem pequena, leve alguma coisa que lhe seja familiar e que lhe traga segurança como paninho, fraldinha, bichinho.
7-Ao se despedir, não saia de fininho e nem minta. Abrace-a forte e seja natural. E, cuidado com as manipulações infantis.
Por fim, 8- Pais felizes, calmos, seguros e confiantes tendem a ter filhos felizes, calmos, seguros e confiantes.
Vamos lá, respire fundo e boa volta às aulas!

3 de fev. de 2013

61- MINHA ENTREVISTA NA BAND NEWS: COMO AGIR COM OS FILHOS NA VOLTA ÀS AULAS?



Fui entrevistada no dia 28.01.2013 na BAND NEWS por Renato Cordeiro e Patrícia Tosta e a grande questão era como conciliar a volta às aulas em meio a tantos estímulos de festas pré-carnavalescas. Como os pais deveriam agir?
Não é fácil ao jovem trocar as festas por Capitanias Hereditárias, tabela periódica, logaritmo ou qualquer outro conteúdo escolar. Por isso, é importante que a escola seja um lugar de encantamento onde se queira estar, cuidar, voltar e viver sem ter a vergonha de ser feliz, podendo ser um eterno aprendiz. Onde o conhecimento propicie a compreensão e a transformação do mundo e de cada ser. Assim, comece por uma boa escolha.
E depois? Não há receita mágica, instantânea  ou imediatista. A educação é um processo que se inicia no berço. Por isso, atente-se o quanto antes. Importante ressaltar que a educação não se dá por decreto. Obrigar, proibir, castigar, premiar podem ser medidas aparentemente satisfatórias, mas não se iluda: as transformações devem vir de dentro para fora. Assim, ensine o seu filho a ser autor e responsável pela própria vida, inclusive pela vida escolar. Dê uma boa base para que ele se estruture, oportunidades para ele cresça e se desenvolva, e liberdade de ação, pois só aprendemos a fazer fazendo. E acesse o link da entrevista onde encontrará outras dicas de como agir não só na volta as aulas, mas por uma educação que faça a diferença na vida do seu filho e na sua. Vamos lá?

10 de jan. de 2013

60- ORIENTAÇÃO PELA AÇÃO


Minha filha de 16 anos está em intercâmbio no Canadá. Ontem contava-me empolgada sobre uma nova disciplina que terá. 
O objetivo é fazer com que os alunos vivenciem a experiência de terem filho, sentirem na pele a responsabilidade e as consequências de ser pai ou mãe na adolescência. Entre outras atividades, recebem um bebê robô, cheio de sensores e que se porta como uma criança real. Chora, tem fome, sente cólica, faz manha, quer aconchego, dá trabalho, dá alegria. Os “pais” precisam dar assistência a toda e qualquer necessidade e não podem desligá-lo nem de madrugada, nem durante as aulas, nem em baladas ou em qualquer momento do dia, assim como um bebê real. Além disso, eles têm programações que são simulações de bebês que foram estudados. Assim, há bebês bonzinhos, outros mais ou menos e há os mais complicados. E cada “mãe” ou “pai” receberá na sorte o seu. Esta relação e cuidado será monitorada por um computador e pelo professor que avaliarão e darão feedbacks e notas aos novos “pais”.
É uma experiência simplesmente fantástica. Afinal, não há nada mais eficiente do que aprender vivenciando. Por isso, ressalto a importância de deixarmos os filhos vivenciarem as situações, sejam quais forem, ainda que de forma simulada, para que possam melhor compreendê-las. Palavras não têm tanto poder quando comparadas às ações. Pensemos nisso e, com bom senso, proporcionemos aos filhos vivências importantes ao seu desenvolvimento. 
Um excelente começo de ano a todos nós!

11 de dez. de 2012

59- O PRIMEIRO PREFÁCIO A GENTE NÃO ESQUECE.


Sou uma pessoa intensa. Não gosto de viver pela metade, não tenho medo de dar a cara a tapa, nem me acovardar frente aos desafios. Posso me dar mal,  me machucar, mas ao menos sei que tentei. Não sou também de ficar rodeando ou alisando os problemas. Gosto de ir à fonte e resolvê-los. Por vezes gostaria de ser mais sábia e silenciar. Mas, meu sangue circula de tal forma que posso até sentí-lo. Com a idade, quem sabe aprendo.
Mas foi graças a esta inquietude que fui convidada a fazer o prefácio de um livro editado em Portugal, o que me deixou bastante lisonjeada. O livro tem dois prefácios: um deles é do jornalista português  João Miguel Tavares, e o outro é meu.
O livro é resultado de um concurso de blogueiros unindo Portugal e Brasil. Nele você encontrará pais e mães compartilhando de modo diverso e, por isso, extremamente rico, experiências, conhecimentos, sentimentos, inquietações, percepções, reflexões e  ações, que brotam desta deliciosa e instigante relação entre pais e filhos. E, que nos ajudam a refletir, identificar, ressignificar ou mesmo ampliar o que estamos sendo, percebendo ou concebendo como pais ou mães. Desejo que esta coletânea promova-lhe muitas (Ins)pirações familiares.
Toda a renda do livro será destinada a UNICEF. Adquira já  seu.

22 de nov. de 2012

58- EM CADA CABEÇA UMA SENTENÇA


Temos uma mania irreparável de achar que as outras pessoas percebem o mundo, os outros e a si mesmo, do mesmo modo que nós. Não é de se estranhar os tantos problemas de relações que presenciamos. Nietzsche dizia que tudo é interpretação. E é vero. Pois, o que cada um percebe, sente, constrói, fala, pensa, age, o faz de acordo com o que já possui dentro de si. Interagimos com o mundo e com os outros a partir do que somos e não da maneira como se apresentam a nós. Perceber isso é fundamental para compreender e ajudar no progresso do seu filho. Certa vez, alfabetizei uma empregada pelos livros de receita, sua grande paixão. Mas, os bolos eram pesados e indigestos. Alguma coisa não havia aprendido bem. Após uma breve investigação para encontrar o erro tive um insight: Perguntei-lhe o que significava ¾ de xícara. Sem pestanejar ela disse: 3 ou 4 xícaras. Senti como se eu tivesse conseguido adentrar em sua cabeça e detectado o que precisaria ser resignificado. Na aula seguinte estudamos frações. No caso dos filhos é a mesma coisa. Vale observar, perguntar e buscar perceber como ele está construindo a realidade, os outros e a si mesmo para ajudá-lo a fazer os ajustes necessários. Mas é preciso atenção, pois há coisas que já estão tão incorporadas em nós que nem notamos que há a possibilidade de se perceber de modo diferente. Uma criança pequena ouviu a mãe dizer que faria uma plástica, pois sua mama estava caída. A criança assustada logo perguntou: “Caiu e você colocou de volta?”

4 de out. de 2012

57- CUIDADO PAI, MÃE, ESCOLA!


Em viagem defrontei-me com esta camiseta: “Nasci inteligente, mas a educação arruinou-me.” Infelizmente, isto acontece. Eu mesma fui vítima de uma educação escolar que me rotulou, diminuiu minha autoestima, fez-me acreditar  que eu não era capaz. Acreditem, não fizeram por mal. Os conhecimentos eram outros e a percepção também. Mas, demorei anos para perceber que a (des)educação não tinha este direito, bem como para arrumar o estrago feito. Por isso, pais, mães, escolas: Cuidado para não arruinar uma criança. Ela pode acreditar em vocês.
Vamos a um único exemplo, mas há vários por aí. Uma mãe procurou-me aflita. A professora dizia que seu filho tinha déficit de atenção. Rapidamente percebi que o problema do menino era o desinteresse, isto sim. Como formadora de professores entendo bem o desencanto das crianças pela aprendizagem. Dá trabalho encantar e nem todos sabem ou estão dispostos. Mas vejam: Os pais têm um restaurante. O menino, com apenas dez anos, serve as mesas em busca da diária e das gorjetas quando quer comprar algo. Administra o que ganha até conseguir o que quer. No salão, passa de mesa em mesa, com muita atenção e cuidado e conhece bem a clientela. Chama-os pelo nome, sabe a marca da cerveja de cada um, o ponto em que deve servir a carne. Déficit de atenção? Eu vejo sim um empreendedor que desenvolve habilidades e competências com atenção, dedicação e determinação. Parabéns Garoto! Sugiro que sua professora faça com urgência uma avalição. Parece-me que ela sim está com déficit de atenção.

20 de set. de 2012

56- TAREFA DE CASA: COMO AJUDAR?


Primeiramente, para que serve a tarefa de casa? Serve para reforçar, fortalecer ou ampliar a aprendizagem, ou preparar a criança ao novo conhecimento. Por isso, deve estar relacionada aos conteúdos que ela está aprendendo. Porém, muitas escolas insistem em passar a tarefa aos pais, pois estão além da capacidade da criança, ou passam atividades soltas, chatas e/ou improdutivas. Fique atento. Todavia, hoje temos conhecimentos, como os das neurociências, que nos ajudam a compreender como o cérebro aprende, dando-nos dicas para ir a favor do seu funcionamento. Muitas escolas estão de olho nisso, e colaboram para que o conhecimento possa fazer diferença na vida do seu filho, possibilitando-o a compreensão e a transformação do mundo e de si mesmo. Colabore você também. Como?
1- Reflita a maneira como você percebe a tarefa. Em geral, os pais tiveram muitas experiências negativas e tendem, sem notar, a reproduzí-las nos filhos. Não o contamine com o seu olhar.
2- Ajude-o a transformar o dever de casa em prazer de casa. Para isso, a tarefa precisa fazer sentido, seu filho precisa identificar o que aprende no cotidiano, ela deve ser desafiadora e requer um ambiente favorável e com diversos recursos de pesquisa.
3- Não faça a tarefa do seu filho, nem crie o hábito de ficar ao seu lado. Ensine-o que esta responsabilidade é dele, crie uma rotina de estudo, e o ajude a ganhar autonomia para fazê-la por si só.
Aos poucos vamos dando mais dicas, explorando e clareando melhor cada ponto levantado. Acompanhe. Tenha um bom dia.

Veja ainda minha coluna na Revista Pais & Filhos. 

Ligia Pacheco - Pais & Filhos

6 de ago. de 2012

55- PROBLEMAS NA VOLTA ÀS AULAS: DICAS QUE AJUDAM.


Muitas crianças, mesmo já adaptadas à escola, depois que voltam das férias parecem terem voltado à estaca zero. Choram, fazem drama, birra, berram, não querem ir à escola. Sim, uma nova adaptação se faz necessária. Mas o fato é que a criança é muito adaptável e rapidamente ela ficará bem. Já os pais, ficam mais ansiosos e acabam sem perceber gerando uma insegurança no filho e atrapalhando esse recomeço. O que fazer?
- Não deixe de levar seu filho à escola por pena. Se assim fizer será bem pior.
- Procure relaxar, ter e mostrar segurança.
- Na porta da escola dê um beijo em seu filho, abrace-o com tranquilidade, buscando harmonizar a sua respiração com a dele.
- Não justifique ou fale em demasia.
- Deixe-o entrar.
- Procure sair tranquila e não olhe para trás. Acredite, logo que você desaparecer da vista do seu filho, ele irá se divertir e aproveitar as atividades escolares como qualquer criança.
- Aproveite e faça o mesmo. Faça o que tem que fazer, sem culpa. Se você ficar bem, será mais fácil para o seu filho também assim ficar.
Pais e Filhos, Feliz volta às aulas!

ps: A partir de agora, este blog tem uma parceira com a Limetree.

21 de jun. de 2012

54- FÉRIAS: APROVEITE PARA MELHORAR A RELAÇÃO ENTRE PAIS E FILHOS


As férias estão aí, e em muitos lugares o frio também. O que fazer com os filhos? Como aproveitar o tempo com eles sem enlouquecer?
Postei algumas ideias de atividades na minha coluna semanal da Revista Pais & Filhos. Além de desenvolverem várias habilidades e competências que são essenciais ao desenvolvimento do seu filho, elas servem para que vocês tenham momentos deliciosos juntos. Afinal, brincar também é coisa séria. Infelizmente, tenho ouvido muitas crianças dizerem que não gostam de brincar. E então eu penso: Não gostam ou não sabem? Vamos lá, retome a infância e ajude o seu filho a viver a dele. Não a deixe passar, pois ser criança é a base do ser. Propicie momentos para que o seu filho a viva intensamente. E verás, o quão delicioso é poder estar pertinho dele.
Boas férias! Boas brincadeiras! Boa infância!
Veja o link: