Educar filhos não é tarefa fácil. É preciso muita persistência e determinação, concorda? E, mesmo quando as temos, nem sempre dá certo e até passa pela cabeça desistir, deixar para lá ou para mais tarde. E eis aí o perigo, pois quase tudo espera, mas o desenvolvimento do seu filho não. Com ou sem o seu consentimento, o seu filho crescerá, e potencializará aquilo que o meio e ele permitiram desenvolver. Se abro mão de educá-lo, alguém tomará a frente, o influenciará, e o educará. Se não educarmos os filhos, o mundo o fará. É bem comum ter vontade de chutar o pau da barraca e desistir. Principalmente se já foi tentado de tudo, e nada dá certo. Calma, você não está sozinho. Há muitos pais querendo desistir, como há os que assim já fizeram. Mas não vale a pena, o trabalho só se postergará e se tornará maior. Pare, acalme-se, respire fundo e visualize o seu foco, isto é, que tipo de filho quer e para que mundo. Há ainda uma boa caminhada. Mas não desanime, perceba os progressos, as vitórias e saiba que não se vence só por acertos. O erro faz parte da aprendizagem. Observe a sua vida e veja como o erro possibilita multiplicar habilidades, criatividade, jogo de cintura, autoconhecimento e desenvolvimento. Errar faz parte do processo humano. Isto vale também para quando aprendemos a ser pai e mãe. Por isso, não desista do seu filho. Errou? Aprenda com o erro, levante, sacuda a poeira, recomece e tente outra vez. Aproveite para ouvir Raul, que dá forças para continuar seguindo.
Este BLOG serve a quem quer refletir, conhecer e agir na EDUCAÇÃO de filhos, alunos, colaboradores.
3 de nov. de 2011
31 de out. de 2011
40- RESPEITO NA PRÁTICA.
Continuemos a falar de respeito entre pais e filhos. Primeiro é bom pensar: Vocês jogam no mesmo time ou são adversários? Vejo muitos jovens desperdiçando, com consciência, o dinheiro dos pais. Não seria interessante que percebessem que o dinheiro é de certa forma deles também? Observo ainda pais invadindo a privacidade do filho. Vasculham celular, computador, escutam conversas atrás da porta, mexem em suas coisas a procura de pistas que dizem de como seu filho se porta longe de seus olhos. Não seria mais efetivo o diálogo transparente? Não consegue? Pare e pense. Como é que você reage ao que ele lhe conta? Se você berra, ameaça ou fica horrorizado, terá grande chance de bloquear a comunicação. Mas, é preciso educar e pontuar o que vai bem e o que não vai. Assim, se cuidar do diálogo, com carinho e responsabilidade, não precisará bancar de detetive, pois seu filho trará as pistas, pois sabe que pode confiar em você, na sua escuta e orientação. Caso contrário, pode se preparar para as mentiras. Já fiz pesquisa sobre isto e é assustador notar como os filhos mentem aos pais. Vejo também filhos berrando, mandando e até batendo nos pais. Não permita isto e ensine o seu filho a reconhecer e a agradecer cada coisa que você faz. “Obrigado Mãe, por ter vindo me buscar na escola!” E, por fim, jamais diga: “Quando seu pai (ou mãe) chegar em casa você vai ver só!” Se faz isto, tira de si toda a autoridade e com ela, o respeito. Reveja suas ações. Pequenas mudanças podem surtir efeitos extraordinários.
17 de out. de 2011
39- MEU FILHO NÃO ME RESPEITA!
Tem tido este problema? Você não é o único. Basta olhar em volta e verás o que tem acontecido. Em geral, quando não se respeita pai e mãe, não se respeita mais ninguém. É o que se observa em escolas, clubes, igrejas, shoppings, em espaços comuns. Ter respeito por si e pelos outros se aprende. Ninguém nasce sabendo isso. E se o seu filho não te respeita é porque assim ele aprendeu. Mas sempre há jeito. Veja algumas dicas.
* Respeite-se e se valorize. Só assim conseguirá ser respeitado.
* Respeite. Só assim poderá ser respeitado.
* Deixe claro e faça ajustes dos comportamentos do seu filho que não se alinham ao modo como você quer ser tratado. Mas faça isso com calma, persistência e sem medo. E é muito importante explicar à criança quais os princípios e/ou valores que estão por trás do comportamento desejado.
* Você é modelo do seu filho. Assim, fique atento também ao seu modo de agir. Seu filho aprende mais por suas ações do que por suas palavras. Como ele percebe o respeito que você tem pelo outro, por ele e por si próprio. É coerente com o que você diz?
* Reflita diariamente como você tem sido respeitado e como tem respeitado, para ir fazendo os ajustes necessários.
* E, não se consegue real respeito por decreto, chantagem ou vantagem. E nem de repente. Mas sim por aprendizagens provindas das experiências diárias. Invista sempre. Com consciência, respeito e paciência. Adianto: dá trabalho, mas vale!
13 de out. de 2011
38- DIA DAS CRIANÇAS, ATÉ QUANDO?
Ontem foi Dia das Crianças. Até quando esta data fará sentido? Olho em volta e vejo várias criaturas pequenas, e pouca infância. Muitas delas têm comportamento e preocupação de adulto. Têm agenda cheia, não suam para não estragar o cabelo, não fazem arte de criança para não arruinar a unha, a bolsa, o modelinho, e pensam fazer atividade física em frente a um computador. Falam de esmalte, caloria, “ficar”, drenagem, das últimas compras e novidades. São extremamente consumistas e ainda pequenas já começam a perceber o poder da sedução. Estou exagerando? Já tentou comprar sandália infantil sem salto? E são para seres que, entre outras, estão formando sua estrutura óssea! E roupa de criança para criança? Quem quer? E achar um bom programa de TV? Gosta do que seu filho vê? Basta observar as vitrines, as propagandas e programações infantis para notar que a própria sociedade ajuda a por fim na infância e em sua inocência, e ainda com o apoio entusiasta de muitos pais. Jogos de rua deram lugar a coreografias eróticas, e nem tememos o efeito bumerangue: O que retorna? Os desenhos animados foram substituídos por jogos eletrônicos. Vi um que dava bônus a quem matasse a grávida. Afinal, são duas vidas com uma munição e em menor tempo. Uau! Senti calafrios do ensinamento! Deixar ser criança é uma opção. Escolha aproveitar cada coisa a seu tempo. A criança agradece, além de evitar, mais tarde, ter um filho adulto que se porta, veste, fala, age como criança. Conhece algum? Acontece.3 de out. de 2011
37- A OBESIDADE DO FILHO E A PERDA DA GUARDA DOS PAIS.
30 de set. de 2011
36- DICAS PARA A EDUCAÇÃO ALIMENTAR.
DIVERSIFIQUE SEMPRE OS ALIMENTOS.
LEVE O SEU FILHO ÀS COMPRAS E O ENSINE A ESCOLHER.
CUIDADO COMO APRESENTA O ALIMENTO.
PREPARE ALGO COM ELE.
EXPLORE A CRIATIVIDADE.
DEIXE-O EXPLORAR, CHEIRAR, TOCAR, PROVAR.
ENSINE-O O QUE É BOM AO SEU CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO.
AJUDE-O A TER ATENÇÃO AO QUE COME E COMO COME.
COMER NA FRENTE DA TV DESFOCA.
COMER NA FRENTE DA TV DESFOCA.
FAÇAM DA REFEIÇÃO UM MOMENTO RICO DE APRENDIZAGENS. E, APROVEITE A REUNIÃO DA FAMÍLIA.
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28 de set. de 2011
35- MAS MEU FILHO NÃO COME NADA!
Conheço muitos pais que vivem em guerra durante as refeições. Já chegam cansados a mesa, pois sabem as batalhas que os esperam. Os filhos não comem nada, não querem nada, não gostam de nada. Os pais barganham, prometem presentes ou deliciosas sobremesas após o prato findo. Mas, o tempo passa, o prato não esvazia, a paciência esgota-se e logo instaura-se um clima de tensão, briga e desafeto. Muitos pais cedem, e dão ao filho o que ele quer em prol de um encontro mais agradável e rápido. Mas, cuidado, conheci um menino, hoje com 22 anos, que ainda só come arroz com ovo frito. Mas o que fazer? Claro que quanto mais velho, mais difícil mudar, embora não impossível. Vamos primeiro entender o que acontece. A criança não nasce gostando disso ou daquilo. Ela aprende. E quem ensina? É duro dizer, mas se o seu filho não gosta de nada, é bom rever como você está o educando. O que e como tem ofertado? Deixa ele escolher o que quer? Vamos lembrar que para ter esta autonomia é preciso antes conhecer os alimentos e ter noção do que é bom ao desenvolvimento e à manutenção do corpo. Não dá para uma criança pequena decidir o que comer. Oferecer prêmios funciona, mas não é boa estratégia, pois condiciona, não educa. Melhor virar a mesa e recomeçar. De início será difícil, e a criança não irá querer comer. Mas, melhor deixá-la com fome a substituir o prato pelas “porcarias” que ela gosta. Você acredita que um danoninho vale por um bifinho? Mude, insista, persista e verás a diferença.
26 de set. de 2011
34- QUE MAIS BRÓKI!
Conheço uma pequena que está aprendendo a falar. Outro dia, na mesa de jantar pediu à mãe: “Qué mais bróki!” O casal riu, a serviu, e a mãe logo acrescentou: “Melhor filmar a cena, pois em breve ela não irá mais querê-lo.” Que linda a menina e quanta coisa rica neste episódio! Para bom entendedor fica claro que a criança quer mais brócolis. E, que o seu pedido está relacionado ao que ela vem aprendendo, isto é, o que é oportunizado a ela. Como pedir brócolis se nunca viu e/ou provou? Quanto maior a variedade de alimentos ofertada à criança, dentro do que é favorável à sua idade, melhor será o seu desenvolvimento em vários aspectos. Conhecerá mais alimentos, sabores, texturas, cores, formatos, desenvolverá melhor as percepções olfativas, gustativas, além de tantos outras vantagens que sabemos. Vale lembrar que os pais também comem brócolis, o que é fundamental, visto que as ações dizem mais do que as palavras. E note que os pais jantam com a criança. Sentar a mesa em família é um momento raro de aprendizagens e de desenvolvimentos. Ali a criança aprende da cultura, dos valores, limites, sentimentos, da comunicação, da relação entre pais e filhos. Atente-se a este tempo e faça dele um encontro único. E, a mãe tem razão. É provável que ela negue o brócolis em breve por várias razões. E, será cada vez mais difícil driblar o marketing infantil, o mercado e o lanche dos colegas. Mas, se fizeram boa memória dos alimentos e de seu contexto, elas voltarão. Parabéns à família da pequena.20 de set. de 2011
33- SEMINÁRIO DE PAIS
Estive este final de semana em Aracajú para palestrar a 250 pais de alunos das escolas do SESI-SE. O encontro estava previsto para Sábado de manhã e já na Sexta estava eu na cidade a sentir o povo, o ambiente, a cultura, a fim de poder aproximar ao máximo a minha fala com a realidade local. Acordei animada, abri a janela e vi o céu cinzento e a chuva forte e fina, que dançava bravamente com os coqueiros ao sabor do intenso vento. Não havia ninguém na rua. Lamentei, mas segui. Estava no mesmo hotel onde seria a palestra. Desci, tomei café e fui logo ao auditório do evento para ligar computador, testar as novas tecnologias que sempre dão trabalho para serem apresentadas. Já eram 8h e não havia quase ninguém. E a chuva apertava. Corri ao quarto, dei as últimas retocadas e desci pronta a começar com quem estivesse. Sempre vale a pena. Mas, quando adentrei no salão principal dos auditórios, ele estava lotado, como num passe de mágica e fiquei encantada com todos aqueles pais desafiando a chuva, sem desistir, qual a Dona Aranha da música. E logo pensei: Já valeu a pena. Foi delicioso compartilhar com aquele grupo, tão sedento de conhecimentos e vontade de acertar com os filhos. Pude vê-los repensando ações, valores, conceitos, refletindo sobre a sua responsabilidade no desenvolvimento do potencial dos filhos. Mas acima de tudo, pude senti-los emocionados, felizes, engrandecidos e agradecidos. O sol estava ali. Obrigada, Sergipanos, pela manhã tão especial!16 de set. de 2011
32- PENSAR TAMBÉM SE APRENDE.
Outro dia estive a observar crianças a cantar e a coreografar uma música bem conhecida de quase todos: A Dona Aranha. Animadas, faziam movimentos que acompanhavam o ritmo e interpretavam a música corporalmente. Sou bem a favor dessas práticas, pois hoje sabemos o quanto ajudam na construção, manutenção e evocação da aprendizagem. Mas, não é bom aprender nada mecanicamente, nem a cantar a música. Pelo contrário, devemos aproveitá-la para ensinar à criança, desde pequena, a pensar sobre o que canta, fala, sente e como age. A música diz:
A Dona Aranha subiu pela parede.
Veio a chuva forte e a derrubou.
Já passou a chuva e o sol já vem surgindo
E a Dona Aranha continua a subir.
Ela é teimosa e desobediente,
Sobe, sobe, sobe e nunca está contente.
Se usarmos a ação da Dona Aranha como metáfora ou exemplo, podemos notar que ela vai atrás de sua meta, e não desiste com as adversidades da vida. Seria ela teimosa e desobediente? Ou seria uma aranha de fibra e de garra que sabe o que quer e luta por isso? Ensinar e aprender a dialogar com os estímulos que vêm do mundo são importantes para tomar consciência deles e desenvolver o pensamento crítico e reflexivo, a fim de que a criança não acolha a tudo e a todos de modo passivo e automático. Sou a favor de começar de pequeno. Em tudo, aprendemos a fazer fazendo, e o pensar crítico não é diferente.
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