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5 de set. de 2019

219. MÃE, O QUE É SEXO?


A criança tinha 8 anos, mas a mãe já estava a postos para a pergunta. Havia lido blogs, comprado livros, conversado com psicólogas. Sabia exatamente o que responderia à filha, o que os seus pais não a conseguiram responder: “O que é sexo?” E este tabu ela não queria repassar. Queria poder falar abertamente com a filha, o que não conseguiu com os seus pais.E eis que chega o dia. A criança fazia as suas tarefas, quando perguntou:

- Mãe, o que é sexo?

Naquele momento a mãe corre ao quarto, volta carregada e expõe livros infantis sobre o tema, espalhando-os pela mesa. O olhar curioso da criança avança e logo a mãe se propõe a explanar. Ao final, faz algumas perguntas e a filha responde sem tanto envolvimento e interesse para frustração da mãe. Logo volta à sua tarefa e lança mais uma pergunta:

- Mãe, mas o que eu coloco aqui na ficha. Sexo F ou M?

Ou seja, era preciso contextualizar antes a pergunta da criança. Às vezes criamos tantas expectativas em algo e o planejamos tanto, que esquecemos de observar o mais importante. Quer uma dica que não falha às perguntas? Sonde o que a criança quer de fato perguntar. Busque entrar no mundo dela, que aliás é bem diferente do seu, pois cada um percebe o mundo à sua maneira de acordo com os recursos que tem. Deixe o diálogo fluir, deixe a criança se expressar. E busque ampliar sim o mundo dela, mas com cuidados. Afinal, são tantas possibilidades de assuntos e diálogos! Entre tantas, pode ser sobre o questionário, sobre a diferença de sexo e gênero, dar até esta aula sobre sexo se a conversa assim fluir. Mas é bom que os assuntos partam da necessidade da criança e não da nossa.

Que tal assim?
- Mãe, o que é sexo?
- Onde está aparecendo a palavra, Filha? Deixe-me ver com você. 
E assim contextualizando, e em diálogo, você pode melhor ajudar seu filho(a) a compreender a si e o mundo ao seu redor.


5 de nov. de 2016

188. DICAS QUE FACILITAM ENSINAR A CRIANÇA.


Quando eu tinha cerca de 4 anos, achava que já era independente como quase toda a criança desta idade. Minha mãe quis se previnir ensinando-me a atravessar a rua. Morávamos numa ladeira, pista para tantas brincadeiras. Deu-me a mão, caminhamos até o meio-fio, mas fixei o olhar na sarjeta por onde navegavam nossos barcos de papel nos dias de chuva. Como eu era feliz com tão pouco! Ela chamou-me a atenção e disse: “Antes de atravessar a rua você deve olhar bem para cima e para baixo.” E repetiu isso várias vezes e me fez repetir para ter certeza de que eu havia entendido. Observou o entorno, viu que era seguro e soltou a minha mão para eu ir. E conta que fui toda importante, olhando para baixo e para cima. Literalmente, para o céu e para o chão incansáveis vezes até o outro lado da rua. (rsrsrsrs)
Valeu, mãe, pelo carinho e cuidado. Todavia, hoje, com o avanço das ciências temos novas dicas de como agir em situações como esta. Ei-las. 
1. Coloque-se no lugar da criança, como se fosse possível esquecer o que você sabe e pensar com o pensamento dela.
2. A criança pensa no concreto e ao pé da letra. Um trânsito engarrafado pode significar carros dentro da garrafa.
3. O movimento é um grande aliado na aprendizagem da criança. Neste caso, atravessem juntos e exagere ludicamente os movimentos da cabeça orientando-a para ambos os lados da ladeira. Repitam e a ensine também a analisar o entorno. 
4. Quando ambas sentirem segurança, deixe-a ir, mas sem tirar o olho. E, num instante, já estarão prontos para novos desafios.
Te amo, Mãe! Grata pela linda história.

19 de out. de 2016

187. FILHOS À DERIVA

Se você está lendo este texto, eu diria: você não é do tipo que deixa o filho ao sabor do vento, entregue a si mesmo ou a terceiros. Mas aposto que você conhece crianças, e até amigos de seu filho, que são criados assim, à deriva. E podemos pensar: que sorte que tem o seu filho em ter pai e/ou mãe preocupados em aprender sobre a educação e aprimorá-la. E que azar da outra criança ter nascido em lar sem comando e responsabilidade. Mas não é bem assim, pois vivemos de relações e o seu filho convive com outras crianças. Então, importa sim como elas são educadas, uma vez que as relações influenciam muito o desenvolvimento do seu filho, para o bem e para o mal. Mas o que fazer? Colocá-lo numa redoma? Não, mas ensiná-lo o que convém e o que não convém deixar influenciar. Não é fácil com os pequenos, pois são como esponjas que absorvem tudo. Fique de olho e vá ensinando a partir do cotidiano e das relações que a criança trava, os comportamentos que você aprova e reprova, dizendo sempre o porque, mesmo que ela seja bem pequena. E também acolha os amigos fazendo-lhes bem. Lembro que minhas filhas diziam quando os amigos iam em casa: “Você não é a mãe deles, tá?” Já me conheciam e sabiam que por vezes eu iria interferir, não como mãe, pois este não era o meu papel. Mas, como educadora, pensando no bem deles, no das minhas filhas, no bem comum. Prepotência a minha? Não, cuidado. E posso dizer que as crianças, e depois os adolescentes amigos gostavam. E muitos, vinham pedir orientações e colo. Afinal, quem gosta de ficar à deriva?

26 de jun. de 2016

183. PEÇA TEATRAL: A RELAÇÃO PAIS E FILHOS.

Estive em São Paulo e a convite de minha filha mais velha fui assistir uma peça do grupo de teatro da faculdade ESPM. O assunto me interessava e a companhia das filhas mais ainda. O título da peça, “Cultivando cactos”, já dizia da relação espinhuda e que requer poucos tratos. O cacto sobrevive em condições precárias e quase sem alimento, assim como a relação pais e filhos, que existe e é, com ou sem alimento. A peça foi idealizada e dirigida pelo professor Otávio Dantas. Achei genial o tema e o processo da elaboração e de catarse. Os alunos através de suas percepções das relações com seus pais e de cenas de filmes recriaram histórias que apesar de arrancarem risadas, também espinhavam, pais e filhos. Várias eram as cenas intercaladas com vídeos: recados reais aos seus pais, daquelas que são mais fáceis de dizer longe dos olhos. Mas que precisavam ser ditos e ouvidos. Apelos, descompassos e abismos. Tomara que os pais tenham assistido a peça e que tenham fervilhado muitos diálogos.  Chamou-me a atenção como os jovens vêem os seus pais e suas relações, além da percepção crítica que têm de si mesmos. Ressalto alguns pontos: O apelo emocional que tanto pais quanto filhos sabem bem fazer. A reprodução de padrões comportamentais de pais para filhos. A dificuldade dos pais para lidarem com a diferença e a dos filhos para verem os pais como humanos. A consciência do jovem de que a vida lá fora não é fácil e as artimanhas para ampliar a adolescência. O fortalecimento das mães, que empurram os filhos para a vida e pressionam os pais para as tomadas de decisões. Entre tanto outros recados. Uma peça para entender mais desta relação e de si. Recomendo os divertidos espinhos. Parabéns ao grupo Tangerina! Bravo!

17 de jun. de 2016

182. NOSSO FILHO DIZ DO MEIO EM QUE ESTÁ INSERIDO.




Este vídeo encontrado no YOUTUBE (prato-pandeiro), mostra o quanto o meio interfere na pessoa que vamos sendo. Note que para desenvolver precisamos aprender. E para aprender precisamos oportunidade, que dependerá da cultura em que estanos inseridos. Pode uma criança virar grande escritora inserida num meio iletrado? Pode, mas as chances são mínimas. Afinal, o meio diz de nós. Assim, o que possibilitamos aos filhos, dentro do que a nossa cultura e outras disponibilizam, é muito importante, pois dirão das aprendizagens e desenvolvimentos, e por conseguinte, dirão do ser da criança. Que ser vai ser? Mas isto não basta. Há muitas crianças em culturas repletas de possibilidades, que não percebem e nem sabem aproveitar, nem elas e nem seus pais, os vários elementos culturais que lhes servem ao desenvolvimento. Por isso, a melhor dica é, atente-se a tudo com olhos de criticidade. E ensine o seu filho a assim olhar. Escolha o que lhe faz bem ao desenvolvimento, sabendo que as melhores escolhas são as que dão mais trabalho. Ajude-o a manter-se curioso, motivado a aprender, buscando um sentido naquilo que aprende. Atente-se sempre aos elementos a serem oferecidos, ao modo como o seu filho interage com eles e tenha a consciência de que a criança aprende tudo, até o que nos escapa. 


20 de abr. de 2016

179. INGREDIENTES PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

A criança se desenvolve através de aprendizagens. E, na maioria das situações ela precisa vivenciar para aprender, e quanto mais sentidos estiverem envolvidos melhor. Assim, a criança precisa ter oportunidade, interagir com o  que vai aprender e ter motivação para manter a aprendizagem. Por exemplo: Você pode dizer à criança a definição de vulcão. Ela está tendo a chance de aprender pela via da audição e de modo bem abstrato, o que para ela é ainda bem difícil. Mas, se você estiver ao pé de um vulcão e definí-lo, mais sentidos estarão envolvidos, a definição fica mais concreta e palpável e ela terá mais chances de aprender. O cérebro agradece. Se ainda for a algum museu de ciências, destes que podem interagir, e tiver a explicação sobre o vulcão, mais sentidos e mais áreas cerebrais serão ativadas. E se fizer ainda com a criança uma maquete de vulcão e colocá-lo para funcionar, mais complexa e prazerosa será a aprendizagem, e com ela o desenvolvimeto. Isto vale para todas as aprendizagens. Sentir na pele, como dizemos, é o melhor jeito de aprender. Claro, sei que é difícil criar tantas oportunidades assim. Nós vivemos com nossas filhas cada um destes passos. Aproveitamos férias e viagens para ajuda-las a identificar no concreto o que aprendiam na escola e na vida. Claro que o vulcão é um dos exemplos. Mas, testei e aprovei que explorar aprendizagens potencializam o desenvolvimento integral dos filhos. Oportunidade, interação e motivação são os ingredientes principais para aprendizagens e desenvolvimentos. Que tal criar interessantes receitas?

3 de mar. de 2016

175. OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA SÃO QUASE TUDO!

Creio que nunca mais vamos conseguir aprender tanto como nos dois primeiros anos de vida. Passamos de um ser altamente dependente e quase inerte para um ser, que se tiver espaço, consegue até mandar em toda a família. Em apenas dois anos! Realmente, a capacidade de aprendizagem nesta fase é inimaginável e maravilhosa! E há que ser bem aproveitada. A princípio o bebê fica deitado, e ainda nem enxerga direito. Mas logo, começa a ganhar mais movimentos, a coordená-los, a explorar o que está a sua volta. Começa a aprender das emoções e de como interagir com o meio social para ter suas necessidades alcançadas. Logo senta, e seu mundo ganha nova perspectiva. Quantas coisas a explorar. E logo engatinham e começam a construir o mundo e suas relações. Jogam o bola e ela rola. Jogam o copo e ele quebra. Batem a cabeça na mesa e percebem que dói e machuca. E andam. E o mundo se abre em possibilidades. E logo correm e viram ótimos personal trainers, fazendo-nos correr atrás. Afinal, falta-lhes vivências. Nem imaginam o perigo que correm, por isso estamos nós ali a ensiná-los. E começam a falar e rapidamente ampliam o vocabulário. Quanta aprendizagem! E quantas há por vir. Mas uma dica é importante. O cérebro humano é capaz de aprender em qualquer idade. Mas as experiências dos primeiros anos de vida afetam a arquitetura cerebral e o modo como ele é colocado em ação. Experiências positivas e felizes constroem uma arquitetura forte para o aprendizado, o comportamento e a saúde. Invista na boa base.

11 de fev. de 2016

174. AGORA É PRÁ VALER: VOLTA ÀS AULAS!

Estou aqui lembrando os acertos e erros que cometi como mãe de filhas em escolas. E foram várias delas, pois nos mudamos muito. Destas reflexões, vou elencar o que de melhor aprendi na relação escola-filhas-família.

1. Conheça bem a escola, os professores, o que ela propõe e realmente faz em prol do desenvolvimento global de seu filho.

2. Mantenha um contato regular com os profissionais que lidam com o seu filho. Mas não exagere, pois eles têm vários outros pais para lidarem.

3. Não influencie o olhar do professor com uma lista de coisas que o seu filho não é bom. Cada um tem um olhar.

4. Os filhos são bem diferentes em casa e na escola.

5. Você tem um ou alguns filhos, enquanto a escola tem várias crianças. Ela não vai dar conta de ensinar tudo a todos. 

6. Pais, filhos e escola devem formar uma parceira comprometida onde cada um deve ter o seu papel bem definido. Inclusive o seu filho.

7. É incoerente falar mal da escola para a criança e continuar a levando. Mas não deixe de ir lá conversar se algo incomodar.

8. Não troque estudo por prêmios. Ajude o seu filho a descobrir como é gostoso estudar, quando se sabe para que se estuda o que estuda.

9. Não assuma as responsabilidades escolares no lugar do seu filho. Só entre em cena, quando for preciso mesmo.

10. A escola é passageira, o filho é para sempre.

16 de dez. de 2015

173. EU QUERIA SER CRIANÇA PARA SEMPRE.


“Eu queria ser criança para sempre” foi uma das frases da menina de sete anos.  Claro que eu fui investigar o porquê. Acho uma delícia entrar no mundo da criança. É tão mais lógico, simples e surpreendente! Logo vi, que era menina como eu fui. Gostava de brincar. E queria ser sempre criança para poder brincar para sempre. Este era o seu desejo. E só se deseja o que se conhece? Talvez. E ela conhecia: brincava e sabia o que era brincar. Nossa conversa foi entrecortada por piruetas, mergulhos na piscina, corrida atrás da bola, penteados diferentes em mim enfim, uma conversa brincante. Mas continuei nosso rico diálogo enquanto dava um tapa na bola que não podia tocar o solo. “Adulto não pode brincar?”, perguntei. Ficou confusa. E então seguimos nossa conversa enquanto ela ia descobrindo que tinha tios, conhecidos e professores que sabiam ser crianças para sempre.
Infelizmente, esta menina é minoria. A maioria das crianças com esta idade já estão ocupadas com coisas de mocinha. Batom, esmalte, chapinha, até depilação eu já vi! O que é uma pena, pois para manter a criança viva é preciso primeiro ser criança. E a infância... a infância... passou.

2 de dez. de 2015

172. COM A VOZ... AS CRIANÇAS.


Anotei algumas frases de crianças de educação infantil (3 a 6 anos) para atentarmos ao quanto as subestimamos e notarmos a diferença de um cérebro bem estimulado. Elas estudam em escolas na cidade de Reggio Emilia (Itália), que são mundialmente conhecidas pelas  suas práticas educacionais, que entre tantas outras, leva a criança a pensar, a criar hipóteses e teorias, a construir individual e coletivamente o conhecimento ligado ao seu cotidiano. Dá ainda condições para que adultos e crianças desenvolvam competências de dialogar, errar, construir argumentação, sequência lógica, fazer perguntas, desestruturar o pensamento e reorganizá-lo, passar a experiência concreta para uma representação mental, registrar de ene maneiras, não acumular saber e transformar o que tem já construído. A mente precisa saber se orientar em meio há tanta informação. E isto lá se ensina e se aprende muito bem.
As frases estão descontextualizadas, fora de seus projetos que as originaram, mas vale para perceber a complexidade na simplicidade e aprender com elas.

“Quando eu desejo minha mente se abre.”

“A lua perfuma as estrelas.”

“O perfume entra no coração e bate de modo diferente.”

“Você pode comprar uma flor, mas não pode comprar o perfume dela.”

“Quando você toca alguma coisa os dedos te fazem perguntas.”

“Para dar um passo para frente precisamos antes perder o equilíbrio.”

“Se as escolas não existissem não conseguiríamos fazer pensamentos.”

“A natureza é secreta porque não sabemos como se faz algumas coisas como as nuvens, o sol, o céu.”

“Se alguém dá água para a flor quer dizer que deseja a flor e que ela tenha uma vida serena.”

“A natureza é diferente. Depende do jeito que você olha.”

“A morte é a guerra.”

“Descansa porque já teve uma vida tanta!”

“Quando cai a neve tem um barulho de silêncio.”

“O silêncio é o gato que dorme.”

18 de nov. de 2015

171. VOCÊ JÁ DESENHOU O PERFUME DE UMA FLOR?


Estava em seminário com as educadoras Maddalena Todeschi e Loretta Bertani de Reggio Emilia (Itália), cidade reconhecida pela sua educação infantil. Em suas escolas há muita reciprocidade entre adultos e crianças, num clima de alegria e com liberdade para expressar o seu ponto de vista sem que haja julgamentos. “Quanto melhor este clima, mais cada um trará o original que há dentro de si.”, diz Todeschi, e que vai ampliando-se a partir das experiências. Também não há salas fechadas, mas diferentes espaços que se interligam possibilitando a construção ampla do que se aprende, bem como a sua revisitação. Espaços para desenho e pintura, construção, jardim interno e externo, cozinha, enfim uma escola repleta de possibilidades de aprendizagens e em movimento. Conto um episódio. Numa determinada turma e momento, discutia-se o desejo. Citarei duas reflexões dos pequenos. Veja que riqueza: “Quando eu desejo, minha mente se abre.” “Você pode comprar uma flor, mas não pode comprar o perfume dela.” Nossa! Como as crianças sabem dizer as coisas! Parei nestas frases por dias. Mas as crianças continuaram. Foram desenhar o perfume da flor! Alguém aí já pensou em desenhar o perfume? Eu nunca! Obrigada crianças por esta aprendizagem! Achei sensacional e os desenhos ficaram maravilhosos. Concluo que cabe sim ao adulto “provocar” as crianças para que ampliem o conhecimento de si, do mundo e percebam o que não se mostra ou nomeia. Mas cabe principalmente deixar-se ser provocado por elas. Vou lá desenhar o meu perfume.

21 de out. de 2015

169. PARA A BOA EDUCAÇÃO DOS FILHOS BASTA UMA BOA ESCOLA?

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Um pai de duas crianças pequenas perguntou-me qual escola eu indicaria aos seus filhos. Com menos de cinco minutos descobri que para ele bastava uma boa escola para que os seus filhos fossem bem educados. Será? Está cada vez mais comum este discurso e é lamentável, pois a escola tem sim um grande papel na educação de nossos filhos, mas é na família que eles darão início à construção de sua identidade e personalidade e onde terão uma importante base ao desenvolvimento cognitivo, sócio-afetivo e psicomotor, que fará toda a diferença para o seu progresso na escola. Mas alguns pais reclamam: “Eu não sei educar, nem tenho tempo e nem paciência!” Entretanto, por melhor que seja a escola e por mais preparados que sejam os seus profissionais, ela não conseguirá suprir a carência da ausência familiar. Além disso, se a família não consegue dar conta de um, dois, três filhos, porque a escola conseguiria com seus tantos e tantos alunos? Importante ainda ressaltar que aluno tem um fim na escola, mas filho é para sempre. A escola tem sim o seu papel e que é diferente do papel da família. Mas são papéis complementares e por isso se fala tanto em parceria escola-família. Todavia, muitos pais têm delegado os seus filhos à escola, o que é uma medida perigosa com consequências graves. Não sabe educar? Ninguém nasceu sabendo. Informe-se. Há cursos, blogs, livros para isso. Não tem paciência? Aproveite para desenvolvê-la. Não tem tempo? Reflita sobre a sua agenda. Seus filhos agradecerão. E toda a sociedade também.

2 de out. de 2015

167. PARA CAMILA EM SEU TÚNEL DO TEMPO


Há 19 anos, no dia 1º de Outubro eu estava inquieta. Deitei-me num banco ao ar livre com uma imensa barriga e fiquei a olhar a lua que estava cheia como nunca vi igual. Na manhã seguinte, dia 2, a caminho da hidroginástica notei que a bolsa havia estourado. Era você querendo nascer e logo seus olhos azuis estavam a me fitar. E nestes 19 anos quanta história boa de contar! Você parece ter nascido arteira, moleca, independente, criativa, engraçada, justa, carinhosa, beijoqueira e com personalidade forte. Ficava horas concentrada com seus brinquedos e atividades desafiando as pesquisas sobre a primeira infância. Aos 3 meses tomou o primeiro banho de mar com grande alegria. Aos 9 meses disse: “Mamã”. Ufa! Aos 10 meses deu os primeiros passos e arrastava cadeiras por todos os lugares. Com um ano entrou na escola e se virava muito bem apesar dos colegas serem um ano mais velhos. Em seu primeiro ano amava puxar o rolo de papel higiênico e sair por toda a casa. E quando me via, e sabendo estar errada, pegava a pontinha do papel e assoava o nariz. Que figurinha!  Aos 2 anos, pedi que chamasse o elevador para adiantar. Foi até ele e gritou: “Elevadorrrr!!!” Lição preciosa a mim. Na mesma época pulou na piscina funda argumentando que sabia nadar. Afundou, engoliu água, tentou sair até que a resgatei. Arregalou os olhos, cuspiu parte da água engolida e me disse: “Não falei que eu sabia nadar!” Ai ai! Logo começou a contar mais do que dez e percebeu algo fantástico. “Dez e seis, dez e sete, dez e oito, dez e nove, dez e dez!” Viva a lógica infantil! Aos 3 anos inventou uma mãe. Maria Chiquinha deixava comer doces a toda hora, dormir a qualquer hora e fazer tudo o que eu não deixava. Um dia, desafiando-me disse que preferia morar com ela. Eu já estava cansada e enciumada desta mãe. Pedi que arrumasse suas coisas, pegamos o carro e você foi me orientando. Rodamos, rodamos, rodamos até que me pediu para parar e disse: “Mãe, a Maria Chiquinha engoliu uma espinha de peixe e morreu. Vamos voltar prá casa?” Aos 4, ao sair para o trabalho você me chamou e disse: “Mãe, não se deslembra que eu te amo, viu?” Aos 5, disse-me: “Mãe, você pode me disciplinar, mas eu não concordo, porque você não está respeitando as diferenças.” Pode? Com a mesma idade já amarrava seus sapatos, comia e tomava banho sozinha, andava de bicicleta sem rodinhas e aprendeu a ler e a escrever, mas sempre gostou de objetividade. Lembro de uma história que deveria ser escrita em 20 linhas. Deu seu jeito. Na primeira linha colocou o príncipe e a princesa se encontrando, casando, tendo filhos e nas demais 19 linhas escreveu um prolongado viveram felizes para sempre. Aos 6, simularam uma votação na escola para presidente, pois o país vivia esta escolha. Indagou-me: “Por que não conheço os candidatos?” E eu retruquei: “Não os conhece?” Você citou o nome de todos, mas disse que não conhecia a proposta e que o voto deveria ser consciente. Que maravilha! Aos 7, chegando na escola para buscá-la recebi os parabéns de uma mãe. Logo descobri que você havia ganho uma olimpíada de Matemática e eu nem sabia que você havia se inscrito. Esta é você. Faz as coisas para si, para o seu prazer e desenvolvimento e não para se autopromover ou receber elogios.  Como me ensina! Aos 8 voltou da escola indignada com uma injustiça feita a um colega. Lutou bravamente por ele. Aos 9 fez biscoitos e os vendou pelo prédio para pagar um picolé que havia comprado fiado. E entrou no time de futebol, mesmo sendo a única menina. Aos 10, empenhou-se firmemente nas artes e por um bom tempo se dedicou a ela. Aos 11 passou o aniversário internada sem perder o brilho e sem se lamentar. Aos 12 concluiu que o par ou ímpar não tinham as mesmas chances, e que pedir par era vantajoso, pois ímpar com ímpar dá par, par com par dá par e apenas par com ímpar dá ímpar. Bonito vê-la questionando o que lhe era apresentado como verdade. Aos 13 ganhou troféu por estar entre as melhores alunas da escola. Aos 14 fez uma linda apresentação teatral, mesmo não ganhando o papel que queria. Aos 15 foi para o Canadá e lá brilhou. E a pedidos da coordenação do programa ficou por mais 6 meses. Aos 17 passou na faculdade e foi morar sozinha, assumindo todas as tarefas. Aos 18 tirou carta, trabalha, estuda, namora, faz atividades físicas. Bravo! Aqui estão alguns flashes de sua vida apenas para dizer: Que orgulho de você! Chorou, sorriu, amou, errou, acertou, brincou, machucou-se, mostrando em tudo o que fez e faz a sua maturidade, cuidado, afeto, inteligência, compromisso, dedicação, determinação, justiça, autonomia, responsabilidade e muita sabedoria. Sou sua fã, Camila. Parabéns pela vida tão linda que tem construído. Muito feliz pelos frutos que temos colhido. Continue lindamente a sua história.
Com imenso amor,

26 de set. de 2015

166. TABLET NA BANDEJA


Fui a um restaurante e na mesa ao lado havia uma criança pequena chorando. Meu marido comentou: “Isto é choro de dente nascendo!” Achei graça, pois nossas filhas já estão moças. Como é que ele se lembra? Mas também gostei, pois ele é e sempre foi um pai realmente atento e participativo. Mas a surpresa mesmo veio em seguida. O garçon passou por nós com um tablet na bandeja e o serviu à menina. Colocou-o em sua frente apoiando-o em um tripé e rapidamente selecionou joguinhos atrativos à sua idade. Ela ignorou, afinal choro de dente nascendo parece não combinar com joguinhos, mas com afago. Chamei o garçon e lhe perguntei: “Este tablet é do restaurante?” E ele respondeu afirmativamente, justificando-se: “Como não temos aqueles espaços para as crianças, então tomamos esta medida para distraí-las. Foi o jeito!” Entristeceu-me a cena e sei bem o porquê. Acho o momento da refeição muito especial. Serve para a família conversar, rir, conhecer-se mais, enriquecer os sentidos com alimentos e situações diferentes. Serve para educar, ensinar, aprender, fortalecer relações. Alguém pode dizer: “Mas eles não sabem se comportar na mesa! Eles não páram quietos e não deixam ninguém conversar!” Verdade. Eles não nasceram sabendo estas coisas e  isto se ensina enquanto se vive a situação. Aproveitem pais esses momentos tão ricos e cada vez mais raros com os filhos. Não os deleguem a um tablet ou a uma monitora de restaurante. Ensine-os a terem prazer em ficar com vocês. Tão bom... tão bom... tão bom.

22 de jul. de 2015

157: MECÂNICAS SÃO AS MÁQUINAS, NÃO O SEU FILHO.


Inicie assistindo ao video.


A criança aprende por modelos. Isto é, imita o que consciente ou inconscientemente ensinamos. Já temos um alerta: Prestar atenção ao que ensinamos sem perceber. Além disso, caímos em armadilhas perigosas. É bem comum ver crianças dizendo bobagens e palavrões sem ter noção do que dizem. Apenas reproduzem o que ouvem. Mas, como os adultos riem da graça, elas tendem a repetir. Afinal, quem não quer ser reconhecido e valorizado? A criança também.  Mas, aprender mecanicamente não é bom. É mais fácil deformar a criança do que formá-la. Por que? Porque tiramos dela uma das coisas mais lindas que ela tem: a capacidade de pensar. A criança precisa refletir sobre as suas aprendizagens para inclusive construí-las, ressignificá-las, retê-las. A oração no vídeo abaixo é um bom exemplo. Observe que a mãe diz e a criança repete. Seria mais interessante se a mãe fizesse a sua oração e depois pedisse para a criança fazer a dela. A criança aprenderia a rezar, mas com o que lhe tem sentido. Lembro das minhas filhas agradecendo a Deus pelo travesseiro. Eu nunca teria esta ideia e grandeza! Mas, a criança do vídeo não repete tudo, não cede e tenta argumentar. Bravo! Ela está pensando sobre o que diz. Momento ideal para parar, “FILHOsofar” e entender o porquê da discordância. Mas a mãe não dá ouvidos, contorna a oração e só piora. Posso apostar que ela não gostou de estudar e ir à escola! Cuidemos. Criemos espaços e tempos para a criança pensar. Não a transformemos em máquinas de reprodução em busca de aplausos e aceitação. Amém?

21 de mai. de 2015

148. CUIDADO COM O QUE SE ENSINA!

The babes in the wood de Thomas Crawford.
Metropolitan Museum - NY

Esses dias ouvi uma história de um adulto que serve de reflexão e alerta na educação dos filhos. Contava que na infância sua mãe dizia aos filhos que quando não se arrumava a cama o anjo da guarda não saia dela e portanto não os acompanhavam durante o dia. Apavorados, eles não falhavam. E a mãe resolveu o seu problema de reclamar todo dia. Já adulto, um dia saiu sem tempo de arrumar a cama. Bateu o carro e logo se lembrou do que a mãe dizia. Tentei receber essa informação como uma criança e tive logo uma angústia: Se o anjo da guarda não levanta da cama, logo ele dorme comigo. E se assim for, e como não o vejo, posso criar medos. “O que ele pode fazer comigo?” “E se eu deitar em cima e o machucar?” Mas pensando como adulta e com o que já construí até aqui, continuei a conversa. Notamos que várias outras vezes ele não tinha arrumado a cama e nada havia acontecido. Duvidou então dessa verdade. Mas confessou a angústia que sentia. Nem sempre queria arrumar a cama, mas morria de medo de não fazê-lo. A questão aqui não é se o anjo da guarda fica na cama, se ele existe, se é verdade isso ou aquilo. O fato é que a infância deixa marcas profundas em nossa vidas que dirão do nosso ser. A ela agradecem os psicólogos e analistas. Muitas vezes usamos de fantasias com as crianças para facilitar a resolução de um problema, ou apenas repetimos “verdades” sem pensar. Sugiro fazer sempre uma “faxina” nos conceitos e ações antes de passá-los adiante. Resolver um problema e arrumar outro não parece boa pedida. A não ser para psicólogos e analistas.

12 de mai. de 2015

146. AMO QUANDO A CRIANÇA ME DÁ UM NÓ!

Sistema ósseo: estrutura para o que viria.

Assisti com uma criança um vídeo lindo da BBC tendo como fundo a música “What a wonderful world”. A letra, falada em poesia, era ilustrada por maravilhosas imagens da natureza. Plantas, animais, rios, mares, sóis e luas movimentavam-se em versos a encantar nossos sentidos. E eis que a criança suspira e diz: “Como eu amo a natureza!” E é mesmo incrível notar como a criança é extremamente sensível à natureza e a tudo o que a atinge. O que nos ajuda a educá-la para continuar amando e não cair na armadilha “da força da grana que ergue e destrói coisas belas” (Caetano Veloso). Biofilia é o que a criança tem de sobra e que falta a tantos adultos. A palavra tem origem grega. Bio significa vida. Philia, amor. Ou seja, amor à vida, instinto de preservação seja lá ao que for. Há vários anos, estudava com alunos de 8-9 anos os sistemas do corpo humano. Para deixar mais concreto sugeri que abríssemos um mamífero, mais especificamente, um rato. Afinal somos todos parecidos por dentro. A crianças ficaram  indignadas e horrorizadas comigo. Mas, gostaram da proposta e sugeriram abrirmos outro mamífero: um indigente já morto. Minha cabeça deu um nó por um bom tempo. “Preferir abrir um homem a um rato?!”, pensava. Então lembrei-me da biofilia, voltei ao olhar da infância e notei vários condicionamentos culturais construídos em mim. Afinal, só queriam trocar um vivo por um morto! Fazia sentido. Mas não abrimos nem homem, nem rato. Encontrei outras formas também eficientes. E novamente estava eu aprendendo e crescendo com as crianças.

6 de mar. de 2015

140. EDUCAÇÃO PELO MUNDO: Índia e a Educação por Projetos: Srishti School (Bangalore).


Srishti School of Art, Design and Technology fica em Bangalore, principal hub de alta tecnologia e telecomunicações da Índia. Também conhecida como o coração do Vale do Silício Asiático. Cidade bem desenvolvida, mas como toda a Índia, também repleta de pobreza. Em Sristhi, há um projeto bem interessante e que pude vive-lo tal qual os fundamentos que ele proclama. Primeiro, a experiência. Explorar sem muito pensar. Segundo, pensar a respeito e de diferentes formas. Terceiro, voltar-se à experiência modificando-a. E foi exatamente assim que a Faculdade nos recebeu. Com um grupo de alunos do primeiro ano, ano que é destinado, intencionalmente para bagunçar os conceitos. Participamos dos conhecimentos de Kabir, o místico e popular poeta do século XV, que nos foi apresentado por músicas, histórias, documentários, vivências corporais, vivências sociais e depoimentos de diversos indianos que diziam da origem e da morada do conhecimento, enquanto expressavam seus modos de ver a vida, de dar sentidos a ela e encontrar sua missão na mesma. Pensamentos que pareciam alcançar uma ideia comum: o ser interior. Leia alguns retirados dos depoimentos.
“O conhecimento mora na experiência e então suas ações determinam quem você é!”; “Mas quem determina o que é bom ou ruim?”; “Minha ação é a minha religião.”; “Se você aprendeu só em livros, o seu conhecimento está limitado entre A a Z. É preciso ir além disso.”; “Muito do conhecimento já está em nós. É preciso saber olhar.”; “Se você enxerga a guerra fora é porque você tem a guerra dentro. Se você vê o amor fora, é porque você vê o amor dentro.”; “Muito do conhecimento, que vai além do A a Z, só pode ser encontrado no silêncio.”; “A verdade está nos seus olhos e há coisas que não se nomeiam.”; “Eu achei Deus na pupila dos meus olhos!” E assim seguiu, até o momento que conversamos com os alunos fazendo trocas de conflitos gerados pelo o que tínhamos já construído em nós e pelo o que foi ali apresentado. Muito rico o modo com os indianos vêem essas questões. Colocou-me para pensar. Objetivo atingido: provocou-me a desestabilização dos conhecimentos já construídos. Maravilha! 
Um rápido lanche e então, uma exposição liderada pela coordenadora Arzu Mistry sobre como a Faculdade se desenvolve, os seus projetos interdisciplinares e reais e como ela age de forma transformadora na comunidade. 
Almoçamos, sintetizamos o que vimos mediante os nossos corpos numa vivência interessante e fomos à prática, ver alguns projetos já vivenciados e outros ainda em construção.
Um deles me encantou. Os alunos de 4° e 5° anos visitaram comunidades carentes em busca de entender melhor a cultura popular. Foram em busca de metáforas, de conhecimentos, de histórias e relatos para então voltarem à faculdade e transformar o que detectaram em uma história infantil que voltaria depois à comunidade. Um encanto de projeto e de uma qualidade fantástica. Fez arrepiar. 
No dia seguinte, fomos a uma das sete comunidades que a Srishti apoia, oferecendo ajuda múltipla para trazer de volta as crianças e jovens que haviam abandonado a escola. Assim, dentro da comunidade e com a grande colaboração deles propiciam ampliar os horizontes de todos. Outro projeto de arrepiar. Estivemos com alguns alunos que deram belíssimos depoimentos de superação. Mostraram o funcionamento genial da escola e as possibilidades que se abrem a eles. Alguns já em faculdades, outros em trabalhos que antes nem podiam imaginar, falavam e apresentavam o seus crescimentos.
E a noite, jantamos com o staff da Faculdade, cada qual expondo o seu projeto principal dentro daquele vivo sistema educacional transformador de mundos e gentes. Aplausos, aplausos, aplausos. Propostas que fazem sentir e sentido. Bravo!


9 de dez. de 2014

129. DEZEMBRO DE 2014



Em pouco menos de um mes já estaremos em outro ano. Muito a agradecer nesse diferente 2014, ano marcante para muitos. Grata 2014, grata a você, leitor, por suas trocas, comentários, encorajamentos, aconchegos.
Este ano fui a sete países, em sua maioria, para pesquisar in loco projetos educacionais que geram transformações e dizem dos novos rumos da educação de qualidade. Noto, que quanto mais distante de minha cultura, mais a enxergo, assim como a mim mesma e as possibilidades de mudanças. As próximas postagens serão dedicadas à Índia, país que é mais para viver do que escrever. Mas há muito a compartilhar assim como já fiz nesse blog com a China, Rússia, Finlândia, Croácia, Estados Unidos. Este ano, ainda dei palestras, cursos, aulas em pós-graduação, escrevi as colunas na Pais & Filhos e alimentei com doçura esse blog FILHOsofar, onde compartilho para pais, professores e interessados, experiências educacionais de nossa e outras culturas. E para bem fechar o ano, fui convidada para ser cronista de um site de Portugal premeado e bem recomendado no país. Chamei esse espaço de “MÃEchete do dia”, onde falarei da minha experiência como mãe de um jeito bem sincero e humano.
Ps: Na página do blog você encontra os links tanto para  as colunas na Revista Pais & Filhos Coluna na Pais & Filhos, como para a última MÃEchete do dia MÃEchete do dia e as palestras e cursos mais requisitados.
Ps2: Em breve teremos os posts também em Ingles. Aguarde.
Soon the posts will have version in English. Hold up!

18 de nov. de 2014

128. PENSAMENTO INDIANO E A EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS.

Meu pai e minhas filhas. Foto com várias interpretações. 

Essa postagem foi pré-programada, assim como as anteriores. Hoje  escrevo no presente imaginando a possibilidade do futuro.
Nesse momento, devo estar do outro lado do mundo há 10 dias, fazendo mais uma pesquisa educacional, cultural e pessoal. Visitando escolas, universidades e tendo encontros com mentes brilhantes que percebem a educação de modo bem diferente do mundo ocidentalizado. Devo ainda estar conhecendo mais uma cultura e alimentando os meus sentidos num país tão diferente, país dos contrastes, onde parece se perceber simultaneamente o caos e a paz.
Dizem que quem vai a India volta transformado. E sei que assim voltarei, pois quando nos abrimos às novas aprendizagens, e elas acontecem, nossos circuitos mentais já não são os mesmos, transfomando nossa visão de mundo e de gente, incluindo a nós mesmos. Além disso, lá farei 50 anos, o que será bem significativo para mim.
Por ora, deixo-lhes um pensamento indiano que, a mim, muito diz dos filhos e das possibilidades que a educação irá gerar. E na volta trarei as novidades já vividas e as transformações experimentadas.

Para refletir:
A semente carrega em si a memória do passado e a possibilidade do futuro.

Até a volta!