19 de out de 2016

187. FILHOS À DERIVA

Se você está lendo este texto, eu diria: você não é do tipo que deixa o filho ao sabor do vento, entregue a si mesmo ou a terceiros. Mas aposto que você conhece crianças, e até amigos de seu filho, que são criados assim, à deriva. E podemos pensar: que sorte que tem o seu filho em ter pai e/ou mãe preocupados em aprender sobre a educação e aprimorá-la. E que azar da outra criança ter nascido em lar sem comando e responsabilidade. Mas não é bem assim, pois vivemos de relações e o seu filho convive com outras crianças. Então, importa sim como elas são educadas, uma vez que as relações influenciam muito o desenvolvimento do seu filho, para o bem e para o mal. Mas o que fazer? Colocá-lo numa redoma? Não, mas ensiná-lo o que convém e o que não convém deixar influenciar. Não é fácil com os pequenos, pois são como esponjas que absorvem tudo. Fique de olho e vá ensinando a partir do cotidiano e das relações que a criança trava, os comportamentos que você aprova e reprova, dizendo sempre o porque, mesmo que ela seja bem pequena. E também acolha os amigos fazendo-lhes bem. Lembro que minhas filhas diziam quando os amigos iam em casa: “Você não é a mãe deles, tá?” Já me conheciam e sabiam que por vezes eu iria interferir, não como mãe, pois este não era o meu papel. Mas, como educadora, pensando no bem deles, no das minhas filhas, no bem comum. Prepotência a minha? Não, cuidado. E posso dizer que as crianças, e depois os adolescentes amigos gostavam. E muitos, vinham pedir orientações e colo. Afinal, quem gosta de ficar à deriva?

5 de out de 2016

186. MEU PAI FOI DEMITIDO!



A cada dia temos visto pessoas próximas a nós serem demitidas. Profissionais qualificados, medianos e excelentes. Não importa. Enxugar e diminuir gastos tem sido a palavra de ordem nesta crise complicada. Ser demitido mexe com qualquer um, mesmo com uma justificativa como esta. E não é fácil chegar em casa e contar para a família. Curioso notar que por mais que as mulheres estejam empoderando-se, brigando por igualdade e bancando muitos dos lares, percebo que ainda são os homens os que mais sofrem com as demissões. Por muito tempo eles tiveram um papel muito definido: o de provedores. Por mais que isto esteja mudando há anos, noto muitos homens com uma vergonha social por estarem demitidos e temem não proverem a família. Muitos conseguem contar à esposa, mas têm grande dificuldade de contar aos filhos. Inventam histórias para amenizar ou aliviar. Bobagem. Quem é fracassado na crise? Além disso, a criança sabe muito pouco sobre demissão. O modo como você lidar com esta situação, será o modo como a criança irá aprender sobre ela. Minha opinião: seja transparente com o seu filho e o ensine sobre o mundo real. Não é bom que os filhos nos vejam como infalíveis ou super-heróis. Aproveite este rico momento de aprendizagens, como por exemplo, a educação financeira, a flexibilidade em relação aos programas e aos gastos, aproveitar mais os momentos juntos e compartilhar as situações reais de acordo com a idade da criança. Crie convivências econômicas, aperte o cinto, aperte o abraço e lute em família que fica mais fácil e lindo.