22 de set de 2016

185. BRINQUEDOS AJUDAM?

Como quase tudo na vida, depende. Há brinquedos geniais que ajudam a desenvolver a imaginação, o autoconhecimento, a socialização, a coordenação, a lógica, a cognição, a emoção, entre outros. Como há brinquedos que preocupam, como muitos eletrônicos. Vi um menino ávido por matar grávidas, pois valiam o dobro. Arrepiei-me. Pois ainda que seja virtual, a experiência fica registrada no cérebro da criança, com suas aprendizagens, sejam boas ou ruins. Além disso, a criança demora a distinguir realidade de fantasia. Cuidado, cuidado! Também, diversificar com muitos brinquedos não é efetivo. Já sabemos pelo nosso guarda roupa que quanto mais opções, mais nos parece que não há nada para vestir. Quase toda criança, cercada de brinquedos, diz: “Não tenho nada para brincar!” Além disso, brinquedos prontos tendem a limitar, pois já possuem uma função e um modo de operar. Comparemos um carrinho com controle remoto com um carrinho feito pela criança de garrafa pet, rodas de tampas que se movimentam com roldanas e elásticos. Qual destes dois brinquedos propiciam mais desenvolvimentos à criança? Há escolas, como na Noruega, que trocam os brinquedos por sucatas, tecidos, roupas, almofadas para que as crianças criem. Trabalhei em uma em SP que o maior brinquedo era a natureza. As crianças inventavam coisas incríveis. O que se percebe? Que elas tornam-se mais criativas (fundamental aos dias atuais), usam mais a imaginação (essencial à alfabetização) e tem menos conflitos entre elas. E o melhor, nenhuma criança reclama e adora. Fica aí a dica.