29 de jul de 2011

21- AUTONOMIA EM DESENVOLVIMENTO

AUTONOMIA = LIBERDADE + RESPONSABILIDADE
Não dá para prendê-la.

Há vários desenvolvimentos e em amplos aspectos no seu filho. Mas uma coisa é certa: qualquer um deles requer estímulo. Em geral, o estímulo vem do meio. E, o meio está cheio deles para desenvolver o que for. Mas, nem sempre os mais atraentes são os melhores, e dificilmente uma criança está preparada para perceber, analisar e fazer tal escolha. Vale prepará-la. O caminho é desenvolver autonomia. Acho que esta foi a primeira palavra difícil que minhas filhas aprenderam. Palavra falada e vivida. Toda vez que iam sair, dormir fora, viajar com a escola, eu iniciava a lista de recomendações, mas era logo cortada: “Já sei, Mãe. É para ser autônoma e responsável”. Parecia que bastavam as duas palavras. Na verdade, bastam. A criança nasce heterônoma, isto é, dependente do outro para se reger. Não tem maturidade física e fisiológica para tomar decisões por si. Mas, logo amadurece e precisa aprender a ser autônoma, isto é, deve ser educada para poder tomar decisões sem a intervenção alheia. E, saber o que convém ou não a si, ao outro e ao próprio desenvolvimento. Mas a autonomia não se alcança isoladamente e de pronto. A criança precisa viver a experiência, percebê-la e saber lidar com ela. Ou seja, a autonomia só existe com a liberdade e a responsabilidade. Três desenvolvimentos que se aprendem em processo, onde cada conquista serve de apoio para desafios mais complexos. É passo a passo e na experiência. Por isso, não deixe para começar quando seu filho crescer. Hoje é o melhor momento.

27 de jul de 2011

20- O MEIO E O DESENVOLVIMENTO


    

As fotos são de minhas filhas quando tinham um ano. Uma já andava e a outra não. Seria a genética? Posso apostar que não. Diria que é o meio interferindo em seus desenvolvimentos. Como assim? A mais velha, a que está sentada, nasceu num dos invernos mais rigorosos de São Paulo. Vivia coberta de roupas, que a impediam de muitos movimentos. Além disso, morávamos em um apto muito pequeno. Bastava um passo e já se findava o espaço. Seu grande desenvolvimento na marcha se deu quando nos mudamos para Fortaleza, onde teve espaço e liberdade para andar. Já a filha mais nova, a que está de pé, andou 4 meses antes da irmã. Mas observe o contexto. Vivíamos em Fortaleza, em um apto com muito mais espaço, praias a explorar, e ela quase não usava roupas devido ao calor. Tinha liberdade de movimento, estímulo por todo lado, muito espaço e ainda uma irmã mais velha como modelo e desafiadora de desenvolvimentos. Note que estamos focando apenas o aspecto motor, em especial a marcha. Um pequeno exemplo só para mostrar o quanto a genética não é determinante, e o quanto o meio interfere no desenvolvimento, seja ele qual for. Hoje as duas são bem semelhantes na motricidade, fazem muitos esportes, e são bem boas nisso. Claro, o meio não determina, pois temos a capacidade de mudar. Mas, cuide, pois ele dirá muito do desenvolvimento do seu filho. Por isso, é bom estar bem atento para, dentro do possível, oferecer a ele um meio favorável a desenvolvimentos.

21 de jul de 2011

19- DE VOLTA: 24 HORAS ENTRE PAIS E FILHOS

Viajei com meu marido e minhas duas filhas, 17 e 14 anos por mais de duas semanas. As férias foram maravilhosas, repleta de aprendizagens, desafios, aventuras. Aquele tipo de viagem que aumenta “bagagem” e deixa saudade.  Mas, ressalto à intensa convivência entre pais e filhos numa viagem. No dia a dia, é raro passarmos 24 hs em família. E, seria saudável? Mas vez ou outra é uma excelente experiência para criar e fortalecer vínculos, para conhecer mais de perto cada um, afinar o com-viver, aprimorar a relação e desejar continuá-la. Mas não é tão simples e nem tão cor de rosa. Há que se querer uma convivência intensa e saudável. Um querer de todos, que não se alcança por decreto. Ficar 24 horas juntos por dias tem que gostar, tem que saber respeitar e saber ser respeitado, colocar-se em via de mão dupla, estreitar relacionamentos para que sejam ampliados. Tem que estar aberto a dar certo, mesmo nos conflitos. Cada um.
Leia abaixo duas situações que ilustram o processo.
1- Estávamos os 4 no mesmo quarto de hotel. Uma das filhas diz: “Fazia tempo que a gente não convivia tão de perto e tão apertado assim! Dá para conhecer bem melhor cada um!” Estreitar fisicamente a relação é difícil, mas tem suas vantagens.
2- Na volta, a mais velha comenta a viagem com as amigas, que logo perguntam: “Não deu para dar uma escapadinha dos seus pais?” E ela responde: “Prá que? Eu adoro ficar com eles! E não preciso fugir. Nós conversamos!” Bons relacionamentos se dão em via de mão dupla.